MC folheava uma revista dominical, daquelas que vêm embutidas nos jornais dominicais - quer tu goste ou não.
Folhas viradas, caretas para as receitas, sorrisos para os lançamentos
de bonecas e de repente se atenta a seção de moda; folheia, consente com
a cabeça, estala o muxoxo e finalmente capricha no modo garboso de
dobrar a página virando-a para o pai - como sempre - distraído e profundamente absorto por uma leitura qualquer:
-O que tu acha dessa pai!?
O interlocutor tira os do livro e encara um espécime feminino com corpo
de flamingo (não importa de que angulo se contemple há pernas);
vestida - para não dizer camuflada - com cores de pavão; ornamentada com
uma série infindável de contas, colares e pulseiras de cores
incontáveis e com uma cabeleira loira esvoaçante que só se consegue em
ensaios de moda e filmes sobre catástrofes naturais.
Intrigado com a pergunta e preocupado com o rumo da conversa o pai - mui inutilmente - tenta desvendar as intenções da guria:
-O que eu acho de que!?
-Dessa titia - insiste - o que tu acha!?
-É bonita...
Antes mesmo que pudesse completar qualquer raciocino ou esboço MC
lenvata-se do sofá e um movimento fluído e dá por encerrada a conversa
com um berro:
-Ô mãe - já correndo com encarte aberto em direção a cozinha:
-O meu pai quer que tu seja igual a essa moça da revista.
...
Não é preciso dizer que foi bastante complicado para o pai explicar o
contexto do enrosco onde foi proposital e precisamente colocado por uma
guria de 5 anos que se limitou a rir e acompanhar a argumentação
defensiva.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Só entendo brasileiro.
MC brincava no quarto com o pai quando foi interrompida pela avó com um pedido estranho:
-Amiga - diz a avó no seu tom sempre elegante - vou ao toilete, tudo bem!?
MC rapidamente gira o corpo e dispara as perguntas em modo semiautomático:
-Vai onde!? - na mesma nota e no mesmo fôlego -Posso ir junto!?
A avó paterna aponta a porta do banheiro em um gesto bastante generoso porém lento - daqueles que fazem as aeromoças quando estão no Quinto ou Sexto do Voo do Dia.
-Vou aqui ó...
Sem esperar pelo fim da demonstração das dependências do apartamento MC interrompe:
-Ah, vai no banheiro fazer xixi!? - torna semblante carregado, capricha na gravidade do tom e adverte o pai que tentava inutilmente fazer um Barbo (Barbo é a forma masculina daquela boneca famosa) ficar em pé:
-Pai, fala para sua mamãe que quem entende inglês é só você...
Ajeita-se na cama e completa:
-Eu só entendo brasileiro!
...
-Amiga - diz a avó no seu tom sempre elegante - vou ao toilete, tudo bem!?
MC rapidamente gira o corpo e dispara as perguntas em modo semiautomático:
-Vai onde!? - na mesma nota e no mesmo fôlego -Posso ir junto!?
A avó paterna aponta a porta do banheiro em um gesto bastante generoso porém lento - daqueles que fazem as aeromoças quando estão no Quinto ou Sexto do Voo do Dia.
-Vou aqui ó...
Sem esperar pelo fim da demonstração das dependências do apartamento MC interrompe:
-Ah, vai no banheiro fazer xixi!? - torna semblante carregado, capricha na gravidade do tom e adverte o pai que tentava inutilmente fazer um Barbo (Barbo é a forma masculina daquela boneca famosa) ficar em pé:
-Pai, fala para sua mamãe que quem entende inglês é só você...
Ajeita-se na cama e completa:
-Eu só entendo brasileiro!
...
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Como são gentis...
Depois da festa; MC abria, testava, usava e abusava dos presentes.
Quando de repente de duas caixas brotam cartões de aniversário. MC os
analisa com cautela e formula uma teoria:
-Mãe, a pessoa esqueceu uma carta com o meu presente - e separando-as cuidadosamente completa - Precisamos colocar no correio.
A mãe passa os olhos nos cartões explica:
-Não filha - abrindo-os enquanto explica - elas são para você.
-Para mim!? - Espanta-se a pequena - O que elas dizem!?
A mãe as lê e explica que são desejos de felicidade, saúde e muito amor.
A guria deixa os presentes de lado, abraça as cartas como se fossem velhos e queridos amigos, suspira e comenta com um ar de senioridade e sabedoria:
-Ah, como são gentis essas pessoas!
...
-Mãe, a pessoa esqueceu uma carta com o meu presente - e separando-as cuidadosamente completa - Precisamos colocar no correio.
A mãe passa os olhos nos cartões explica:
-Não filha - abrindo-os enquanto explica - elas são para você.
