MC gripada exponencia a peculiar chatice para níveis que beiram o insuportável.
O Pai, alvo predileto, assistia ao reality show com maior índices de
demissões por mesa de reunião quadrada enquanto se desviava das
tentativas da pequena em fazer carinho com o pé na sua cabeça:
-Négis, para...
(Negis: apelido sarcástico; maneira pela qual se pode satirizar a alvura infantil sem traumatizar o alvo - pelo menos não permanentemente)
Abaixando a cabeça para evitar o "carinho" - em forma de cobrança de pênalti - que tinha seu rosto como alvo o pai pede:
-Négis, para com isso!
MC recolhe as pernas, vira o corpo subitamente e começa a fazer um
cafuné na cabeça do alvo. Subitamente o afago se transforma em puxão e a
cabeça do "inimigo" é jogada para frente e para trás com fortes e
intensos movimentos:
-Eu amo tu! - diz a pequena enquanto demonstra toda sua capacidade de "acariciar" o próximo.
Evitando um traumatismo ou contusão o pai rapidamente se levanta e sai do quarto esbravejando:
-Vixe, o chatice de criança viu...
MC transforma o sorriso em lágrimas, o alvoroço em soturnez e encara a mãe com ar sério e diz:
-Mãe ele me chamou de chata - e esfregando o olhos com cuidado completa - Ele não sabe que eu tô doente!?
Caprichando na cara de órfã de guerra:
-Meus olhinhos ainda estão sensíveis...
(MC teve um prenuncio leve de conjuntivite que não durou mais de 3 dias e vêm "rendendo" há pelo menos 1 semana)
-Tá chata mesmo - responde a mãe interrompendo o soliloquio sobre doenças e sensibilidade ocular.
Assustada MC abandona rapidamente o ar sensível, arregala os olhos ante
a critica materna e põe-se a chorar com ares de tristeza genuína:
-Eu sei... - diz enquanto enfia a cabeça no travesseiro:
-... mas não precisa falar na minha cara!
...
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Mais um pouquinho....
Cedo do Domingo - um momento qualquer entre a meia-noite e alvorada.
Enquanto o pai trabalhava MC alternava entre joguinhos de computador.
Quando a hora já estava bastante avançada o pai decreta:
-Filha - em tom absolutamente delicado e carinhoso - está tarde. Termina essa partida e vamos desligar o computador.
MC sem prestar - ou prestando - muita atenção rebate a ordem com um questionamento:
-Tu vai desligar o seu!?
-Desligar o que!? - Pergunta o pai confuso.
MC vira-se para o pai com o desdém peculiar e aponta o instrumento de trabalho do mesmo:
-Vai desligar o seu computador!?
-Não - resmunga o pai transtornado pelo desaforo da cria - eu estou trabalhando...
Antes que o pai novamente discorresse sobre a responsabilidade do trabalho MC apoia o queixo na mão e pergunta secamente ao pai:
-Tu gosta de trabalhar!?
O pai pego de surpresa balbucia:
-Eu... - e completamente titubeante recebe o contragolpe:
-Eu gosto de jogar! - explica sem emoção alguma e completa:
-Pode trabalhar... - diz enquanto se vira para dar conta de onde havia parado seu passatempo:
-Eu vou jogar mais um pouquinho.
...
-Filha - em tom absolutamente delicado e carinhoso - está tarde. Termina essa partida e vamos desligar o computador.
MC sem prestar - ou prestando - muita atenção rebate a ordem com um questionamento:
-Tu vai desligar o seu!?
-Desligar o que!? - Pergunta o pai confuso.
MC vira-se para o pai com o desdém peculiar e aponta o instrumento de trabalho do mesmo:
-Vai desligar o seu computador!?
-Não - resmunga o pai transtornado pelo desaforo da cria - eu estou trabalhando...
Antes que o pai novamente discorresse sobre a responsabilidade do trabalho MC apoia o queixo na mão e pergunta secamente ao pai:
-Tu gosta de trabalhar!?
O pai pego de surpresa balbucia:
-Eu... - e completamente titubeante recebe o contragolpe:
-Eu gosto de jogar! - explica sem emoção alguma e completa:
-Pode trabalhar... - diz enquanto se vira para dar conta de onde havia parado seu passatempo:
-Eu vou jogar mais um pouquinho.
...
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Tá errado!
-Tá errado!
Diz MC em um rompante cruel, decisivo e irreversível enquanto pausa o jogo estrelado pelas filhas - por mais que seja difícil imaginar uma cópula entre duas múmias - de monstros lendários:
-Que foi filha!? - pergunta o pai assustado.
