Bebedor inveterado de groselha o pai prepara um generoso copo na cozinha enquanto MC preambula pela casa à procura de divertimento; vê o copo cheio de um líquido vermelho e indaga:
-Fe - olhando o copo com ar Darwinistico - o que é isso?
-Groselha. - responde o pai plácido e cortês.
-Você bebe isso?
Sem tirar os olhos do copo para não interromper o delicado processo de mistura da groselha na incansável busca de um sabor homogêneo o pai responde seco:
-Não, eu gosto é de lavar o cabelo com groselha; mas sua mãe acha que eu fico parecendo a Alcione quando quando meu cabelo fica vermelho.
MC já aprendeu a ignorar total e completamente esse tipo de resposta mal-criada - ao que parece. Não se importando em entender o que o pai quis ou não dizer.
-Quer um pouco? - Pergunta o pai em cumprimento aos seus deveres paterno no parágrafo que diz: ensinarás ao teus filhos os prazeres de um bom copo de groselha feito na hora.
MC aproveita a aproximação da mãe e dedura oferecimento ilícito de groselha à deidade superiora do lar:
-Mãe você não acredita no que o meu pai fez. - diz a pequena âncora de programa policial em tom de profunda indignação - Ele queria que eu bebesse essa coisa de groselha.
-Filha - concilia a mãe em tom cordial - groselha é gostoso.
-Você toma isso mãe?
-Tomo sim! - diz a mãe após bebericar um gole - É muito gostoso.
MC arregala os olhos ao ver a mãe beber. Não se sabe ao certo o porque do espanto; talvez ela esperasse que groselha transformasse as pessoas em monstros gordinhos de cavanhaque e cabelo desarranjado. Pega o copo das mãos da mãe, cheira, analisa, pondera e finalmente bebe um lento gole - a preparação foi digna do mais refinado dos enólogos - degusta e então declara:
-Gostoso, né mãe?
O pai sedento por tomar seu refresco intervém:
-Agora devolve o copo para o papai.
-Não! - enfurece-se a pequena abraçando o copo como se fosse um velho amigo - Esse é meu!
Enxotando o pai para longe não deixa margem a negociação:
-Faz outro para você!
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Vou ficar aqui...
MC prepara-se para realizar testes nucleares nas entranhas da fralda. Em pé sobre a cama MC encosta-se na parede perto do pai que perdia-se em um livro. MC vai do branquelo habitual a um vermelho cereja logo na primeira tentativa de expulsar o objeto. Para melhor desempenho a mãe carinhosamente sugere:
-Filha, desce da cama que o cocozinho sai mais fácil.
A filha se aproxima o pequeno artefato de guerra ao rosto do indefeso pai e declara:
-Não! - com o cenho cerrado e as sobrancelhas arqueadas - Vou ficar aqui e fazer fedor do lado do meu pai.
MC balança as ancas e dispara em uma gargalhada:
-Tá sentindo o fedor Fefe!?
...
Não basta ser pai...
-Filha, desce da cama que o cocozinho sai mais fácil.
A filha se aproxima o pequeno artefato de guerra ao rosto do indefeso pai e declara:
-Não! - com o cenho cerrado e as sobrancelhas arqueadas - Vou ficar aqui e fazer fedor do lado do meu pai.
MC balança as ancas e dispara em uma gargalhada:
-Tá sentindo o fedor Fefe!?
...
Não basta ser pai...
terça-feira, 26 de junho de 2012
Momentos Embaraçosos
MC, mamãe e a avó materna iam em direção à Escola. Tudo seguia tranquilo até que MC dispara uma pergunta inusitada:
-Mãe lembra daquele filme que a titia que faz xixi no titio?
Os olhos da avó materna imediatamente se arregalam!
-Que filme filha!? - Pergunta a mãe intrigada
-Aquele mãe... - responde a pequena fazendo força para lembrar-se do filme - que a titia tem um brinco na periquita!
-Brinco na Periquita filha!? - Pergunta a avó atônita.
-Lembra mãe!? - Continua a pequena - Aquele que a titia sai com o titio da água...
-Não filha - diz a mãe engolindo seco e completamente constrangida - Não lembro.
-Ai mãe - retruca a mini-cinéfila - aquele que a titia bate nas costas do titio!
-Onde tu viu esse filme? - Pergunta a avó com os olhos arregalados
-Em casa com a mamãe e o papai - responde solene MC.
Segue-se um silêncio cortante até a porta da escola. Feitas as despedidas a avó espera a neta se afastar e ralha com a mãe:
-Adriana! - diz em tom enérgico - Que absurdo é esse? Assistir filme de sexo perto da criança?
...
Eis a sequência em questão:
-Mãe lembra daquele filme que a titia que faz xixi no titio?
Os olhos da avó materna imediatamente se arregalam!
-Que filme filha!? - Pergunta a mãe intrigada
-Aquele mãe... - responde a pequena fazendo força para lembrar-se do filme - que a titia tem um brinco na periquita!
-Brinco na Periquita filha!? - Pergunta a avó atônita.
-Lembra mãe!? - Continua a pequena - Aquele que a titia sai com o titio da água...
-Não filha - diz a mãe engolindo seco e completamente constrangida - Não lembro.
-Ai mãe - retruca a mini-cinéfila - aquele que a titia bate nas costas do titio!
-Onde tu viu esse filme? - Pergunta a avó com os olhos arregalados
-Em casa com a mamãe e o papai - responde solene MC.
