MC achega-se a mãe e pergunta em total e absoluta ingenuidade:
-Mãe - com olhos sinceros - como a gente faz xixi!?
-Filha, - estranha a mãe - tu sabe fazer xixi!
-Não mãe, - tentando explicar-se - como a gente faz para fazer xixi!?
A mãe então explica que quando a gente toma água, bebe sucos e qualquer outro tipo de liquido transforma isso em xixi. MC parece entender a explicação e segue para a cozinha; o pai então ouve o filtro trabalhar por diversas vezes em sequência:
-O que tá fazendo Maria Clara?!
-Tomando água - responde serena.
-Tanta!? - pergunta o pai desconfiado.
-Para fazer xixi!
A pequena segue então para o quarto, encosta a porta e persevera:
-Sai xixi - e com cada vez mais autodeterminação - Sai xixi! Por favor!
A mãe sem entender o que acontece abre a porta e vê a pequena de cócoras sobre uma lata comungando para que o xixi saia:
-Sai xixi! Sai xixi!
-Filha, que é isso?!
MC sem se importar com a entrada da mãe continua a ação em curso enquanto encara a lata já parcialmente preenchida, explica:
-Tô testando, mãe?!
-O que!? - Pergunta a mãe irritada.
-Um banheiro no meu quarto....
segunda-feira, 30 de junho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
Sem Falas Próprias
MC e o pai encenavam uma operta de bonecas no quarto; bonecos arrumados no cenário a pequena, e perversa, diretora explica o papel do pai:
-Pai, seu boneco é o bruxo malvado muito malvado - diz na esperança de fazer surgir a verdade daquele momento.
-Por que ele é malvado!? - Pergunta o pai querendo contextualizar o personagem que se propôs a representar.
MC pondera e responde com sinceridade:
-Porque a princesa era sua namorada e te abandonou.
MC então pega a princesa, começa a manipula-la em uma mistura de doçura e brutalidade enquanto explica a entrada da primeira cena:
-A princesa está passeando no bosque e passou em frente a sua caverna... - diz enquanto aproxima a princesa da caverna engendrada de travesseiros -... quando ela passou você disse: "Ó princesa como eu senti sua falta. Volta a ser minha namorada, por favor!"
O pai ainda dono de um pouco de amor próprio masculino - mesmo tendo que dividir a casa com três fêmeas de espécie variadas responde em desafio:
-Ó é a princesa! - e agitando seu marionete com força e mudando a voz a enxotou - Saia daqui sua horrorosa!
A diretoria então interrompe a veia testosteronica do seu comandado e tenta colocar a pantomima de volta ao roteiro:
-Pai, não é assim! - diz um tanto irritada - Ele ainda ama a princesa! Agora ele fala assim: "Ó princesa, por favor, me deixe ser seu namorado." - diz engrossando a voz.
O pai resoluto em manter o orgulho masculino rebate em um caco:
-Saia daqui sua princesa fedida! Saia...
Entediada, contrariada e dona do roteiro MC interrompe brusca e arrasadora questionando:
-Pai! De quem é essa brincadeira!?
E sem esperar pela resposta do pai encerra o acesso de rebeldia:
-Agora vai ser do meu jeito! - e sem deixar espaço para discussões resume:
-Sem falas próprias!
...
-Pai, seu boneco é o bruxo malvado muito malvado - diz na esperança de fazer surgir a verdade daquele momento.
-Por que ele é malvado!? - Pergunta o pai querendo contextualizar o personagem que se propôs a representar.
MC pondera e responde com sinceridade:
-Porque a princesa era sua namorada e te abandonou.
MC então pega a princesa, começa a manipula-la em uma mistura de doçura e brutalidade enquanto explica a entrada da primeira cena:
-A princesa está passeando no bosque e passou em frente a sua caverna... - diz enquanto aproxima a princesa da caverna engendrada de travesseiros -... quando ela passou você disse: "Ó princesa como eu senti sua falta. Volta a ser minha namorada, por favor!"