A pequena se levanta e vai até o televisor com um ar de palestrante, aponta a tela e diz:
-Tá vendo a Fulana - Inquirindo com o dedo a personificação digital da filha do Lobisomem - não sabe nadar.
O pai tentando assimilar o questionamento e prover resposta adequada tenta uma abordagem genérica:
-Ah filha é que lobisomens não sabem nadar.
Como se confrontada com uma blasfêmia bíblica apocaliptística MC refuta o argumento com uma lógica peculiar:
-Pai, a Fulana é um lobisomem, não é!?
-É. - concorda resoluto o pai
-Lobisomem é lobo, não é!?
-É - assente o pai baseado em tardes e noites incontáveis desbravando o Apocalipse.
-Lobo é cachorro, não é!?
-É... - murmura o pai:
-Cachorro sabe nadar! - e imediatamente procura o sustentáculo do argumento com um representante do gênero:
-Não é Safria!?
Apontando o dedo em riste para o amontado de pixels prostrado na tela reclama:
-Tá errado esse jogo!
...
Diz MC em um rompante cruel, decisivo e irreversível enquanto pausa o jogo estrelado pelas filhas - por mais que seja difícil imaginar uma cópula entre duas múmias - de monstros lendários:
-Que foi filha!? - pergunta o pai assustado.
A pequena se levanta e vai até o televisor com um ar de palestrante, aponta a tela e diz:
-Tá vendo a Fulana - Inquirindo com o dedo a personificação digital da filha do Lobisomem - não sabe nadar.
O pai tentando assimilar o questionamento e prover resposta adequada tenta uma abordagem genérica:
-Ah filha é que lobisomens não sabem nadar.
Como se confrontada com uma blasfêmia bíblica apocaliptística MC refuta o argumento com uma lógica peculiar:
-Pai, a Fulana é um lobisomem, não é!?
-É. - concorda resoluto o pai
-Lobisomem é lobo, não é!?
-É - assente o pai baseado em tardes e noites incontáveis desbravando o Apocalipse.
-Lobo é cachorro, não é!?
-É... - murmura o pai:
-Cachorro sabe nadar! - e imediatamente procura o sustentáculo do argumento com um representante do gênero:
-Não é Safria!?
Apontando o dedo em riste para o amontado de pixels prostrado na tela reclama:
-Tá errado esse jogo!
...
sábado, 9 de novembro de 2013
Aquela cara...
O pai acaba por inadvertidamente tirar um cochilo enquanto assistia TV
com a pequena. Indignada MC vai a cozinha confrontar a a matriarca com
a afronta:
-Não é justo... - diz absolutamente séria enquanto cruza os braços entorno do tronco -...meu pai dormiu.
A mãe tentando amenizar o problema explica:
-Papai tá cansado filha... - e beijando a pequena no rosto pede - vamos deixar ele dormir um pouco.
MC dá de ombros para a mãe, estala o muxoxo e refuta:
-Não mãe. - e em tom de terapeuta cognitivo Comportamental especializada em Ansiedade, Depressão e Pânico explica:
-Meu pai não nunca se diverte - e bastante sólida no argumento e na exposição prossegue:
-Está sempre com... - mudando bruscamente de feição com um arquivo de sobrancelhas, semi-serrando os olhos, contorcendo não só a boca como todas as linhas de expressão (que ainda não tem) e colocando as mãos no rosto para simular uma barba explica:
-...aquela cara!
-Filha,... - começa a mãe em vão. Rapidamente a ansiosa por atenção paterna interrompe:
-E quando ele está comigo... - agora com um semblante absolutamente condenatório contra a mãe - ... você fica pedindo para ele fazer as coisas.
Voltando ao tom e a posição inicial fecha a redação do Enem sobre a alienação parentar com o chavão:
-Não é justo.
...
( O objeto da conversa que havia despertado com a absolutamente acrobática - só que não - saída da pequena da cama assitia a tudo e pensou consigo sorrindo esperançoso: LEVAR O LIXO NUNCA MAIS.)
-Não é justo... - diz absolutamente séria enquanto cruza os braços entorno do tronco -...meu pai dormiu.
A mãe tentando amenizar o problema explica:
-Papai tá cansado filha... - e beijando a pequena no rosto pede - vamos deixar ele dormir um pouco.