Segue-se um silêncio cortante até a porta da escola. Feitas as despedidas a avó espera a neta se afastar e ralha com a mãe:
-Adriana! - diz em tom enérgico - Que absurdo é esse? Assistir filme de sexo perto da criança?
...
Eis a sequência em questão:
Infelizmente só achei em Italiano :-(
...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Prefiro falar com a mamãe!
Churrasco em um clube. MC após alguns nacos de carne e alguma timidez infantil decide que é hora de ir ao parquinho sob a supervisão cautelosa do pai; que tentou cercar-se de todas as possíveis necessidades da guria: um copo de refrigerante e alguns cubos de carne. Sentou-se no banco do parquinho e observou a brincadeira evoluir.
Sobe e desce no escorrega, balança daqui e balança de lá, corre atrás da amiga Lili e finalmente a pequena têm sede. O que ela faz? Simplesmente olha em volta, encara o pai, dá as costas e põe-se em passo celerado em direção a escada que levava ao salão de festas; o que imediatamente dispara o alarme do pai:
-Filha - Em tom amistoso - onde tu vai!?
A pequena nem sequer olha para trás ou diminui o passo para ouvir o que o progenitor tinha à dizer:
-Maria Clara; vai onde filha!?
A pequena de passo firme e vontade indissolúvel já se encontrava adiantada no pátio mesmo com o pai - comendo sua poeira - pedindo insistentemente que ela o esperasse.
Ao passar pela Tia Letícia, amiga da família, MC é interpolada:
-Maria Clara! - diz Letícia com todo cuidado e carinho - O papai está te chamando, não ouviu?
MC sem reduzir a marcha ou sequer olhar para com quem falava rebate em tom sisudo:
-Eu ouvi.
E continua a marcha pátio à fora se se importar nem um pouco com o pai esbaforido que a perseguia. Querendo tão somente ajuda-la. O pai finalmente a alcança no terceiro lance de escada, coloca a mão no seu ombro e pergunta:
-Não ouviu o papai chamar!?
Ela cerra os olhos cinza-esverdeados e dispara sem afeto:
-Ouvi.
-E por que não parou?
-Prefiro falar com a mamãe.
...
Sobe e desce no escorrega, balança daqui e balança de lá, corre atrás da amiga Lili e finalmente a pequena têm sede. O que ela faz? Simplesmente olha em volta, encara o pai, dá as costas e põe-se em passo celerado em direção a escada que levava ao salão de festas; o que imediatamente dispara o alarme do pai:
-Filha - Em tom amistoso - onde tu vai!?
A pequena nem sequer olha para trás ou diminui o passo para ouvir o que o progenitor tinha à dizer:
-Maria Clara; vai onde filha!?
A pequena de passo firme e vontade indissolúvel já se encontrava adiantada no pátio mesmo com o pai - comendo sua poeira - pedindo insistentemente que ela o esperasse.
Ao passar pela Tia Letícia, amiga da família, MC é interpolada:
-Maria Clara! - diz Letícia com todo cuidado e carinho - O papai está te chamando, não ouviu?
MC sem reduzir a marcha ou sequer olhar para com quem falava rebate em tom sisudo:
-Eu ouvi.
E continua a marcha pátio à fora se se importar nem um pouco com o pai esbaforido que a perseguia. Querendo tão somente ajuda-la. O pai finalmente a alcança no terceiro lance de escada, coloca a mão no seu ombro e pergunta:
-Não ouviu o papai chamar!?
Ela cerra os olhos cinza-esverdeados e dispara sem afeto:
-Ouvi.
-E por que não parou?
-Prefiro falar com a mamãe.
...
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Tá até balançando o rabinho!
MC está no estado que os pais conhecem como: Virada no Siri Jiraya preso em uma Lata de Goiabada!
Depois de acordar a mãe, brincar de comer ração com a Safria, derrubar um prato, correr montada em um cabo de vassoura ela resolveu dar atenção ao outro mascote da família. O pai sentado de costas ainda luta com algumas telas-pretas rebeldes e a filha chama sua atenção:
-Fe! Fe! - Grita a pequena - Olha eu tô fazendo carinho no peixe!
O pai gira o corpo na cadeira e vê a pequena cientista centrifugando o pobre peixe sem piedade. A água do pequeno aquário transformada em um turbilhão onde uma pequena mancha azul era levada pela tornenta.
-Filha! - grita o pai enquanto levanta-se cadeira com agilidade impar para alguém do seu tamanho - Coitado do Esfomeado!
O pai tira a pequena mão de ciclone de perto do animal indefeso e explica:
-Filha, peixe não gosta desse tipo de carinho!
-Gosta sim! - Responde com tom de alegria - Olha só! - chamando a atenção do pai ao aquário que tinha ficado atrás deles - Ele está até balançando o rabinho!
...
Depois de acordar a mãe, brincar de comer ração com a Safria, derrubar um prato, correr montada em um cabo de vassoura ela resolveu dar atenção ao outro mascote da família. O pai sentado de costas ainda luta com algumas telas-pretas rebeldes e a filha chama sua atenção:
-Fe! Fe! - Grita a pequena - Olha eu tô fazendo carinho no peixe!
O pai gira o corpo na cadeira e vê a pequena cientista centrifugando o pobre peixe sem piedade. A água do pequeno aquário transformada em um turbilhão onde uma pequena mancha azul era levada pela tornenta.
-Filha! - grita o pai enquanto levanta-se cadeira com agilidade impar para alguém do seu tamanho - Coitado do Esfomeado!
