Depois de ter perdido por três vezes consecutivas para o pai em uma corrida virtual de karts MC perde a esportiva e a paciência:
-Não quero mais jogar - e largando o controle de lado dá o veredito - Jogo chato.
O pai empolgado pela bons resultados decide continuar só a empreitada; MC então entediada e provavelmente digerindo mal os resultados adversos transfere a frustração para o cão que dormia confortável e absolutamente alheio as tensões do ambiente. Vai até o banheiro, volta o com o rolo de papel nas mãos e uma ideia não muito brilhante na cabeça. Ao primeiro rosnado do animal doméstico o pai pausa o jogo, analisa a cena e pergunta:
-Maria Clara, tu acharia legal ter alguém enfiando uma bola de papel no seu nariz!? - Pergunta o pai tentando criar um espectro de autoanálise na filha.
Torcendo o rosto da raiz do cabelo ao queixo a pequena responde de pronto:
- Claro que não; deve ser horrível!
- Pois então - diz o ai chegando ao ponto - a Safira também não gosta. Ela só não pode dizer isso.
-Não pai - diz a pequena em sua defesa - é que a Sasá está com gripe e me pediu para limpar o narizinho dela, né filha!?
Diz abraçando o pescoço do animal acuado enquanto tenta abrir seu focinho para uma nova fase da limpeza.
-Maria Clara - repreende o pai enfurecido - larga esse papel higiênico agora e deixa a Safira em paz!
-Pai - em um tom de quem realmente crê estar sendo imaculadamente caridosa e protetora nas próprias intenções - eu estou cuidado da minha irmã!
-Chega Maria Clara! A partir de hoje não tem mais videogame nessa casa e eu vou mandar a Safira para uma casa onde tratem ela bem.
Sem prestar muita atenção e absolutamente desdenhosa da ameaça do pai MC da de ombros e diz:
-Você nem pode.
-Claro que eu posso, mocinha - autoafirmasse o pai - É claro que eu posso!
-Você nem é o dono da casa!
-Claro que eu sou, mocinha - vangloriasse o pai agora certo de que é dono da situação - É claro que eu sou!
MC sem demonstrar qualquer sinal de preocupação ou temor encara o pai com a frieza peculiar dos olhos esverdeados e pergunta instigando a autorreflexão do patriarca:
-E quem é a dona do Cartão do Banco!?
O pai então desarmado, desprovido de autoridade e agora muito pouco confiante em si mesmo desaba o olhar para o assoalho e reflete profundamente sobre a vida, o Universo e a importância da posse sobre os meios de pagamento.
domingo, 27 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
É o Deus da Aranha!
-Pergunta para o seu pai!
O grito vem do quarto com intensidade suficiente para por em fuga uma pequena curiosa. O pai absorto levanta os olhos a tempo de encarar a pequena que se recostava na cama. Ainda um pouco esbaforida:
-Pai, Thor é o Deus do Trovão!?
-Sim filha - responde o pai saudoso da vasta coleção de HQ's que um dia foi sua.
-E o Homem-Aranha!?
Confuso o pai tenta explicar:
-Filha, o homem-aranha não é um Deus...
A pequena contrariada que foi no próprio entendimento do Universo de heróis retruca:
-Claro que é!
Cheia de si e espantosamente segura para deixar qualquer teólogo confuso explica:
-É o Deus da Aranha!
...
O grito vem do quarto com intensidade suficiente para por em fuga uma pequena curiosa. O pai absorto levanta os olhos a tempo de encarar a pequena que se recostava na cama. Ainda um pouco esbaforida:
-Pai, Thor é o Deus do Trovão!?
-Sim filha - responde o pai saudoso da vasta coleção de HQ's que um dia foi sua.
-E o Homem-Aranha!?
Confuso o pai tenta explicar:
-Filha, o homem-aranha não é um Deus...
A pequena contrariada que foi no próprio entendimento do Universo de heróis retruca:
-Claro que é!
Cheia de si e espantosamente segura para deixar qualquer teólogo confuso explica:
-É o Deus da Aranha!
...
terça-feira, 22 de abril de 2014
Você vai ganhar um irmãozinho!