-Para mim!? - Espanta-se a pequena - O que elas dizem!?
A mãe as lê e explica que são desejos de felicidade, saúde e muito amor.
A guria deixa os presentes de lado, abraça as cartas como se fossem velhos e queridos amigos, suspira e comenta com um ar de senioridade e sabedoria:
-Ah, como são gentis essas pessoas!
...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Que nem a do meu pai!?
MC azucrinava a casa em um padrão anarco-detrutivo comparável a um furação classe 5. A mãe desconcertada e desconcentrada intervém com uma ameaça aos planos imediatos da hecatombe miniaturizada:
-Olha aqui, mais uma vez que tu fizer essas bolhas de sabão para a Safria ficar correndo atrás e latindo eu cancelo sua festa!
-Sim, por puro e absoluto divertimento MC gosta de fazer bolhas de sabão de fronte a pobre cadela; que persegue as mesmas latindo e batendo as patas freneticamente. Quanto mais altos os latidos e a confusão mais a Prankster se diverte-
O pai absolutamente pertinente na arte de tornar ainda mais miserável a ameaça completa:
-Vou colocar agora na Internet: "Alguma criança que faça aniversário dia 17 de Setembro quer ganhar uma festa completa da Monster High?!" - faz isso fingindo que digita em uma tela de terminal
-O que!? - O semblante antes alegre logo assume contornos de tragédia, desolação e desamparo.
-Quer dizer que - já com os olhos do tamanho de bolas de golf, completamente tomados por uma súbita e inexplicável torrente de lágrimas genuinamente mexicanas - eu vou ter uma festa comum!?
Completa dramatizando o dramático:
-Sem bolo - uma fungada.
-Sem Monster High - uma fungada e uma lágrima.
-Sem meus amigos - uma fungada, uma lágrima e um acréscimo de 10% no bico:
-Uma festa pobrezinha...
E agora totalmente debulhada em lágrimas, levando as mãos ao rosto ao melhor estilo E o Vento Levou:
-Que nem a do meu pai!?
...
(O pai fez uma promessa mental no mesmo instante: Dar um verdadeiro banquete no ano seguinte)
Feliz aniversário MC! O seu cotidiano têm sido tão bom de viver quanto de contar.
Claro, que te conhece sabe que aqui não há exageros ou fantasias de um pai babão - ou bem poucas.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Foi lá que eu escondi!
Durante o dia todo o pai aflito procurou por suas lentes corretivas,
chão - onde eles geralmente ficam apoiados em livros, gavetas (exceto
talvez a de cuecas e meias por achar que ele mesmo -e nem ninguém -
jamais os guardaria em tal local), armários, sob (e também sobre e até
mesmo dentro) a geladeira; pias (cozinha, banheiro, tanque), escadarias,
corredores, vizinhos, parentes -
próximos e distantes (inclusive para sua filha de 4 anos que jurou
desconhecimento total do paradeiro do objeto com ares de imaculada
inocência); mesmo aqueles que não via há alguns anos - e até mesmo
desconhecidos. Cansado - e com uma cefaleia crescente - abre a gaveta de
documentos e separa a receita para providenciar um novo par.
MC chega em casa da escola, lépida, faceira, serve-se de pão e biscoito, toma refrigerante e suco; quando dá de caras com o pai cabisbaixo e pergunta:
-Que foi pai!?
-Perdi o óculos filha...
Com um sorriso de canto de boca a guria pergunta:
-Ainda não achou!?
Vira-se sobre os calcanhares e parece ignorar o sofrimento do pai completamente. Subitamente a guria emerge do quarto com os óculos na mão esculpida em um semblante irônico e triunfante - que só pode ter sido herdado da tia por parte de pai - e pergunta:
-Por que não procurou na sua gaveta de cueca!? - tomada de uma alegria contagiante diz:
-Foi lá que eu escondi!
...
MC chega em casa da escola, lépida, faceira, serve-se de pão e biscoito, toma refrigerante e suco; quando dá de caras com o pai cabisbaixo e pergunta:
-Que foi pai!?
-Perdi o óculos filha...
Com um sorriso de canto de boca a guria pergunta:
-Ainda não achou!?
Vira-se sobre os calcanhares e parece ignorar o sofrimento do pai completamente. Subitamente a guria emerge do quarto com os óculos na mão esculpida em um semblante irônico e triunfante - que só pode ter sido herdado da tia por parte de pai - e pergunta:
-Por que não procurou na sua gaveta de cueca!? - tomada de uma alegria contagiante diz:
-Foi lá que eu escondi!
...
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Muitos problemas...
Confrontado com um orçamento de animação de festa infantil o pai exclama:
-P&%$-Q%$-O-P#$%^! - e adenda - Por essa grana eles tem que fazer até queima de fogos!