O pai tira a pequena mão de ciclone de perto do animal indefeso e explica:
-Filha, peixe não gosta desse tipo de carinho!
-Gosta sim! - Responde com tom de alegria - Olha só! - chamando a atenção do pai ao aquário que tinha ficado atrás deles - Ele está até balançando o rabinho!
...
Foi o Fe!
Assolada pela por uma crise de cefaleia a mãe repousa por alguns instantes. Para não atrapalhar o já conturbado repouso o pai leva a pequena para o quarto de brinquedos.
Uma vez lá a engenhosa faz de um tudo para ser chamada atenção: derruba brinquedos, joga as coisas, escala móveis, abre gavetas e etc.
Todo o arsenal de Peraltices que eram reprimidas com:
-Para Maria Clara!
ou:
-Chega disso Maria Clara!
ou ainda:
-Tá de castigo Maria Clara!
e depois:
-Volta já para o castigo Maria Clara!
Depois de alguns minutos a mãe aparece sonolenta na porta do quarto. MC saltita alegremente e diz:
-Dri-Dri! - agarrada com tal força as pernas da mãe que poderia ceder algumas lições ao Sr. Kong - você acordou!
-Acordei filha. - Responde a mãe depois de um bocejo - Tu conseguiu me acordar com essa bagunça!
-Não fui eu não - Responde a pequena beijando as pernas da mãe - Quem acordou você foi o Fe gritando - MC coloca a barriga para frente e engrossa a voz - "Para Maria Clara!".
...
Uma vez lá a engenhosa faz de um tudo para ser chamada atenção: derruba brinquedos, joga as coisas, escala móveis, abre gavetas e etc.
Todo o arsenal de Peraltices que eram reprimidas com:
-Para Maria Clara!
ou:
-Chega disso Maria Clara!
ou ainda:
-Tá de castigo Maria Clara!
e depois:
-Volta já para o castigo Maria Clara!
Depois de alguns minutos a mãe aparece sonolenta na porta do quarto. MC saltita alegremente e diz:
-Dri-Dri! - agarrada com tal força as pernas da mãe que poderia ceder algumas lições ao Sr. Kong - você acordou!
-Acordei filha. - Responde a mãe depois de um bocejo - Tu conseguiu me acordar com essa bagunça!
-Não fui eu não - Responde a pequena beijando as pernas da mãe - Quem acordou você foi o Fe gritando - MC coloca a barriga para frente e engrossa a voz - "Para Maria Clara!".
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Tira uma foto com a vovó?
Voltando da Festa Junina MC - vestidinha de caipira - é fofura pura! A avó materna pede para tirar uma foto com a marrenta:
-Tira uma foto com a vovó?
-Não - responde MC seca.
-Ah, tira uma foto com a vó vai...
-Não - sem qualquer remorso ou complacência na voz.
-Eu te dou uma boneca - diz a avó abrindo a rodada de negociações.
-Já tenho - permanece firme como o governo Chinês quando inquirido a diminuir emissões de carbono.
-Ah, é uma foto só. Eu te dou uma boneca e um vestido de caipira - A avó sobe os valores esperando dobrar a pequena.
-Já tenho boneca e já dancei caipira - Responde MC com uma firmeza que a levaria a ser líder de qualquer comitiva na Rio+20.
Ai a avó perde a linha e parte para o ataque. Aproveitando que o avô sairá para comprar algumas esfirras apela para a privação de alimentos:
-Tira uma foto comigo ou vai ficar sem esfirras.
MC volta o olhar para avó, vê que não se trata de uma ameaça vazia e consente em tirar a tal foto:
-Tira uma foto com a vovó?
-Não - responde MC seca.
-Ah, tira uma foto com a vó vai...
-Não - sem qualquer remorso ou complacência na voz.
-Eu te dou uma boneca - diz a avó abrindo a rodada de negociações.
-Já tenho - permanece firme como o governo Chinês quando inquirido a diminuir emissões de carbono.
-Ah, é uma foto só. Eu te dou uma boneca e um vestido de caipira - A avó sobe os valores esperando dobrar a pequena.
-Já tenho boneca e já dancei caipira - Responde MC com uma firmeza que a levaria a ser líder de qualquer comitiva na Rio+20.
Ai a avó perde a linha e parte para o ataque. Aproveitando que o avô sairá para comprar algumas esfirras apela para a privação de alimentos:
-Tira uma foto comigo ou vai ficar sem esfirras.
MC volta o olhar para avó, vê que não se trata de uma ameaça vazia e consente em tirar a tal foto:
Depois dessa obra prima de descontentamento infantil todos aprendemos que além da foto é preciso negociar também o sorriso.
...
terça-feira, 19 de junho de 2012
Quem manda em mim...
O pai supervisionava MC no banho enquanto a pequena brincava com um tubo antes cheio de shampoo.
-Paiê! - Chama a pequena em caráter de urgência urgentíssima. - Pega aquele creme rosa de cabelo para mim!?
-Filha - responde o pai querendo entrar na contenda - a gente já falou que não pode gastar shampoo assim.
-Paiê! - Responde a pequena apontando o frasco - Aquilo foi antes! - Explica a pequena completamente nua, com uma mão na cintura e a outra desenhando círculos no ar - Agora eu sou grande e sei usar o creme.
O pai olha desconfiado para o frasco vazio na mão da guria e constata:
-É, tô vendo que sabe...
-Paiê! - Dando uma carregada generosa no IÊ - Pega logo o meu creme que meu cabelo vai secar! - Diz a pequena imperatriz com os cabelos completamente ensopados.