O pai ainda dono de um pouco de amor próprio masculino - mesmo tendo que dividir a casa com três fêmeas de espécie variadas responde em desafio:
-Ó é a princesa! - e agitando seu marionete com força e mudando a voz a enxotou - Saia daqui sua horrorosa!
A diretoria então interrompe a veia testosteronica do seu comandado e tenta colocar a pantomima de volta ao roteiro:
-Pai, não é assim! - diz um tanto irritada - Ele ainda ama a princesa! Agora ele fala assim: "Ó princesa, por favor, me deixe ser seu namorado." - diz engrossando a voz.
O pai resoluto em manter o orgulho masculino rebate em um caco:
-Saia daqui sua princesa fedida! Saia...
Entediada, contrariada e dona do roteiro MC interrompe brusca e arrasadora questionando:
-Pai! De quem é essa brincadeira!?
E sem esperar pela resposta do pai encerra o acesso de rebeldia:
-Agora vai ser do meu jeito! - e sem deixar espaço para discussões resume:
-Sem falas próprias!
...
terça-feira, 17 de junho de 2014
Tem prova!?
MC recém chegada da escola, munida de uma banana, um para de bebidas lácteas e algumas sobras do lanche da tarde intima:
-Pai, dessa vez o príncipe a princesa vão se casar - e em tom de reprimenda termina - E tu não pode dormir no meio da brincadeira.
-Não - responde seco o pai.
Quem conhece a pequena sabe que ela tem uma facilidade ímpar de alternar para uma expressão de cãozinho órfão que caiu da traseira de um caminhão de mudanças em um piscar de olhos:
-Não quer brincar comigo!? - e sem falsa modéstia ou parâmetro de concorrência - Sua melhor filha!?
O pai já preparado - ou achando que estivesse - retruca:
-A melhor filha que disse ontem que eu era o pior pai - e sem dar tempo para a resposta emenda - o mais chato.
Claro, quando uma criança resolve às 03:00 da manhã do dia anterior que não havia nada melhor a fazer do que um lanchinho onde até o cachorro foi besuntado com margarina não há amabilidade paterna, no mundo, que resista.
MC segura risada, analisa o pai, lembra-se do mal feito mas se esquiva:
-Eu não disse isso.
-Disse sim - responde o pai resoluto enquanto ajuda a pequena a arrumar a cenografia da brincadeira - na cozinha.
Novamente uma risada engasgada e controle retomado. Encara o pai séria e dispara:
-Tem prova!?
-Prova!? - engasga o pai - Que prova!?
-Prova! - desafia - Prova de que eu falei isso.
O pai limita-se a balançar a cabeça e balbuciar:
-Não... - e sem muito mais argumento choraminga - Mas tu disse...
E sem qualquer sinal de misericórdia volta a carga:
-Tem prova!?
-Pai, dessa vez o príncipe a princesa vão se casar - e em tom de reprimenda termina - E tu não pode dormir no meio da brincadeira.
-Não - responde seco o pai.
Quem conhece a pequena sabe que ela tem uma facilidade ímpar de alternar para uma expressão de cãozinho órfão que caiu da traseira de um caminhão de mudanças em um piscar de olhos:
-Não quer brincar comigo!? - e sem falsa modéstia ou parâmetro de concorrência - Sua melhor filha!?
O pai já preparado - ou achando que estivesse - retruca:
-A melhor filha que disse ontem que eu era o pior pai - e sem dar tempo para a resposta emenda - o mais chato.
Claro, quando uma criança resolve às 03:00 da manhã do dia anterior que não havia nada melhor a fazer do que um lanchinho onde até o cachorro foi besuntado com margarina não há amabilidade paterna, no mundo, que resista.
MC segura risada, analisa o pai, lembra-se do mal feito mas se esquiva:
-Eu não disse isso.
-Disse sim - responde o pai resoluto enquanto ajuda a pequena a arrumar a cenografia da brincadeira - na cozinha.
