À caminho da casa da tia-avó paterna a família aproveita para dar uma carona ao pobre pai. Na porta de casa MC despacha o pai sem qualquer cerimônia:
-Tchau Fe - Apressando sua saída do carro com as mãos - Cuida da Sassá.
A tia-avó em vista da pressa da pequena coloca uma brincadeira:
-O Fe só vai dar comida para a Sassá e vai voltar.
A cabeluda estala os olhos como dois ovos fritos e pergunta estupefata:
-O Fe vai na sua casa!?
-Vai sim - responde - Qual é o problema!?
-Ele não gosta de ir na sua casa Teté! - Responde MC com sua peculiar naturalidade hecatombica.
-Ah, ele não gosta de ir na minha casa, é!? - Responde a tia-avó olhando FIXAMENTE para o sobinho que abria a porta vagarosamente para não ser notado.
-É Teté, - continua a pequena boca-aberta com um sorriso no rosto - ele não gosta de ir na sua casa mesmo!
...
terça-feira, 31 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Deixa comigo...
MC - quer por herança genética quer por habilidade inata - está completamente fascinada por jogar Super Mario. Enquanto o pai trabalhava a mãe resolveu jogar com a filha.
Gracas a algumas técnicas não ortodoxas o pai tornou o Mario um pouco mais competitivo - leia-se em modo StartPower permanente. A mãe assume o teclado em uma fase; munida de invencibilidade, 99 vidas duas capas de vôo e um Yoshi e logo de cara cai no primeiro abismo em que pôs os olhos; e de novo, e de novo, e de novo. Caindo em buracos, errando plataformas ou sendo esmagada pela tela. MC comeca a perder a paciência com a jogadora novata e passa a intruí-la:
-Agora mãe... Pula!
De volta ao comeco da fase:
-Mãe, eu falei para pular!
MC acaba ficando realmente entediada com a novata; se desliga do jogo e passa a amolar a Safira. Alguns momentos depois MC perde a paciência, toma o teclado das mãos da mãe e diz em tom sarcástico:
-Mãe, deixa comigo que é mais fácil!
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Gracas a algumas técnicas não ortodoxas o pai tornou o Mario um pouco mais competitivo - leia-se em modo StartPower permanente. A mãe assume o teclado em uma fase; munida de invencibilidade, 99 vidas duas capas de vôo e um Yoshi e logo de cara cai no primeiro abismo em que pôs os olhos; e de novo, e de novo, e de novo. Caindo em buracos, errando plataformas ou sendo esmagada pela tela. MC comeca a perder a paciência com a jogadora novata e passa a intruí-la:
-Agora mãe... Pula!
De volta ao comeco da fase:
-Mãe, eu falei para pular!
MC acaba ficando realmente entediada com a novata; se desliga do jogo e passa a amolar a Safira. Alguns momentos depois MC perde a paciência, toma o teclado das mãos da mãe e diz em tom sarcástico:
-Mãe, deixa comigo que é mais fácil!
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sábado, 21 de julho de 2012
Um Cachorro!
MC passava pela sala despreocupadamente quando foi interpolada por uma questão filosófica, analítica e existencialista:
-Filha, o que você prefere: um irmão ou um cachorro?
MC olha em volta, afaga os cabelos, respira fundo e responde:
-Um cachorro!
-Por que filha!?
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-Filha, o que você prefere: um irmão ou um cachorro?
MC olha em volta, afaga os cabelos, respira fundo e responde:
-Um cachorro!
-Por que filha!?
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Batatas Fritas.
MC jantava em companhia da tia-avó paterna degustando algumas batatinhas fritas. MC mui educadamente - diferente do comportamento padrão - oferece os quitutes para as visitas:
-Quer batata frita Teté!?
A tia-avó prontamente agradece e serve-se de um bocado:
-Obrigado filha. Eu adoro batata frita.
Conversa vai, conversa vem a tia-avó beliscava as batatas da guria sem muita preocupação. MC olhava a subtração continua de unidades calóricas do seu prato e em dado momento pôs de lado a gentileza e vestiu o mando da ironia. Pôs a mão sobre o prato, olhou para a tia em desafio e bradou:
-Teté, você gosta MESMO de batata frita hein!?
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-Quer batata frita Teté!?
A tia-avó prontamente agradece e serve-se de um bocado:
-Obrigado filha. Eu adoro batata frita.
Conversa vai, conversa vem a tia-avó beliscava as batatas da guria sem muita preocupação. MC olhava a subtração continua de unidades calóricas do seu prato e em dado momento pôs de lado a gentileza e vestiu o mando da ironia. Pôs a mão sobre o prato, olhou para a tia em desafio e bradou:
-Teté, você gosta MESMO de batata frita hein!?
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Cabeleireiro da Chloe!
Ao o estilo contundente de sempre empurra a porta da casa da avó materna para anunciar sua chegada:
-Oie vó marina!