-Eu não vou pegar - Bufa o pai em tom enérgico - Eu mando aqui; não vou pegar!
MC olha para os lados, olha para o frasco de shampoo e responde em tom calmo:
-Tá bom pai! - resigna-se a pequena - Você é quem manda!
O pai estoura de orgulho! Finalmente a pequena havia reconhecido a sua autoridade; dobrado o joelho ante a sua liderança. Finalmente a filha se submetera! Rei em sua majestade o pai emenda:
-Isso mesmo filha! - em tom de absoluta soberba - É o papai quem manda!
-Ô paiê... - Diz mui docemente o projeto de controladora - quem manda no chuveiro precisa dar o creme para as crianças, sabia!?
Com os olhos verde-acinzentados tão grandes e brilhantes que seriam capazes de e engolir o mundo ela continua:
-As crianças - todas no total de uma - vão ficar tristes sem creme.
...
-Tá bom pai! - resigna-se a pequena - Você é quem manda!
O pai estoura de orgulho! Finalmente a pequena havia reconhecido a sua autoridade; dobrado o joelho ante a sua liderança. Finalmente a filha se submetera! Rei em sua majestade o pai emenda:
-Isso mesmo filha! - em tom de absoluta soberba - É o papai quem manda!
-Ô paiê... - Diz mui docemente o projeto de controladora - quem manda no chuveiro precisa dar o creme para as crianças, sabia!?
Com os olhos verde-acinzentados tão grandes e brilhantes que seriam capazes de e engolir o mundo ela continua:
-As crianças - todas no total de uma - vão ficar tristes sem creme.
...
Resumidamente aos 3 anos ela é: subversiva, chantagista e manipuladora!
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Senhorito, volta aqui!
Com a mãe fora a resolver assuntos acadêmicos o pai fica a cargo de engendrar o almoço. Arroz borbulhando ao fogo, suculentas fatias de carne em processo de fritura e em arremedo de salada formavam o cardápio.
MC assitia desenhos na sala enquanto o pai secava as lágrimas de cebola no bafo do arroz. De repente o pai é acometido de uma súbita vontade de ir ao banheiro. Abaixa o fogo de todos os preparados e corre para o banheiro. Ao passar pela sala anuncia:
-Filha, vem no banheiro com o papai, vem!? - Quem tem criança em casa sabe que o confinamento ao banheiro é a maneira mais segura de evitar que crianças curiosas tentem "ajudar" na cozinha.
Terminadas as tratativas o pai apressa-se para verificar a rango e decide lavar as mãos na pai. O passo celerado pelo corredor é interrompido por um chamado enérgico:
-Senhorito!? Volta aqui!
O pai se detém no corredor e gira o corpo para atender a filha:
-Que foi guria!?
MC com os braços na cintura e cara de poucos amigos inicia reprimenda:
-Senhorito! - Diz a pequena olhando para a pia - Pode sair do banheiro sem lavar as mãos!?
-Não, filha - tanta se explicar o pai - eu ia lavar na pia da cozinha.
-Cozinha é banheiro por acaso!?
O pai resigna-se ,volta sobre os passos, lava as mãos cuidadosamente e reporta:
-Lavei! - Estendendo as mãos a filha - Quer conferir?
MC toma as mãos do pai nas suas, faz uma inspeção digna de academias militares e proclama:
-Agora sim! - Com um sorriso sincero - Pode ir brincar na cozinha agora!
...
MC assitia desenhos na sala enquanto o pai secava as lágrimas de cebola no bafo do arroz. De repente o pai é acometido de uma súbita vontade de ir ao banheiro. Abaixa o fogo de todos os preparados e corre para o banheiro. Ao passar pela sala anuncia:
-Filha, vem no banheiro com o papai, vem!? - Quem tem criança em casa sabe que o confinamento ao banheiro é a maneira mais segura de evitar que crianças curiosas tentem "ajudar" na cozinha.
Terminadas as tratativas o pai apressa-se para verificar a rango e decide lavar as mãos na pai. O passo celerado pelo corredor é interrompido por um chamado enérgico:
-Senhorito!? Volta aqui!
O pai se detém no corredor e gira o corpo para atender a filha:
-Que foi guria!?
MC com os braços na cintura e cara de poucos amigos inicia reprimenda:
-Senhorito! - Diz a pequena olhando para a pia - Pode sair do banheiro sem lavar as mãos!?
-Não, filha - tanta se explicar o pai - eu ia lavar na pia da cozinha.
-Cozinha é banheiro por acaso!?
O pai resigna-se ,volta sobre os passos, lava as mãos cuidadosamente e reporta:
-Lavei! - Estendendo as mãos a filha - Quer conferir?
MC toma as mãos do pai nas suas, faz uma inspeção digna de academias militares e proclama:
-Agora sim! - Com um sorriso sincero - Pode ir brincar na cozinha agora!
...
Eu tô usando cueca!?
Tarde da noite e a família embrenha-se em Safari entre as prateleiras de um hiper-mercado qualquer. MC avista o mostruário de festas juninas e exclama:
-Fernando! Festa Junina! Corre para lá que eu quero ver os vestidos de menina!
-Quem disse que tu é menina!? - Pergunta o pai sarcástico.
-Claro que eu sou menina! - Responde MC incrédula com a pergunta.
-Não é menina não - Fecha-se em Copas o pai tentando ignorar os olhos acinzentados e inquisidores da guria - Tu é minha filha!