Novamente uma risada engasgada e controle retomado. Encara o pai séria e dispara:
-Tem prova!?
-Prova!? - engasga o pai - Que prova!?
-Prova! - desafia - Prova de que eu falei isso.
O pai limita-se a balançar a cabeça e balbuciar:
-Não... - e sem muito mais argumento choraminga - Mas tu disse...
E sem qualquer sinal de misericórdia volta a carga:
-Tem prova!?
quarta-feira, 11 de junho de 2014
E é muito perigosa para crianças!
MC tem uma maneira curiosa de prestar atenção ao mundo que a cerca: ignorando-o total e completamente. Seja pela sensacional capacidade de processar informações a uma velocidade espantosa - e por isso não precisar, necessariamente, estar focada em uma coisa por vez - ou pela tentadora possibilidade de captar mais informações ao simplesmente não demonstrar dar a mínima para o assunto em questão.
Isto posto MC têm ouvido várias conversas paralelas sobre o estado de saúde da avó materna. Os pais repetidas vezes, achando ingenuamente que se tratava rigorosamente de uma criança de 5 anos, explicaram de modo didático-idiotizante que a avó estava "dodói" e que iria, então, ficar o hospital por mais tempo.
A pequena chega então a escola e imediatamente justifica para a professora sua ausência no dia anterior:
-Tia - diz com alguma pompa - fiquei em casa ontem porque minha avó está doente.
-Sério!? - Diz a professora preocupada - O que ela tem!?
-Falta de ar - responde MC com um ar preocupado no semblante.
-Já foi visitar ela!? - Pergunta delicadamente a professora
-Criança não pode - responde firme e direta a pequena - porque ela tem uma bactéria.
-Ah é? - Fica atônita a professora. MC sem deixar a professora pensar ou elaborar a continuidade da conversa explica de maneira bem particular a correlação entre tal microorganismo e a proibição as visitas infantis:
-E é muito perigosa para as crianças!
...
Isto posto MC têm ouvido várias conversas paralelas sobre o estado de saúde da avó materna. Os pais repetidas vezes, achando ingenuamente que se tratava rigorosamente de uma criança de 5 anos, explicaram de modo didático-idiotizante que a avó estava "dodói" e que iria, então, ficar o hospital por mais tempo.
A pequena chega então a escola e imediatamente justifica para a professora sua ausência no dia anterior:
-Tia - diz com alguma pompa - fiquei em casa ontem porque minha avó está doente.
-Sério!? - Diz a professora preocupada - O que ela tem!?
-Falta de ar - responde MC com um ar preocupado no semblante.
-Já foi visitar ela!? - Pergunta delicadamente a professora
-Criança não pode - responde firme e direta a pequena - porque ela tem uma bactéria.
-Ah é? - Fica atônita a professora. MC sem deixar a professora pensar ou elaborar a continuidade da conversa explica de maneira bem particular a correlação entre tal microorganismo e a proibição as visitas infantis:
-E é muito perigosa para as crianças!
...
domingo, 8 de junho de 2014
Emergência de Brinquedo
MC chega a sala esbaforia enquanto os pais discutiam sobre crises respiratórias e suas consequências em senhoras de meia idade que praticam regularmente o tabagismo inveterado:
-Gente, gente - e com um gesto teatral cruza os braços rente ao corpo - para tudo! - e em tom triunfante explica - Eu achei!
O pai irônico responde:
-Bom, sabemos então que não foi seu chinelo - e apontando para um pé solitário largado rente a porta - porque ele está ali...
-Não pai - ignora-se a pequena - eu achei o brinquedo que eu quero!
-Nós - pondera o pai - não temos dinheiro...
Sem deixar que o pai sequer terminasse o discurso paterno pronto sobre merecimento MC interrompe:
-Tu não tem cartão de crédito!?
-Eu tenho sim - responde afirmativamente o pai - Mas o cartão é...