MC para por um instante e examina o corte de cabelo moderno da avó. Olha, contempla e analisa. Curiosa com o silêncio da neta a avó instiga:
-Então Maria Clara, gostou!?
MC fica em dúvida por um segundo, olha para os pais e diz em tom triste:
-Mãe, a vó Marina tá maluca - apontando com energia os cabelos da avó - Ela foi no cabeleireiro da Chloe!
Diz a pequena enquanto cai em uma gargalhada longa de debochada:
-Ela não sabe que não pode ir no cabeleireiro de cachorro!?
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
Ah é!?
Depois do encontro obrigatório com a Justiça Eleitoral a família resolve da um rolê no shopping:
-Gente, eu vou na Loja de Brinquedos mas não vou comprar nadinha de nada! - Declara MC com um grau de ternura no olhar que poderia convencer um Visigodo a poupar uma vila medieval.
-Não vou comprar nadinha, viu pai!
O pai movido por genes de geracões e geracões de chefes de família resolve impor sua posicão:
-Claro que não vai comprar nada! - Diz o pai soberbo - Quem compra os seu brinquedos sou eu!
-Ah é!? - Os olhos da pequena ganham um brilho incandescente - O que você vai comprar para mim então!?
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
Generosidade
Férias é - sem dúvida - o melhor período do ano para arrumar armários. A mãe procedia no intento de organizar um compartimento que detém de memórias carinhosas a panos de prato. Dado momento um chinelo havaiana de tamanho de tamanho diminuto é encontrada:
-Mãe! - Diz a Maravilhada a Pequena - Você achou meu chinelo de borboleta!
-Filha - explica a mãe com os chinelinhos na mão - eles são de quando você era um bebe. Não cabem mais no seu pé.
MC pega o par na mão e mede contra os próprios pés. Constatando por si mesma a verdade. Dá de ombros um pouco chateada e retorna as atividades normais.
No dia seguinte ao acordar MC encara a mãe com o semblante sério e pesado:
-Mãe - diz cruzando as pernas sobre a fralda carregada de xixi - decidi o que eu vou fazer com aquele chinelo de bebe.
-Ah é!?
-Eu vou dar para a Júlia de Vinhado - ela quis dizer Vinhedo. Ela é um bebezinho não é!?
Afaga-se na própria idéia com um sorriso e completa:
-Vamos lá embrulhar para presente mãe?
Desce de súbito da cama para por em prática o plano e ao encostar os pés no chão pondera:
-Será que ela sabe andar!?
...
P.S.: Júlia é a mais nova integrante da família nascida semana passada.
domingo, 8 de julho de 2012
Eu tenho duas mães.
Depois do almoço de domingo; MC - devidamente nutrida - procura algo interessante para fazer enquanto a família discute trivialidades e assuntos ainda menos relevantes.
A pequena antenada ouve tudo - mesmo quando parece estar completamente dispersa. Quando o assunto envereda sobre famílias alternativas a MC interrompe:
- Eu tenho duas mães - com infinita naturalidade.
Imediatamente todos os olhares se voltam para a pequena:
-Como assim tem duas mães Maria Clara?
Com profunda sabedoria e paciência com as limitações da compreensão sobre conceitos elementares de Arquitetura familiar MC explica:
-Eu tenho a mamãe - diz apontando a mãe. Vira os olhos para o pai e continua:
-E o papai também é minha mãe.
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A pequena antenada ouve tudo - mesmo quando parece estar completamente dispersa. Quando o assunto envereda sobre famílias alternativas a MC interrompe:
- Eu tenho duas mães - com infinita naturalidade.
Imediatamente todos os olhares se voltam para a pequena:
-Como assim tem duas mães Maria Clara?
Com profunda sabedoria e paciência com as limitações da compreensão sobre conceitos elementares de Arquitetura familiar MC explica:
-Eu tenho a mamãe - diz apontando a mãe. Vira os olhos para o pai e continua:
-E o papai também é minha mãe.
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sábado, 7 de julho de 2012
Não quero falar com essa chata!
MC agora é nossa atendente oficial de telefone. Mal toca nossa entrépida pequena já corre para o aparelho.
Dia destes MC assistia desenhos e o telefone tocou. Dócil como sempre caprichou no atendimento:
-Alô.
Um instante depois seguiu-se uma bufada de desapontamento:
-Você denono!?
Mais um instante para dar chance ao interlocutor para se explicar e vem a resposta:
-Não quero falar com você.
MC desliga o telefone e volta a sua cadeira. O pai - que não pode fazer muito - pergunta cuidadoso:
-Quem era no telefone filha?
Sem sequer olhar para o pai ela dispara:
-Vó Marina chata!
-Chata por que filha? - Pergunta o pai mais tranquilo por se tratar de alguém que CERTAMENTE compreenderia o comportamento da birrenta.
-Fica ligando toda hora - Diz MC apontando o telefone - Não quero falar com essa chata.
...