Em pé no carrinho de compras MC ergue as ancas, abaixa a calça até metade do quadril, puxa as roupas de baixo com as mãos e olha o pai em desafio:
-Olha aí - Dando leves puxões nas ceroulas de gatinho - Eu tô usando cueca!?
-Não. - obriga-se a responder o pai.
-Então eu não sou menino e nem sua filha - Esbraveja a mini-feminista ajeitando-se nos trajes -Agora vira esse carinho e vamos comprar um vestido bem bonito para mim!
...
-Fernando! Festa Junina! Corre para lá que eu quero ver os vestidos de menina!
-Quem disse que tu é menina!? - Pergunta o pai sarcástico.
-Claro que eu sou menina! - Responde MC incrédula com a pergunta.
-Não é menina não - Fecha-se em Copas o pai tentando ignorar os olhos acinzentados e inquisidores da guria - Tu é minha filha!
Em pé no carrinho de compras MC ergue as ancas, abaixa a calça até metade do quadril, puxa as roupas de baixo com as mãos e olha o pai em desafio:
-Olha aí - Dando leves puxões nas ceroulas de gatinho - Eu tô usando cueca!?
-Não. - obriga-se a responder o pai.
-Então eu não sou menino e nem sua filha - Esbraveja a mini-feminista ajeitando-se nos trajes -Agora vira esse carinho e vamos comprar um vestido bem bonito para mim!
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Posso entrar!?
O pai chega aflito em casa suplicando por algum tempo de paz e reclusão na acústica privilegiada do banheiro. Para não chamar a atenção da filha decide que fará um voo por instrumentos. MC com a habitual delicadeza procura o pai para brincar:
-Fe? Fe!? Fe, seu safadinho cade você? - Grita a Caçadora de Recompensas enquanto manda Safria no encalço do pai.
O pai mantém a calma e prende a respiração no escuro pensando consigo: Talvez ela não me veja aqui. MC desatenta passa pelo banheiro em passo celerado e começa a investigar o quarto.
-Pai, seu safado onde você foi parar!? Eu vou te achar, sabia!?
Tentando manter-se quieto e imperturbável o pai executa uma manobra ninja; estica-se o máximo possível e com a ponta dos dedos empurra a porta do banheiro deixando-a entreaberta. Vê a filha passar novamente em passo celerado pelo corredor e pensa: Ufa, deu certo. Mal pode pensar em estar seguro vê a porta se abrir em movimento brusco:
-Te achei seu caguento! - Grita como se tivesse descoberto uma Tumba ou uma Ossada de Dinossauro.
-Vamos brincar de mamãe e filhinho que faz cocô!? - Emenda a animadora de banheiros e sem esperar qualquer reação:
-Eu sou a mamãe e você é o filhinho que fazia cocô, tá bom!?
Ainda bem pensou o pai. Porque se tivesse de ser a mãe isso implicaria em terminar abruptamente algo que nem bem tinha começado.
Fecha a porta em um puxão vigoroso e dá três batidas leves:
-Filhinho, que tá fazendo!?
-A mesma coisa que eu tava fazendo ante de tu fechar a porta, oras!
-Posso entrar!?
-Não.
-Posso entrar!? - insiste.
-NÃO! - retumba o pai a ponto de fazer eco no recinto.
Num rompante de destreza e coragem o pai levanta-se; ignorando todas as sutilezas que envolvem papéis-higiênicos e limpeza íntuma tranca a porta do banheiro.
-Filhinho!? - pergunta a filha enquanto gira a maçaneta - O que você fez!?
-Tranquei a porta!
-Mãe! Mãe! - os sons da pequena vão se afastando pelo corredor.
-O caguento trancou a porta do banheiro! - parecendo chorar - Ele não quer brincar de filhinho que faz cocô comigo. Fala que ele tem de brincar!
...
-Fe? Fe!? Fe, seu safadinho cade você? - Grita a Caçadora de Recompensas enquanto manda Safria no encalço do pai.
O pai mantém a calma e prende a respiração no escuro pensando consigo: Talvez ela não me veja aqui. MC desatenta passa pelo banheiro em passo celerado e começa a investigar o quarto.
-Pai, seu safado onde você foi parar!? Eu vou te achar, sabia!?
Tentando manter-se quieto e imperturbável o pai executa uma manobra ninja; estica-se o máximo possível e com a ponta dos dedos empurra a porta do banheiro deixando-a entreaberta. Vê a filha passar novamente em passo celerado pelo corredor e pensa: Ufa, deu certo. Mal pode pensar em estar seguro vê a porta se abrir em movimento brusco:
-Te achei seu caguento! - Grita como se tivesse descoberto uma Tumba ou uma Ossada de Dinossauro.
-Vamos brincar de mamãe e filhinho que faz cocô!? - Emenda a animadora de banheiros e sem esperar qualquer reação:
-Eu sou a mamãe e você é o filhinho que fazia cocô, tá bom!?
Ainda bem pensou o pai. Porque se tivesse de ser a mãe isso implicaria em terminar abruptamente algo que nem bem tinha começado.
Fecha a porta em um puxão vigoroso e dá três batidas leves:
-Filhinho, que tá fazendo!?
-A mesma coisa que eu tava fazendo ante de tu fechar a porta, oras!
-Posso entrar!?
-Não.
-Posso entrar!? - insiste.
-NÃO! - retumba o pai a ponto de fazer eco no recinto.