Interrompe bruscamente o pai na narrativa sobre o uso correto do crédito.
-Já sei! - Diz olhando para mãe em compadecimento - Tu já disse para minha mãe que o cartão é só para emergências.
-Eu disse...
-Umas 55 vezes - responde a pequena com uma profunda bufada.
-Eu...
-Mas é uma emergência - toma a dianteira do pai novamente.
-Emergência!? - Exclama o pai aborrecido.
Em em tom sério daqueles que se usa em filmes de catástrofe quando anuncia-se o clímax vindouro:
-É uma emergência de brinquedo!
...
-Gente, gente - e com um gesto teatral cruza os braços rente ao corpo - para tudo! - e em tom triunfante explica - Eu achei!
O pai irônico responde:
-Bom, sabemos então que não foi seu chinelo - e apontando para um pé solitário largado rente a porta - porque ele está ali...
-Não pai - ignora-se a pequena - eu achei o brinquedo que eu quero!
-Nós - pondera o pai - não temos dinheiro...
Sem deixar que o pai sequer terminasse o discurso paterno pronto sobre merecimento MC interrompe:
-Tu não tem cartão de crédito!?
-Eu tenho sim - responde afirmativamente o pai - Mas o cartão é...
Interrompe bruscamente o pai na narrativa sobre o uso correto do crédito.
-Já sei! - Diz olhando para mãe em compadecimento - Tu já disse para minha mãe que o cartão é só para emergências.
-Eu disse...
-Umas 55 vezes - responde a pequena com uma profunda bufada.
-Eu...
-Mas é uma emergência - toma a dianteira do pai novamente.
-Emergência!? - Exclama o pai aborrecido.
Em em tom sério daqueles que se usa em filmes de catástrofe quando anuncia-se o clímax vindouro:
-É uma emergência de brinquedo!
...
quarta-feira, 4 de junho de 2014
É uma balada!
MC tentava sem sucesso esticar um lençol entre duas cadeiras:
-Ai como eu sou burra!
Dizia em alto, potente e claro som para quem quisesse - ou não - ouvir:
-Menina burra! - dizendo de si para si mesma em total derrotismo - Tu nunca vai conseguir fazer essa barraca!
O pai - que já bem conhece os níveis de dramaticidade próprios (e toda a carga geneticamente herdada de ambos os lados da família) da pequena - segue por ignora-la forma solene e plácida enquanto pode:
-Pai - diz com os olhos esmeralda brilhando em intensidade pedinte de porta de igreja em véspera de Natal - me ajuda a fazer uma barraca!?
Pois, como sempre, pôs-se então o pai a ajudar; puxa daqui, amarra de lá e estica de acolá. MC já, como é de seu costume, assumiu postura de fêmea alfa e deixou de lado o trabalho assumindo, logo, a gerencia o projeto:
-Pai, precisa cobrir tudo! - diz enquanto demonstra que as "paredes" deveriam vir até o chão.
-Por que!? - pergunta o pai enquanto amarrava as pontas da tenda.
-Porque é uma balada!
(Por um momento - que pareceu eterno - o pai respirou fundo e imaginou sua cria - amada, idolatrada e salve salve cria - na balada. Cercada de indivíduos mal-intencionados, alcoolizados e dispostos as mais descaradas atrocidades para com sua pequena cria - amada, idolatrada e salve salve cria.)
-É o que!? - engoliu seco a saliva que não tinha.
-Balada pai; - diz enquanto ajeita as bonecas debaixo da tenda - não sabe o que é!?
-Eu sei sim; - lembrando vagamente de que um dia ele próprio foi um indivíduo mal-intencionado, alcoolizado e disposto as mais descaradas atrocidades para com a filha de outrem - e a senhorita, sabe!?
(Por um momento - que pareceu nem mesmo existir - o pai esperou (e orou - mesmo sendo declaradamente ateu) que a pequena respondesse que balada era algo de comer, um brinquedo ou jogo de videogame):
-Balada, pai - responde levantando a parede da tenda e olhando o pai com uma expressão alegre e senhora de toda a sabedoria baladística do mundo - é onde as pessoas dançam e se divertem.