MC chega a cozinha e se depara com a avó paterna comendo uma pizza sem
qualquer traço de um laticínio muito comumente usado para dar
consistência ao prato; imbui-se de toda especialização em distúrbios
alimentares que as infintas horas assistindo o canal predileto da mãe
lhe conferem e pergunta:
-Quando tu ficar melhor vai voltar a comer queijo!?
A avó que não consome laticínios por absoluta e manifesta vontade responde sem delongas:
-Eu não estou doente - e iniciando uma explicação sobre gostos pessoais continua - Eu não...
Apenas para ser brusca e intempestivamente interrompida pela pequena Dr.:
-Já experimentou!? - E rapidamente enrola uma fatia especialmente amarelada e tenta fazer com que a avó deguste mesmo contra a vontade:
-Tem que experimentar antes de dizer que não gosta, vó! - E um tanto ríspida continua - Abre a boquinha!
A senhora de meia idade esquiva-se do bólido e contrariando a si mesma dá uma explicação inusitada para partilhar do alimento:
-Já experimentei baby - e pousando a mão sobre o ventre explica - Eu fico muito enjoada.
MC então deixa de lado a formação endocrinológica e encampa a obstetrícia - também obtida com horas a fio acompanhando a mãe em documentários sobre mulheres que só descobrem que estão grávidas quando os rebentos resolvem por literalmente rebentar; pousa a mão sobre a mão da avó e afirma cheia de certeza e com os olhos absolutamente maravilhados:
-Soli; - diz com os olhos fixos nos olhos da avó - Você está grávida!
Imediatamente vem a sala contar a novidade ao pai que jogava videogame:
-Pai - diz com natural efusividade.
-Você vai ganhar um irmãozinho!
...
-Quando tu ficar melhor vai voltar a comer queijo!?
A avó que não consome laticínios por absoluta e manifesta vontade responde sem delongas:
-Eu não estou doente - e iniciando uma explicação sobre gostos pessoais continua - Eu não...
Apenas para ser brusca e intempestivamente interrompida pela pequena Dr.:
-Já experimentou!? - E rapidamente enrola uma fatia especialmente amarelada e tenta fazer com que a avó deguste mesmo contra a vontade:
-Tem que experimentar antes de dizer que não gosta, vó! - E um tanto ríspida continua - Abre a boquinha!
A senhora de meia idade esquiva-se do bólido e contrariando a si mesma dá uma explicação inusitada para partilhar do alimento:
-Já experimentei baby - e pousando a mão sobre o ventre explica - Eu fico muito enjoada.
MC então deixa de lado a formação endocrinológica e encampa a obstetrícia - também obtida com horas a fio acompanhando a mãe em documentários sobre mulheres que só descobrem que estão grávidas quando os rebentos resolvem por literalmente rebentar; pousa a mão sobre a mão da avó e afirma cheia de certeza e com os olhos absolutamente maravilhados:
-Soli; - diz com os olhos fixos nos olhos da avó - Você está grávida!
Imediatamente vem a sala contar a novidade ao pai que jogava videogame:
-Pai - diz com natural efusividade.
-Você vai ganhar um irmãozinho!
...
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Tá carregando!
O pai chega ao quarto com a inglória missão de iniciar as rotinas
diárias da pequena - visto que o job escola já estava em vias de ser
abendado:
-Maria Clara vamos acordar!?
A pequena sem abrir os receptores oculares e ligando minimamente as interfaces de fala responde:
-Cade minha mãe!?
O pai dá então fornece o feedback negativo:
-Deu uma saída - responde o pai despreocupado.
MC então vira-se de lado, visivelmente dá início a rotina de hibernação e emite uma saída de erro sucinta:
-Então, não posso.
-Não pode o que!? - enquanto tenta fazer uma inicialização forçada no sistema por meio de cócegas.
-Acordar.
-Por que!? - pergunta o operador reforçando a intervenção de cócegas para o modo de duas mãos.
A pequena senta-se devagar, semi-cerra os periféricos oculares por trás da espessa cabeleira e explica:
-Pai, minha mãe tem um sistema para me acordar.
O pai desconcertado limita-se a perguntar:
-Que sistema é esse!?
-É um botão secreto que ela aperta e eu acordo.
Pego de surpresa pelo absoluto e irremediável desconhecimento do projeto de hardware da sua própria criação o pai procura saber
-E onde fica esse botão!?