Num rompante de destreza e coragem o pai levanta-se; ignorando todas as sutilezas que envolvem papéis-higiênicos e limpeza íntuma tranca a porta do banheiro.
-Filhinho!? - pergunta a filha enquanto gira a maçaneta - O que você fez!?
-Tranquei a porta!
-Mãe! Mãe! - os sons da pequena vão se afastando pelo corredor.
-O caguento trancou a porta do banheiro! - parecendo chorar - Ele não quer brincar de filhinho que faz cocô comigo. Fala que ele tem de brincar!
...
sexta-feira, 8 de junho de 2012
100
Este é um post especial. Por que justamente esse post!? Porque esse é o centésimo post do Blog.
Sim, sim senhoras e senhores. Essa é a centésima vez que eu venho aqui contar à vocês sobre o que eu vivo todos os dias; os pesares, as preocupações e as alegrias e principalmente as pérolas do cotidiano dessa nossa heroína de 3 anos.
Heroína essa que nem sabe quem tanta gente que a acompanha nas suas descobertas diárias. Acho que se soubesse não ficaria tão a vontade e tão natural. MC - vocês podem não acreditar - é um tanto tímida e arredia à presença de estranhos. As vezes eu penso nesse Blog como um Reality Show: onde MC é vista como ela é. Ou pelo menos como eu a vejo: no seu jeito solto e espontâneo; que só as pessoas mais próximas tem a oportunidade de ver e ouvir.
Esse é o registro permanente do crescimento de uma guria; oque ela descobre, o que aprende, onde ela erra e onde ela acerta. Tem sido realmente fantástico poder dividir esse pequeno mundo com vocês. Um mundo que quem é pai entende perfeitamente e quem não é - acho eu - encanta-se ao descobrir.
Para o meu espanto - e confessada vaidade - o Blog já tem mais de 3 mil acessos! Uma média de 20 acessos por postagem. Alguns dos posts mais famosos, porém, mais que dobraram essa média:
![]() |
| Posts mais vistos |
Confesso que não esperava tamanha atenção e muito menos que eu pudesse levar essa empreitada a diante. Muito embora isso só tenha sido possível porque vocês incentivaram. Todos vocês!
Obrigado mesmo gente. Agradeço em meu nome e em nome da MCzoca!
Quem sabe um dia ela mesma não assume as teclas desse blog e nos brinda com a sua visão única do cotidiano; enquanto isso não acontece eu vou me encarregando de narrar como a MC lida com o mundo.
Obrigado.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Amar, eu amo a mamãe...
Tarde da noite ou cedo da madrugada. A chuva cai mansa na rua e MC briga com o sono, briga com a TV e briga e com tudo mais que está a sua volta.
Agarra as orelhas do pai com força, franze o cenho, cerra os maxilares e começa a chacoalha-lo:
-Fe! Fe! - falando em voz baixa e energética - Eu gosto MUITO de você!
Sacudindo, sacudindo e sacudindo a cabeça do pai sem sinal de cansar:
-Eu gosto MUITO de você, sabia!? - Reafirma a pequena enquanto faz um coquetel de frutas com o que sobrou da massa encefálica do progenitor.
-Eu também te amo filha - Responde o pai quando MC cessa o movimento por um instante.
MC encara o pai com os olhos cinza esverdeados, sorri, reinicia a sessão de exercícios e conclui:
-Eu não disse que amo você! - Sacudindo cada vez mais rápido - Amar, eu amo a mamãe!
O pai ouve a velha vinheta da Família Dinossauros na Cabeça enquanto tenta desvencilhar a cabeça do rompante de AMOR da Guria.
...
Agarra as orelhas do pai com força, franze o cenho, cerra os maxilares e começa a chacoalha-lo:
-Fe! Fe! - falando em voz baixa e energética - Eu gosto MUITO de você!
Sacudindo, sacudindo e sacudindo a cabeça do pai sem sinal de cansar:
-Eu gosto MUITO de você, sabia!? - Reafirma a pequena enquanto faz um coquetel de frutas com o que sobrou da massa encefálica do progenitor.
-Eu também te amo filha - Responde o pai quando MC cessa o movimento por um instante.
MC encara o pai com os olhos cinza esverdeados, sorri, reinicia a sessão de exercícios e conclui:
-Eu não disse que amo você! - Sacudindo cada vez mais rápido - Amar, eu amo a mamãe!
O pai ouve a velha vinheta da Família Dinossauros na Cabeça enquanto tenta desvencilhar a cabeça do rompante de AMOR da Guria.
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Cachecol de Avó!
O inverno Santista chegou para ficar. A garoa cortante assola a cidade por semanas sem trégua; o vento frio e úmido faz os santistas se empoleirarem em seus apartamentos magnanimamente caros.
Intrépida MC foi as compras com a mãe e a vó paterna. Chegando a porta de casa a pequena calorenta é intimada a vestir um casaco:
-Maria Clara, - diz a mãe em tom áspero - coloca esse casaco AGORA!
-Mãe eu nem estou com frio! - Responde a Exploradora do Ártico enquanto desafia o ar gelado com uma carranca.
-Maria Clara - diz a mãe em tom ríspido - Casaco. AGORA!
-Mãe, deixa eu te falar - replica MC estufando o peito - eu sou grande. Menina grande não tem frio...
-Amiga, - tenta mediar a avó paterna - então coloca o cachecol chique para não ficar com frio.