Em sendo os olhos a janela da alma os do pai deveriam estar evidenciando a mais aterradora, calamitosa e desalentadora paisagem; tocada (ou não) pelo desterro de esperança claramente estampado no semblante do pai MC tenta confortá-lo de alguma maneira:
-Mas não se preocupa porque - diz enquanto se volta para ajeitar algumas bonecas em torno de uma mesa - menino não entra!
E sorridente, olhando novamente para o pai - que a aquela altura deveria ser branco como cera - diz:
-É uma balada só de meninas!
...
-Ai como eu sou burra!
Dizia em alto, potente e claro som para quem quisesse - ou não - ouvir:
-Menina burra! - dizendo de si para si mesma em total derrotismo - Tu nunca vai conseguir fazer essa barraca!
O pai - que já bem conhece os níveis de dramaticidade próprios (e toda a carga geneticamente herdada de ambos os lados da família) da pequena - segue por ignora-la forma solene e plácida enquanto pode:
-Pai - diz com os olhos esmeralda brilhando em intensidade pedinte de porta de igreja em véspera de Natal - me ajuda a fazer uma barraca!?
Pois, como sempre, pôs-se então o pai a ajudar; puxa daqui, amarra de lá e estica de acolá. MC já, como é de seu costume, assumiu postura de fêmea alfa e deixou de lado o trabalho assumindo, logo, a gerencia o projeto:
-Pai, precisa cobrir tudo! - diz enquanto demonstra que as "paredes" deveriam vir até o chão.
-Por que!? - pergunta o pai enquanto amarrava as pontas da tenda.
-Porque é uma balada!
(Por um momento - que pareceu eterno - o pai respirou fundo e imaginou sua cria - amada, idolatrada e salve salve cria - na balada. Cercada de indivíduos mal-intencionados, alcoolizados e dispostos as mais descaradas atrocidades para com sua pequena cria - amada, idolatrada e salve salve cria.)
-É o que!? - engoliu seco a saliva que não tinha.
-Balada pai; - diz enquanto ajeita as bonecas debaixo da tenda - não sabe o que é!?
-Eu sei sim; - lembrando vagamente de que um dia ele próprio foi um indivíduo mal-intencionado, alcoolizado e disposto as mais descaradas atrocidades para com a filha de outrem - e a senhorita, sabe!?
(Por um momento - que pareceu nem mesmo existir - o pai esperou (e orou - mesmo sendo declaradamente ateu) que a pequena respondesse que balada era algo de comer, um brinquedo ou jogo de videogame):
-Balada, pai - responde levantando a parede da tenda e olhando o pai com uma expressão alegre e senhora de toda a sabedoria baladística do mundo - é onde as pessoas dançam e se divertem.
Em sendo os olhos a janela da alma os do pai deveriam estar evidenciando a mais aterradora, calamitosa e desalentadora paisagem; tocada (ou não) pelo desterro de esperança claramente estampado no semblante do pai MC tenta confortá-lo de alguma maneira:
-Mas não se preocupa porque - diz enquanto se volta para ajeitar algumas bonecas em torno de uma mesa - menino não entra!
E sorridente, olhando novamente para o pai - que a aquela altura deveria ser branco como cera - diz:
-É uma balada só de meninas!
...
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Até quando dói?!
MC chegou! E quando a pequena chega metade do quarteirão sabe por intermédio do invocação característica:
-Pai - grita vigorosa do portão - abre a porta! Pai - com ainda mais vigor - abre logo a porta!
O patriarca que trabalhava na Garagem finalmente atende os chamados e abre o portão. A pequena e uma amiga imediatamente, se sem pedir permissão, invadem o recinto de trabalho do mesmo; deitam na sua maca de descompressão - uma cama que já conta inúmeras primaveras forrada com um colchão que regula em gastura - sem tirar os sapatos, pedem para assistir desenhos, abrem sobras do lance da escola e transforam o recinto em uma perfeita balburdia.