MC dá de ombros para a mãe, estala o muxoxo e refuta:
-Não mãe. - e em tom de terapeuta cognitivo Comportamental especializada em Ansiedade, Depressão e Pânico explica:
-Meu pai não nunca se diverte - e bastante sólida no argumento e na exposição prossegue:
-Está sempre com... - mudando bruscamente de feição com um arquivo de sobrancelhas, semi-serrando os olhos, contorcendo não só a boca como todas as linhas de expressão (que ainda não tem) e colocando as mãos no rosto para simular uma barba explica:
-...aquela cara!
-Filha,... - começa a mãe em vão. Rapidamente a ansiosa por atenção paterna interrompe:
-E quando ele está comigo... - agora com um semblante absolutamente condenatório contra a mãe - ... você fica pedindo para ele fazer as coisas.
Voltando ao tom e a posição inicial fecha a redação do Enem sobre a alienação parentar com o chavão:
-Não é justo.
...
( O objeto da conversa que havia despertado com a absolutamente acrobática - só que não - saída da pequena da cama assitia a tudo e pensou consigo sorrindo esperançoso: LEVAR O LIXO NUNCA MAIS.)
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Ela é mamãe.
MC achega-se a sala onde o pai lia e a mãe assistia TV; cheia de
ideologia capitalista e ideais de vida tirados de séries de TV faz uma
suposição bastante pertinente:
-Seria tão legal se meu pai tivesse uma profissão, né mãe!?
O pai engoliu seco a saliva - que não tinha - e partiu em defesa da própria dignidade:
-Opa, pera lá - disse um tanto contrariado - Eu trabalho!
MC encara o pai absolutamente assustada com a reação enfática que sua colocação acabara de provocar:
-Não pai; não é isso... - em sincero tom de desculpas e arrependimento - ... eu quis dizer profissão.
E explanando a própria concepção de mercado de trabalho e relações profissionais modernas continua:
-Eu sei que você trabalha cuidando de pinguins...
(Para [tentar] explicar para a filha o que fazia da vida o pai optou por uma abordagem bastante lúdica: transmutando as máquinas Linux nos mascote que representa o Sistema Operacional [um pinguim bastante amistoso chamado TUX] e ele mesmo em uma espécie de tratador - a abordagem funcionou bastante bem com a pequena por outro lado o avô paterno continua com dúvidas sobre o sexo dos espécimes)
Já bastante emburrado o pai deixa que a pequena continue com a apresentação:
-... mas isso não é profissão.
Com um semblante solene de quem entrega a alguém um cartão ilustrado - daquele famoso jogo de simulação de vida - onde se lê: "Sua vida é um fracasso. Volte ao início".
O pai ainda mais consternado limita-se a perguntar:
-O que é profissão então!?
A pequena antenada com as explicações da escola começa a discorrer sobre profissões clássicas:
-Tito médico, titio policia, titio bombeiro, titio que cuida de bichinhos...
Antes que a guria pudesse continuar o pai - sem mais recursos - e já procurando cursos superiores de formação clássica resolve que é hora de estabelecer os parâmetros para outros membros da família:
-E sua mãe!? - Tentando desesperadamente aliviar a pressão social de seus ombros - Qual a profissão dela!?
MC corre para os braços da mãe, beija-a a calorosamente e diz cheia de confiança:
-Ela é mamãe!
...
-Seria tão legal se meu pai tivesse uma profissão, né mãe!?
O pai engoliu seco a saliva - que não tinha - e partiu em defesa da própria dignidade:
-Opa, pera lá - disse um tanto contrariado - Eu trabalho!
MC encara o pai absolutamente assustada com a reação enfática que sua colocação acabara de provocar:
-Não pai; não é isso... - em sincero tom de desculpas e arrependimento - ... eu quis dizer profissão.
E explanando a própria concepção de mercado de trabalho e relações profissionais modernas continua:
-Eu sei que você trabalha cuidando de pinguins...
(Para [tentar] explicar para a filha o que fazia da vida o pai optou por uma abordagem bastante lúdica: transmutando as máquinas Linux nos mascote que representa o Sistema Operacional [um pinguim bastante amistoso chamado TUX] e ele mesmo em uma espécie de tratador - a abordagem funcionou bastante bem com a pequena por outro lado o avô paterno continua com dúvidas sobre o sexo dos espécimes)
Já bastante emburrado o pai deixa que a pequena continue com a apresentação:
-... mas isso não é profissão.
Com um semblante solene de quem entrega a alguém um cartão ilustrado - daquele famoso jogo de simulação de vida - onde se lê: "Sua vida é um fracasso. Volte ao início".
O pai ainda mais consternado limita-se a perguntar:
-O que é profissão então!?