MC avalia o tecido que avó queria que ela usasse, olha de novo para o casaco, observa os policiais que faziam a segurança da partida de futebol que acontecia nas redondezas e proclama:
-Vó Soli, tá birutos!? Se eu colocar seu cachecol a polícia vai achar que eu sou uma avó.
Rende-se Cabeleira esticando os braços para cima e assentido em usar um casaco.
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Intrépida MC foi as compras com a mãe e a vó paterna. Chegando a porta de casa a pequena calorenta é intimada a vestir um casaco:
-Maria Clara, - diz a mãe em tom áspero - coloca esse casaco AGORA!
-Mãe eu nem estou com frio! - Responde a Exploradora do Ártico enquanto desafia o ar gelado com uma carranca.
-Maria Clara - diz a mãe em tom ríspido - Casaco. AGORA!
-Mãe, deixa eu te falar - replica MC estufando o peito - eu sou grande. Menina grande não tem frio...
-Amiga, - tenta mediar a avó paterna - então coloca o cachecol chique para não ficar com frio.
MC avalia o tecido que avó queria que ela usasse, olha de novo para o casaco, observa os policiais que faziam a segurança da partida de futebol que acontecia nas redondezas e proclama:
-Vó Soli, tá birutos!? Se eu colocar seu cachecol a polícia vai achar que eu sou uma avó.
Rende-se Cabeleira esticando os braços para cima e assentido em usar um casaco.
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
Deixa eu ver!?
É preciso notar que acreditamos na política de portas abertas nessa casa. Inclusive para o uso do banheiro. Pode não parecer normal para alguns e talvez até pouco higiênico...
Bom, falando assim parece mesmo, né!? Tipo, é meio constrangedor... enfim. É a política vigente desde o tratado de supressão de vontade masculina (casamento) assinado em 16 de junho de 2005.
O pai confabula com a louça no banheiro e MC não mais que de repente entra em alvoroço:
-Pai - com o semblante curioso - o que tá fazendo!?
-Justamente o que tu não faz no banheiro - diz o pai enquanto continua sua leitura.
Sim, o pai lê enquanto confabula com a louça! Levante a mão em comentário quem nunca fez o mesmo.
-Brincando de boneca!? - Responde a guria sem pestanejar.
Nessas horas - além de toda a semelhança física - o pai tem absoluta certeza de que ela é sua filha
-Não, né!? - Responde o Pai já um pouco incomodado - Tô fazendo cocô.
-Cocô!? - Diz a pequena em tom que mistura escarnio e curiosidade - Deixa eu ver?
-Não filha! - Acerta-se na louça o pai com um certo susto - Não vai ver cocô nenhum.
-Poxa pai! - Diz a pequena enquanto faz um carinho na cabeça do pai - Tá com vergonha!? Eu apago a luz! - Diz a terrível enquanto se estica TODA para desligar o interruptor logo depois de fechar a porta em um estrondo.
-MARIA CLARA! - Grita o PAI em tom Homeriano - O papai está lendo!
-Desculpa pai - Diz MC com doçura de Sonho de Padaria no olhar - Eu acendo a luz.
-Agora... - Transpondo a doçura por curiosidade - deixa eu ver seu cocô, deixa!?
-Filha, ninguém fica vendo o cocô dos outros, sabia!? É muito... - Nesse momento o pai fica sem palavras. Ver o cocô das pessoas é o que? Feio!? Não, não chega a ser feio. Tem gente que ganha a vida analisando o cocô alheiro. Grosseiro!? Não! Indiscreto!? É, indiscreto! O pai conclui mas acredita que a filha não entenderia o conceito.
-É muito o que pai!? - Sorri a pequena enquanto tenta ver o que ocorre nas entranhas da louça.
-Não é nada filha. Não é nada.
-Então, deixa eu ver o seu cocô. Deixa!?
Sem alternativa, sem argumentos e sem paciência o pai apela:
-Ô Adriana! Tu não tem uma surpresa para a Maria Clara!?
Surpresa é o código de resgate. Sempre que MC precisa ser tirada de algum ambiente ou situação os pais recorrem ao termo. Automaticamente a mãe compreende o pedido de auxílio:
-Tenho sim! - grita da cozinha - Filha, vem aqui!
MC torce o bico, levanta as sobrancelhas e sai do banheiro resmungando.
-Mãe! Meu papai limpa o meu cocô e não deixa eu ver o cocô dele. Fala para ele que tem que dividir!
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Bom, falando assim parece mesmo, né!? Tipo, é meio constrangedor... enfim. É a política vigente desde o tratado de supressão de vontade masculina (casamento) assinado em 16 de junho de 2005.
O pai confabula com a louça no banheiro e MC não mais que de repente entra em alvoroço:
-Pai - com o semblante curioso - o que tá fazendo!?
-Justamente o que tu não faz no banheiro - diz o pai enquanto continua sua leitura.
Sim, o pai lê enquanto confabula com a louça! Levante a mão em comentário quem nunca fez o mesmo.
-Brincando de boneca!? - Responde a guria sem pestanejar.
Nessas horas - além de toda a semelhança física - o pai tem absoluta certeza de que ela é sua filha
-Não, né!? - Responde o Pai já um pouco incomodado - Tô fazendo cocô.
-Cocô!? - Diz a pequena em tom que mistura escarnio e curiosidade - Deixa eu ver?
-Não filha! - Acerta-se na louça o pai com um certo susto - Não vai ver cocô nenhum.
-Poxa pai! - Diz a pequena enquanto faz um carinho na cabeça do pai - Tá com vergonha!? Eu apago a luz! - Diz a terrível enquanto se estica TODA para desligar o interruptor logo depois de fechar a porta em um estrondo.