O pai prontamente as atende; tira sua música favorita, coloca os desenhos animados solicitados em seu monitor auxiliar e prossegue para tentar terminar com exito o dia de trabalho. Mc cochicha no ouvido da amiga e por um instante uma sombra zombeteira se instala no semblante da pequena bully; anda até o pai que terminava de ajeitar o monitor para o deleite das visitas não solicitadas:
-Olha só o barrigão dele! - diz apertando o pai na região abdominal.
A amiga não controla a risada.
-Eu disse que ele era o mais gordão! - Apertando ainda mais o pai para o deleite da amiga.
-E tem um furo na bermuda - diz enquanto aponta espalhafatosa o pequeno - e absolutamente discreto - furo que pai tentava esconder na peça de ficar em casa - ignorando total e completamente o conselho materno repetido a exaustão durante a infância: vista-se sempre como se fosse encontrar o amor da sua vida.
A amiga soluça de rir!
Dona da graça e da situação MC convida a amiga para o esculhambo derradeiro; dá uma volta rápida na cadeira, esgarça a camisa que o pai vestia e exibe, como fosse animal raro, a mancha de nascença nas costas dele:
-Olha que coisa mais nojenta!
A amiga se assusta mas logo volta a engasgar de tanto rir. Feliz com o feito e orgulhosa de deixar a amiga sem ar de tanto rir a malfeitora encerra o stand-up:
-Vamos andar de bicicleta?!
Atendida prontamente; as duas fazem força para empurra o brinquedo para fora do recinto ainda as gargalhadas.
Algum tempo depois a matriarca entra na escritório e dá de caras com um homem corpulento ainda - na se sabe por quanto tempo - encarando o vazio:
-Que houve?! - Pergunta em tom cordial.
O pai ainda atônito responde sem tirar os olhos fixos do chão com uma pergunta retórica:
-É bom ter filhos?!
-A melhor coisa do mundo - responde a mãe de maneira automática, precisa e firme.
-Até quando dói?!
...
-Pai - grita vigorosa do portão - abre a porta! Pai - com ainda mais vigor - abre logo a porta!
O patriarca que trabalhava na Garagem finalmente atende os chamados e abre o portão. A pequena e uma amiga imediatamente, se sem pedir permissão, invadem o recinto de trabalho do mesmo; deitam na sua maca de descompressão - uma cama que já conta inúmeras primaveras forrada com um colchão que regula em gastura - sem tirar os sapatos, pedem para assistir desenhos, abrem sobras do lance da escola e transforam o recinto em uma perfeita balburdia.
O pai prontamente as atende; tira sua música favorita, coloca os desenhos animados solicitados em seu monitor auxiliar e prossegue para tentar terminar com exito o dia de trabalho. Mc cochicha no ouvido da amiga e por um instante uma sombra zombeteira se instala no semblante da pequena bully; anda até o pai que terminava de ajeitar o monitor para o deleite das visitas não solicitadas:
-Olha só o barrigão dele! - diz apertando o pai na região abdominal.
A amiga não controla a risada.
-Eu disse que ele era o mais gordão! - Apertando ainda mais o pai para o deleite da amiga.
-E tem um furo na bermuda - diz enquanto aponta espalhafatosa o pequeno - e absolutamente discreto - furo que pai tentava esconder na peça de ficar em casa - ignorando total e completamente o conselho materno repetido a exaustão durante a infância: vista-se sempre como se fosse encontrar o amor da sua vida.
A amiga soluça de rir!
Dona da graça e da situação MC convida a amiga para o esculhambo derradeiro; dá uma volta rápida na cadeira, esgarça a camisa que o pai vestia e exibe, como fosse animal raro, a mancha de nascença nas costas dele:
-Olha que coisa mais nojenta!