A pequena antenada com as explicações da escola começa a discorrer sobre profissões clássicas:
-Tito médico, titio policia, titio bombeiro, titio que cuida de bichinhos...
Antes que a guria pudesse continuar o pai - sem mais recursos - e já procurando cursos superiores de formação clássica resolve que é hora de estabelecer os parâmetros para outros membros da família:
-E sua mãe!? - Tentando desesperadamente aliviar a pressão social de seus ombros - Qual a profissão dela!?
MC corre para os braços da mãe, beija-a a calorosamente e diz cheia de confiança:
-Ela é mamãe!
...
terça-feira, 5 de novembro de 2013
E ele cresce!?
MC ficou encantada com o cortejo de bonequinhos de cerâmica que enfeitavam o rack da sala:
-Que lindo esses bonequinhos - diz alegre.
A mãe completamente espiritualizada tenta explicar que aqueles não são brinquedos:
-Filha, esse é um presépio...
MC parece não se atentar ao que a mãe tentava explicar e prossegue com as próprias indagações:
-De quem são esses bichinhos!? - enquanto fazia a vaca saltar agilmente sobre a mangedora.
-Por que esses titios estão de capa!? - fazendo os magos cortarem o ar como heróis de quadrinhos, e continua - Eles são super-heróis!?
-E essa titia!? - fazendo a virgem Maria dançar como uma rock-star sobre o conversor da TV à Cabo - É cantora!?
-E esse bebe!?
A mãe quase sem fôlego tenta acompanhar o desejo de conhecimento da pequena:
-Esse é o menino Jesus...
MC pega o rebento entre a mãos e esperançosa pergunta:
-Menino!? - e olhando fixamente para o sorriso largo estampado no boneco indaga:
-E ele cresce!?
A mãe raciocinando em contexto bíblico se apressa em responder:
-Sim, filha... - pigarreado para tentar explicar o contexto do natal -...ele...
MC rapidamente dá ai futuro adulto uma missão bastante peculiar:
-Menino - passando-lhe a mão sobre a cabeça em afago- cresce logo porque minha Barbie precisa de um namorado.
...
-Que lindo esses bonequinhos - diz alegre.
A mãe completamente espiritualizada tenta explicar que aqueles não são brinquedos:
-Filha, esse é um presépio...
MC parece não se atentar ao que a mãe tentava explicar e prossegue com as próprias indagações:
-De quem são esses bichinhos!? - enquanto fazia a vaca saltar agilmente sobre a mangedora.
-Por que esses titios estão de capa!? - fazendo os magos cortarem o ar como heróis de quadrinhos, e continua - Eles são super-heróis!?
-E essa titia!? - fazendo a virgem Maria dançar como uma rock-star sobre o conversor da TV à Cabo - É cantora!?
-E esse bebe!?
A mãe quase sem fôlego tenta acompanhar o desejo de conhecimento da pequena:
-Esse é o menino Jesus...
MC pega o rebento entre a mãos e esperançosa pergunta:
-Menino!? - e olhando fixamente para o sorriso largo estampado no boneco indaga:
-E ele cresce!?
A mãe raciocinando em contexto bíblico se apressa em responder:
-Sim, filha... - pigarreado para tentar explicar o contexto do natal -...ele...
MC rapidamente dá ai futuro adulto uma missão bastante peculiar:
-Menino - passando-lhe a mão sobre a cabeça em afago- cresce logo porque minha Barbie precisa de um namorado.
...
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Coração Partido
MC chega em casa com um semblante Napoleônico de Derrota Épica. Nada
diz e caminha em direção ao quarto como quem carrega toda uma VIDA de
desalento e desamparo. Os pais procuram respeitar o momento de amargor
da vida da jovem e não a incomodam. Passado algum tempo a pequena
emotiva aparece na sala com um desenho inusitado e entrega-o ao pai como
se pedaço de alma fosse:
-Esse é o meu coração - com uma lágrima absolutamente teatral percorrendo-lhe a bochecha.
O pai atento examina do desenho e percebe que além de vívido azul o coração está partido por inúmeras ranhuras de vermelho vívido e adornado com o que pareciam ser lágrimas de cor verde bandeira. A própria artista então explica o sentimento ali impresso:
-Ele está partido...
Bom, o pai precisou confessar a si mesmo que não era lá um especialista em corações - especialmente os partidos. Confessadamente não saberia distinguir os sintomas de um coração partido de uma crise de fome ou de um mal-estar menor qualquer - como gases ou constipação. E precisou de mais informações para poder prover um diagnóstico:
-Por que está partido meu amor!?
Nesse momento o deixou lado o videogame quando entendeu que o coração partido poderia significar: namorado!