-MARIA CLARA! - Grita o PAI em tom Homeriano - O papai está lendo!
-Desculpa pai - Diz MC com doçura de Sonho de Padaria no olhar - Eu acendo a luz.
-Agora... - Transpondo a doçura por curiosidade - deixa eu ver seu cocô, deixa!?
-Filha, ninguém fica vendo o cocô dos outros, sabia!? É muito... - Nesse momento o pai fica sem palavras. Ver o cocô das pessoas é o que? Feio!? Não, não chega a ser feio. Tem gente que ganha a vida analisando o cocô alheiro. Grosseiro!? Não! Indiscreto!? É, indiscreto! O pai conclui mas acredita que a filha não entenderia o conceito.
-É muito o que pai!? - Sorri a pequena enquanto tenta ver o que ocorre nas entranhas da louça.
-Não é nada filha. Não é nada.
-Então, deixa eu ver o seu cocô. Deixa!?
Sem alternativa, sem argumentos e sem paciência o pai apela:
-Ô Adriana! Tu não tem uma surpresa para a Maria Clara!?
Surpresa é o código de resgate. Sempre que MC precisa ser tirada de algum ambiente ou situação os pais recorrem ao termo. Automaticamente a mãe compreende o pedido de auxílio:
-Tenho sim! - grita da cozinha - Filha, vem aqui!
MC torce o bico, levanta as sobrancelhas e sai do banheiro resmungando.
-Mãe! Meu papai limpa o meu cocô e não deixa eu ver o cocô dele. Fala para ele que tem que dividir!
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
É culpa do peixe...
MC destrinchou dois generosos filés de pescada no almoço. Filés grandes e poupudos o suficiente para terem sido extraídos de um Tubarão Branco Adulto. Acrecido claro das guarnições habituais: arroz, feijão e purê de batata.
Antes de sair da casa dos avós comeu de sobre-mesa meio mamão em cubinhos e algumas bolachas doces.
Acompanhando os pais no Feirão da Casa Própria comeu doces sortidos em TODOS os estandes: balas, pirulitos, caramelos e etc. Ainda no pavilhão comeu um saco de pipocas e um refrigerante de lata.
Saindo do evento; para mitigar os danos do estacionamento os pais resolvem fazer compras no Extra.
A pequena pedinte capricha nos olhos de filhote de Beagle que caiu da mudança e convence o avô materno a comprar-lhe um Lanche Feliz.
Já na mesa a pequena Miss PacMan constata:
-Acho que eu tô com dor de cabeça!
Dispensando as calóricas - e completamente indigestas - maçãs que acompanham o lanche.
Chegando em casa MC ainda belisca uns salgadinhos e termina o dia pedindo uma mamadeira.
Irritada ela diagnostica:
-É, eu estou com muita dor de cabeça.
Preocupados os pais dão a Devoradora de Guloseimas um pouco de Dipirona Infantil. O efeito foi bem semelhante a saída de veículos da Travessia Santos-Guarujá: carros, motos e bicicletas em uma dança caótica e desordenada!
Ela colocou para fora do almoço ao salgadinhos. Algumas guloseimas da feira de Imóveis ainda estavam prontos para consumo; em suas embalagens originais e nem parcialmente mastigados. O mesmo podia ser dito das batatas-fritas do Lanche. Algumas das bolachas recheadas ainda conservavam carinhas felizes.
Posta no chuveiro e COMPLETAMENTE recuperada da dor de cabeça que a amolava; MC chega a um diagnóstico para sua enfermidade:
-Mãe - diz a pequena com as duas mãos sobre a barriga - acho que foi tudo culpa do peixe!
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Antes de sair da casa dos avós comeu de sobre-mesa meio mamão em cubinhos e algumas bolachas doces.
Acompanhando os pais no Feirão da Casa Própria comeu doces sortidos em TODOS os estandes: balas, pirulitos, caramelos e etc. Ainda no pavilhão comeu um saco de pipocas e um refrigerante de lata.
Saindo do evento; para mitigar os danos do estacionamento os pais resolvem fazer compras no Extra.
A pequena pedinte capricha nos olhos de filhote de Beagle que caiu da mudança e convence o avô materno a comprar-lhe um Lanche Feliz.
Já na mesa a pequena Miss PacMan constata:
-Acho que eu tô com dor de cabeça!
Dispensando as calóricas - e completamente indigestas - maçãs que acompanham o lanche.
Chegando em casa MC ainda belisca uns salgadinhos e termina o dia pedindo uma mamadeira.
Irritada ela diagnostica:
-É, eu estou com muita dor de cabeça.
Preocupados os pais dão a Devoradora de Guloseimas um pouco de Dipirona Infantil. O efeito foi bem semelhante a saída de veículos da Travessia Santos-Guarujá: carros, motos e bicicletas em uma dança caótica e desordenada!
Ela colocou para fora do almoço ao salgadinhos. Algumas guloseimas da feira de Imóveis ainda estavam prontos para consumo; em suas embalagens originais e nem parcialmente mastigados. O mesmo podia ser dito das batatas-fritas do Lanche. Algumas das bolachas recheadas ainda conservavam carinhas felizes.
Posta no chuveiro e COMPLETAMENTE recuperada da dor de cabeça que a amolava; MC chega a um diagnóstico para sua enfermidade:
-Mãe - diz a pequena com as duas mãos sobre a barriga - acho que foi tudo culpa do peixe!
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