-Pai!- Diz a pequena em tom Cleopatral- não pode falar palavrão.
Olha para a mãe em busca de autoridade e conclama o linchamento moral:
-Mãe, briga com ele!
O pai, então, procura alguma defesa dos seus modos e abre o questionamento:
-Quem fala mais palavrão!?
MC sem titubear fustiga em certeza Feliciana:
-Minha mãe!
O pai exultante esmerilha um sorriso de vitória quando a pequena volta a carga:
-Mas ela pode... - pega na mão da mãe em absoluto gesto de solidariedade e compreensão feminina:
-...ela tem muitos problemas!
...
-P&%$-Q%$-O-P#$%^! - e adenda - Por essa grana eles tem que fazer até queima de fogos!
-Pai!- Diz a pequena em tom Cleopatral- não pode falar palavrão.
Olha para a mãe em busca de autoridade e conclama o linchamento moral:
-Mãe, briga com ele!
O pai, então, procura alguma defesa dos seus modos e abre o questionamento:
-Quem fala mais palavrão!?
MC sem titubear fustiga em certeza Feliciana:
-Minha mãe!
O pai exultante esmerilha um sorriso de vitória quando a pequena volta a carga:
-Mas ela pode... - pega na mão da mãe em absoluto gesto de solidariedade e compreensão feminina:
-...ela tem muitos problemas!
...
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Não Mistura.
MC não esperou os cumprimentos usuais e fez uso do controle remoto para
assistir ao seu canal favorito, sentou-se no sofá do avô, cruzou as
pernas como um velho pajé, entrelaçou os braços como um velho urso e
fechou a cara como um velho buldogue. O anfitrião prestativo vem ao
resgate:
-O que foi filha - e chegando-se mais continuou - por que essa cara!?
-Ninguém brinca comigo - fustigou sem pena e sem pensamento.
-Seu pai não brincou contigo!?
Sem mover um músculo além dos necessários para emitir uma monossilaba MC voltou a carga:
-Não.
O senhor então torceu o bico e disse tentando carregar a voz:
-Vou AGORA mesmo brigar com seu pai!
Como se despertada de um sono ou mesmo um transe a pequena encara-o com os olhos de bola de gude faiscando:
-Quem você pensa que é para brigar com o meu pai?
(O Objeto da conversa que por ali passava, confessa: sentiu-se absolutamente feliz por estar sendo defendido)
E sem esperar pelas considerações do interlocutor pergunta:
-Ele é seu filho!?
-Não... - balbucia o avô
E no melhor estilo pequena Nascimento interrompe:
-Quem é sua filha!? - Em tom inquisitivo suficientemente bom para colocar em cheque o mais convicto prisioneiro de Guantánamo.
-Minha filha...!? - Titubeia o avô.
Segura, MC volta a carga:
-Quem é sua filha!?
O avô visivelmente incomodado responde hesitante:
-Sua mãe...
Proficiente nas técnicas Fausto Silva de entrevista a guria irrompe:
-Então, você só pode brigar com a SUA filha.
E apaga o derradeiro traço da autoridade grã paterna com um tiro de misericórdia:
-Não mistura as coisas!
...
O avô ia se retirando com a derrota nos pesando-lhe nos ombros quando MC o chama e sem sobrecarregar os músculos do pescoço para olhá-lo, diz:
-Eu já pedi para a vó Soli brigar com ele!
...
(O Objeto da conversa que por ali passava, confessa: ficou feliz com o restabelecimento do senso de normalidade.)
-O que foi filha - e chegando-se mais continuou - por que essa cara!?
-Ninguém brinca comigo - fustigou sem pena e sem pensamento.
-Seu pai não brincou contigo!?
Sem mover um músculo além dos necessários para emitir uma monossilaba MC voltou a carga:
-Não.
O senhor então torceu o bico e disse tentando carregar a voz:
-Vou AGORA mesmo brigar com seu pai!
Como se despertada de um sono ou mesmo um transe a pequena encara-o com os olhos de bola de gude faiscando:
-Quem você pensa que é para brigar com o meu pai?
(O Objeto da conversa que por ali passava, confessa: sentiu-se absolutamente feliz por estar sendo defendido)
E sem esperar pelas considerações do interlocutor pergunta:
-Ele é seu filho!?
-Não... - balbucia o avô
E no melhor estilo pequena Nascimento interrompe:
-Quem é sua filha!? - Em tom inquisitivo suficientemente bom para colocar em cheque o mais convicto prisioneiro de Guantánamo.
-Minha filha...!? - Titubeia o avô.
Segura, MC volta a carga:
-Quem é sua filha!?
O avô visivelmente incomodado responde hesitante:
-Sua mãe...
