segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Durinho que nem Madeira.

O pai vestia a pequena para irem a um evento; de banho tomado, vestida a contento - com uma roupa previamente selecionada - chega então o momento crítico: pentear o cabelo.
Quem conhece a MC - ou já a viu com os cabelos como naturalmente o são - percebeu-se que para atingir níveis de aceitabilidade social o penteado básico requer uma mistura de cremes, loções e poções que fariam a ONU flexibilizar a lista de armas de destruição em massa e força - muita força mesmo - para desatar os nós. Seguindo as instruções da própria o pai aplica os componentes químicos ao couro cabeludo rebelde. Puxa, desembaraça, estica, revolve, contorce, chicoteia - porque o pai JURA que o cabelo tentou atacá-lo pelo menos duas vezes - até concluir o intento.
MC avalia os resultados com leves apalpadelas no topo da cabeça, verificando a profundidade do rabo-de-cavalo e a inclinação da franja e então julga:
-Não ficou como o que a minha mãe faz - revirando os olhos. Mas tá bom!
O pai completamente extenuado e repensando se vale a pena pagar para frequentar uma academia pergunta:
-Como fica o da sua mãe!?
-Macio como algodão! - Diz sem qualquer remorso.
-E o meu!? - Pergunta o pai com lágrimas nos olhos.
-Durinho que nem madeira!
...

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