E nesse caso um namorado que a deixou.
É claro que ninguém abandona ninguém aos 5 anos. O máximo que se pode fazer no caso é os ex-casais brincarem de lados opostos do parquinho.
-Minha amiga Piti... - anunciando uma crise iminente de choro sentido.
-... tem outra melhor amiga.
...
O pai nem sequer conseguiu lembra os nomes de qualquer um dos amigos que tinha aos 5 anos e nem de ter sofrido por qualquer um deles - ou nada que um bom lanche não tivesse curado.
-Esse é o meu coração - com uma lágrima absolutamente teatral percorrendo-lhe a bochecha.
O pai atento examina do desenho e percebe que além de vívido azul o coração está partido por inúmeras ranhuras de vermelho vívido e adornado com o que pareciam ser lágrimas de cor verde bandeira. A própria artista então explica o sentimento ali impresso:
-Ele está partido...
Bom, o pai precisou confessar a si mesmo que não era lá um especialista em corações - especialmente os partidos. Confessadamente não saberia distinguir os sintomas de um coração partido de uma crise de fome ou de um mal-estar menor qualquer - como gases ou constipação. E precisou de mais informações para poder prover um diagnóstico:
-Por que está partido meu amor!?
Nesse momento o deixou lado o videogame quando entendeu que o coração partido poderia significar: namorado!
E nesse caso um namorado que a deixou.
É claro que ninguém abandona ninguém aos 5 anos. O máximo que se pode fazer no caso é os ex-casais brincarem de lados opostos do parquinho.
-Minha amiga Piti... - anunciando uma crise iminente de choro sentido.
-... tem outra melhor amiga.
...
O pai nem sequer conseguiu lembra os nomes de qualquer um dos amigos que tinha aos 5 anos e nem de ter sofrido por qualquer um deles - ou nada que um bom lanche não tivesse curado.
sábado, 2 de novembro de 2013
Então cheira...
MC tomava um banho relaxante - quando são quase 02:00 da manhã e a
criança ainda encontra-se em modo Titã de Devastação um banho morno é,
sempre, uma boa pedida:
-Hummm... - exclama a pequena de dentro do box - que cheiro de arroz!
Pensa por alguns segundos e chama pela mãe a fim de esclarecer uma dúvida absolutamente pertinente:
-Mãe, tá fazendo arroz!?
-Arroz!? - pergunta a mãe assustada - Não, por que!?
MC parece confabular com seus botões enquanto assimila a informação. E comenta:
-Então é o meu...
A mãe já munida com uma toalha decide encerrar a empreitada da madrugada mas não sem perguntar:
-O seu o que!?
MC encara a mãe com os olhos brilhantes e um semblante alegre triunfante:
-Meu pum... - diz dando tapinhas de congratulação na próprias nádegas -... está com cheirinho de arroz!
Ansiosa por saber se o buquê da sua obra estava sendo corretamente degustado pergunta:
-Sentiu!?
A mãe não se sabe se ansiosa por encerrar o diálogo ou sofrendo de congestão nasal responde impassivelmente:
-Não.
-Não!? - Estarrece-se a artista absolutamente indignada.
A pequena então dá as costas a mãe, abaixa levemente o tronco, oferta uma proximidade ímpar da obra e apontando para si mesma convida:
-Então cheira minha bunda!
...
-Hummm... - exclama a pequena de dentro do box - que cheiro de arroz!
Pensa por alguns segundos e chama pela mãe a fim de esclarecer uma dúvida absolutamente pertinente:
-Mãe, tá fazendo arroz!?
-Arroz!? - pergunta a mãe assustada - Não, por que!?
MC parece confabular com seus botões enquanto assimila a informação. E comenta:
-Então é o meu...
A mãe já munida com uma toalha decide encerrar a empreitada da madrugada mas não sem perguntar:
-O seu o que!?
MC encara a mãe com os olhos brilhantes e um semblante alegre triunfante:
-Meu pum... - diz dando tapinhas de congratulação na próprias nádegas -... está com cheirinho de arroz!
Ansiosa por saber se o buquê da sua obra estava sendo corretamente degustado pergunta:
-Sentiu!?
A mãe não se sabe se ansiosa por encerrar o diálogo ou sofrendo de congestão nasal responde impassivelmente:
-Não.
-Não!? - Estarrece-se a artista absolutamente indignada.
A pequena então dá as costas a mãe, abaixa levemente o tronco, oferta uma proximidade ímpar da obra e apontando para si mesma convida:
-Então cheira minha bunda!
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