Proficiente nas técnicas Fausto Silva de entrevista a guria irrompe:
-Então, você só pode brigar com a SUA filha.
E apaga o derradeiro traço da autoridade grã paterna com um tiro de misericórdia:
-Não mistura as coisas!
...
O avô ia se retirando com a derrota nos pesando-lhe nos ombros quando MC o chama e sem sobrecarregar os músculos do pescoço para olhá-lo, diz:
-Eu já pedi para a vó Soli brigar com ele!
...
(O Objeto da conversa que por ali passava, confessa: ficou feliz com o restabelecimento do senso de normalidade.)
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Fazia anos...
08:30 - Check-up da manhã; o pai sonado levanta da bicama e começa as
averiguações de rotina da pequena: a coberta está enrolada na boneca, os
travesseiros empilhados no chão e a pequena atravessada no sentido
oposto ao Universalmente aceito como sendo a posição otimizada para o
uso de um colchão. Subitamente o pai lembra-se que ignorou o alarme das
07:00 e tateia o colchão; ainda mais subitamente a pequena semi-serra os olhos, semi-ergue o corpo e semi-pergunta:
-Quem mijou na minha cama!?
O pai já verificando o estado das roupas responde a pergunta da maneira peculiar:
-Filha, as possibilidades são bastante restritas - e já preparando uma troca de roupa continua - Será que foi a Safria!?
-Fui eu quem mijei!? - pergunta a mijenta já mostrando irritação.
-Não tem problema... - responde o pai enquanto voltava da comoda com a muda de roupa.
-Droga - exclama a pequena enquanto desferia um golpe com o punho cerrado contra a área úmida do colchão!
-Fazia anos que eu não mijava na cama.
...
-Quem mijou na minha cama!?
O pai já verificando o estado das roupas responde a pergunta da maneira peculiar:
-Filha, as possibilidades são bastante restritas - e já preparando uma troca de roupa continua - Será que foi a Safria!?
-Fui eu quem mijei!? - pergunta a mijenta já mostrando irritação.
-Não tem problema... - responde o pai enquanto voltava da comoda com a muda de roupa.
-Droga - exclama a pequena enquanto desferia um golpe com o punho cerrado contra a área úmida do colchão!
-Fazia anos que eu não mijava na cama.
...
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Encorajamento
A avó materna padece de uma crise intensa de tosse induzida pelo
consumo abusivo de nicotina. Acostumada desde sempre, MC ignora o rosto
vermelho e o clara intenção da avó de colocar os pulmões para arejar e
parte para um lanche:
-Maria Clara - chama a avó entre tossidelas mais brandas.
-Qui é! - responde a pequena garfando o último pedaço de torta.
-Vem aqui que a vó vai te prometer uma coisa.
-É doce!? - Pergunta MC sem sequer levantar olhos do último morango caramelizado.
-Vem aqui por favor Maria Clara - murmura a avó alternando entre mais tossidelas e rufadas que lembram o grito de acasalamento dos gorilas de Bornéu. MC absolutamente contrariada levanta e vai atender ao chamado da avó. Com o maço de cigarros na mão a avó começa um discurso profundo e absolutamente verdadeiro - daqueles onde a gente diz o que realmente sente:
-Tá vendo essa M%$&@ aqui!? A vó nunca mais vai fumar essa P*&%%@! Essa B*&%$ só faz mal e a vó vai prometer que nunca mais fuma essa B*&$%.
MC atenta e com os olhos fixos na avó estende a mãozinha até a da senhora, suspira e -quando todos esperavam uma frase de encorajamento sincera - comenta sem muita emoção:
-Podia para também com o palavrão, né vó!?
...
-Maria Clara - chama a avó entre tossidelas mais brandas.
-Qui é! - responde a pequena garfando o último pedaço de torta.
-Vem aqui que a vó vai te prometer uma coisa.
-É doce!? - Pergunta MC sem sequer levantar olhos do último morango caramelizado.
-Vem aqui por favor Maria Clara - murmura a avó alternando entre mais tossidelas e rufadas que lembram o grito de acasalamento dos gorilas de Bornéu. MC absolutamente contrariada levanta e vai atender ao chamado da avó. Com o maço de cigarros na mão a avó começa um discurso profundo e absolutamente verdadeiro - daqueles onde a gente diz o que realmente sente:
-Tá vendo essa M%$&@ aqui!? A vó nunca mais vai fumar essa P*&%%@! Essa B*&%$ só faz mal e a vó vai prometer que nunca mais fuma essa B*&$%.
MC atenta e com os olhos fixos na avó estende a mãozinha até a da senhora, suspira e -quando todos esperavam uma frase de encorajamento sincera - comenta sem muita emoção:
-Podia para também com o palavrão, né vó!?
...
Assinar:
Postagens (Atom)