A amiga se assusta mas logo volta a engasgar de tanto rir. Feliz com o feito e orgulhosa de deixar a amiga sem ar de tanto rir a malfeitora encerra o stand-up:
-Vamos andar de bicicleta?!
Atendida prontamente; as duas fazem força para empurra o brinquedo para fora do recinto ainda as gargalhadas.
Algum tempo depois a matriarca entra na escritório e dá de caras com um homem corpulento ainda - na se sabe por quanto tempo - encarando o vazio:
-Que houve?! - Pergunta em tom cordial.
O pai ainda atônito responde sem tirar os olhos fixos do chão com uma pergunta retórica:
-É bom ter filhos?!
-A melhor coisa do mundo - responde a mãe de maneira automática, precisa e firme.
-Até quando dói?!
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domingo, 1 de junho de 2014
Reunião Secreta!
MC em tom grave e sigiloso informa à chefe do serviço secreto:
-Mãe, vou marcar uma reunião secreta aqui em casa.
A primeira espiã mantendo o disfarce (ou simplesmente por não entender as intenções da pequena) articula:
-Reunião!?
-É mãe, a gente precisa de um lugar para conversar algumas coisas... - responde a agente mirim deixando em suspenso quais os planos seriam discutidos.
Sem deixar a chefe de espionagem retrucar ou questionar mais sobre o evento a agente mirim lista os participantes:
-Eu, a Pi e a Ni - fazendo referência as agentes de campo Pietra e Nivia.
-E que coisas são essas... - começa a perguntar a agente 0 querendo saber sobre o que seria o tema do encontro.
Demonstrando um pouco de irritação - talvez pela delicadeza do que haveria de ser tratado - a agente jr responde ríspida:
-Coisas que a gente não pode falar na escola, né mãe!? - e tentando evocar na agente-chefe os sabores da juventude indaga - Nunca fez reunião secreta com suas amigas quando era criança!?
Vivendo ou não seu próprio mini-flashback de inúmeras reuniões secretas embaladas por discos de apresentadoras oxigenadas e fotos dos boys bands que hoje devem ser apresentar em casas de repouso a agente 0 resolve que é melhor saber de ante-mão o qual a pauta do evento:
-O que vocês não podem falar na escola!?
A agente em treinamento encara sua Yoda com total incredulidade e estranhamento por ainda não ter atinado o porque de tudo aquilo; e com o coração aberto e um sorriso largo responde:
-Falar mal dos meninos!!
...
-Mãe, vou marcar uma reunião secreta aqui em casa.
A primeira espiã mantendo o disfarce (ou simplesmente por não entender as intenções da pequena) articula:
-Reunião!?
-É mãe, a gente precisa de um lugar para conversar algumas coisas... - responde a agente mirim deixando em suspenso quais os planos seriam discutidos.
Sem deixar a chefe de espionagem retrucar ou questionar mais sobre o evento a agente mirim lista os participantes:
-Eu, a Pi e a Ni - fazendo referência as agentes de campo Pietra e Nivia.
-E que coisas são essas... - começa a perguntar a agente 0 querendo saber sobre o que seria o tema do encontro.
Demonstrando um pouco de irritação - talvez pela delicadeza do que haveria de ser tratado - a agente jr responde ríspida:
-Coisas que a gente não pode falar na escola, né mãe!? - e tentando evocar na agente-chefe os sabores da juventude indaga - Nunca fez reunião secreta com suas amigas quando era criança!?
Vivendo ou não seu próprio mini-flashback de inúmeras reuniões secretas embaladas por discos de apresentadoras oxigenadas e fotos dos boys bands que hoje devem ser apresentar em casas de repouso a agente 0 resolve que é melhor saber de ante-mão o qual a pauta do evento:
-O que vocês não podem falar na escola!?
A agente em treinamento encara sua Yoda com total incredulidade e estranhamento por ainda não ter atinado o porque de tudo aquilo; e com o coração aberto e um sorriso largo responde:
-Falar mal dos meninos!!
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