A avó materna tinha ligado apenas 01 vez ante do ocorrido. Porntanto se precisarem ligar aqui tenham em mente que:
- Vocês tem uma chance apenas de serem bem atendidos.
Dia destes MC assistia desenhos e o telefone tocou. Dócil como sempre caprichou no atendimento:
-Alô.
Um instante depois seguiu-se uma bufada de desapontamento:
-Você denono!?
Mais um instante para dar chance ao interlocutor para se explicar e vem a resposta:
-Não quero falar com você.
MC desliga o telefone e volta a sua cadeira. O pai - que não pode fazer muito - pergunta cuidadoso:
-Quem era no telefone filha?
Sem sequer olhar para o pai ela dispara:
-Vó Marina chata!
-Chata por que filha? - Pergunta o pai mais tranquilo por se tratar de alguém que CERTAMENTE compreenderia o comportamento da birrenta.
-Fica ligando toda hora - Diz MC apontando o telefone - Não quero falar com essa chata.
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A avó materna tinha ligado apenas 01 vez ante do ocorrido. Porntanto se precisarem ligar aqui tenham em mente que:
- Vocês tem uma chance apenas de serem bem atendidos.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Agora, por favor, fala a verdade.
MC acorda e as lambidas de sempre da cãopanheira não estão lá.
A pequena levanta, olha em volta e indaga:
A pequena levanta, olha em volta e indaga:
-Pai, cade a Sassá?
-Fugiu! - Responde o Pai com o melhor olhar Elizabeth Bennet possível para a ocasião.
-Como assim fugiu!? - Diz a pequena com os olhos mareados.
-Fugiu nada! - Intervém a mãe - Foi no PetShop.
-Viu pai! - Responde mirim limpando as lágrimas que mal tinham se formado.
-Quem levou ela no PetShop? - Pergunta agora curiosa.
-Eu abri a porta, soltei a coleira e disse: "Vai para o PetShop Safira".
A guria agora com um semblante sério, ambas as mãos na cintura,
com um ar super adulto e muito mais maturidade que o pai:
-Agora, por favor, fala a verdade. - Olhando fixamente o pai com os cinza-esverdeados cintilados por brilho de psicóloga tarimbada -
Quem levou a Safira para o PetShop?
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Eu sou a She-Ha!
Domingo assistindo desenhos na TV enquanto os demais integrantes da família dormem, passeiam e fazem qualquer outra coisa menos lúdica.
MC desenvolveu um gosto especial por She-Ha nas últimas duas semanas. Sim, aquela mesma She-Ha que animava as manhãs da garotada em 198 < e qualquer coisa>.
Em meio as coloridas transformações da heroína cabelos cor de gema MC proclama:
-Eu sou a She-Ha!
O pai queredor de participar da brincadeira pergunta:
-Quem eu sou então filha?
MC vira os olhos para o pai, mede-o, encara-o, classifica-o e responde depois de criteriosa investigação:
-Hum, você pode ser aquele menino do castelo feio.
-Menino do castelo feio filha?
MC arregala os olhos possivelmente surpresa de sua explicação tão detalhada não ter surtido efeito no pai:
-Aquele menino que tem aquele gato feioso - Diz MC voltado a fixar os olhos na TV.
Orgulhoso o pai entende o seu papel:
-Ah, então eu sou o He-Man!
MC desdenhosa e completamente protagonista balança as mãos e completa:
-É o He-Man! Que tem o gato feio que não tem asa.
-Oba, então eu sou amigo da She-Ha. Quando eu entro na história?
Pergunta o pai de entrão na brincadeira.
-Pai! - responde a filha com semblante sério - Fica quietinho porque é a She-Ha que manda na brincadeira.
...
MC desenvolveu um gosto especial por She-Ha nas últimas duas semanas. Sim, aquela mesma She-Ha que animava as manhãs da garotada em 198 < e qualquer coisa>.
Em meio as coloridas transformações da heroína cabelos cor de gema MC proclama:
-Eu sou a She-Ha!
O pai queredor de participar da brincadeira pergunta:
-Quem eu sou então filha?
MC vira os olhos para o pai, mede-o, encara-o, classifica-o e responde depois de criteriosa investigação:
-Hum, você pode ser aquele menino do castelo feio.
-Menino do castelo feio filha?
MC arregala os olhos possivelmente surpresa de sua explicação tão detalhada não ter surtido efeito no pai:
-Aquele menino que tem aquele gato feioso - Diz MC voltado a fixar os olhos na TV.
Orgulhoso o pai entende o seu papel:
-Ah, então eu sou o He-Man!
MC desdenhosa e completamente protagonista balança as mãos e completa:
-É o He-Man! Que tem o gato feio que não tem asa.
-Oba, então eu sou amigo da She-Ha. Quando eu entro na história?
Pergunta o pai de entrão na brincadeira.
-Pai! - responde a filha com semblante sério - Fica quietinho porque é a She-Ha que manda na brincadeira.
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