MC limpa as mechas de cabelo que obstruíam suas entradas de ar com uma baforada e responde:
-Pai, sabe o que é secreto!?
Abalado por não compartilhar dos níveis de acesso necessários o pai resigna-se:
-Vamos esperar sua mãe então!?
MC então fornece ao pai uma resposta que reaviva as esperanças de uma inicialização completa a tempo de processar a rotina escola:
-Minha mãe já apertou o botão.
-E agora? - pergunta o pai esperançoso.
Mc volta a se deitar, vira-se de lado e responde antes de fechar novamente os olhos:
-Tá carregando.
...
-Maria Clara vamos acordar!?
A pequena sem abrir os receptores oculares e ligando minimamente as interfaces de fala responde:
-Cade minha mãe!?
O pai dá então fornece o feedback negativo:
-Deu uma saída - responde o pai despreocupado.
MC então vira-se de lado, visivelmente dá início a rotina de hibernação e emite uma saída de erro sucinta:
-Então, não posso.
-Não pode o que!? - enquanto tenta fazer uma inicialização forçada no sistema por meio de cócegas.
-Acordar.
-Por que!? - pergunta o operador reforçando a intervenção de cócegas para o modo de duas mãos.
A pequena senta-se devagar, semi-cerra os periféricos oculares por trás da espessa cabeleira e explica:
-Pai, minha mãe tem um sistema para me acordar.
O pai desconcertado limita-se a perguntar:
-Que sistema é esse!?
-É um botão secreto que ela aperta e eu acordo.
Pego de surpresa pelo absoluto e irremediável desconhecimento do projeto de hardware da sua própria criação o pai procura saber
-E onde fica esse botão!?
MC limpa as mechas de cabelo que obstruíam suas entradas de ar com uma baforada e responde:
-Pai, sabe o que é secreto!?
Abalado por não compartilhar dos níveis de acesso necessários o pai resigna-se:
-Vamos esperar sua mãe então!?
MC então fornece ao pai uma resposta que reaviva as esperanças de uma inicialização completa a tempo de processar a rotina escola:
-Minha mãe já apertou o botão.
-E agora? - pergunta o pai esperançoso.
Mc volta a se deitar, vira-se de lado e responde antes de fechar novamente os olhos:
-Tá carregando.
...
sábado, 12 de abril de 2014
A lista (continuação)
O pai, da bancada moderada, intervém na ordem do dia preocupado com o orçamento do empreendimento:
-Filha - diz tentando trazer uma dose de realidade a ufania de igualitária da pequena - o papai e a mamãe não podem fazer uma festa muito grande - e argumentando baseado nos números totais do orçamento da União decreta:
-É muito caro.
MC arregala os olhos confrontada com o capitalismo irrefutável do mundo em que vive e chega a uma conclusão assombrosa e assustadora:
-A gente é pobre? - pergunta desesperada e desalentada enquanto deixa escorrer lágrimas genuinamente marxistas por ter de excluir seus amigos da comemoração.
-Não somos exatamente pobres, filha - responde o pai tentando evitar a instauração de uma CPI para investigar os gastos governamentais.
-A gente tem muito dinheiro! - diz a deputada caudilha enquanto ainda tem no rosto a vermelhidão do choque de realidade agora misturada a um sorriso de contentamento com sua própria perspicácia:
-A galinha da Disney! - diz exultante ao fazer referência ao pote de moedas em forma de galeto que os congressistas mais antigos explicaram ser as economias para a viajem de recesso parlamentar - Ela tem muito dinheiro!
Agora acuada pela oposição e sem poder recuar na afirmação a respeito do superávit-primário da ave a presidente da casa expõe o valor das metas de longo prazo:
-Filha, se a gente tirar da galinha não vamos conseguir ir para a Disney esse ano.
-Mãe - responde a deputada de esquerda com o firme propósito de instituir o bolsa-festa - são só umas moedinhas.
E para fazer valer seu argumento discorre sobre as limitações que ela própria enfretaria durante a incursão ao paraíso do capitalismo:
-Eu só tenho 5 anos; - diz querendo estabelecer as diretrizes do plano familiar de viagens - tem pouco brinquedo para criança de 5 anos na Disney. Melhor a gente ir ano que vem.
A bancada moderada já vencida na argumentação declara:
-Tudo bem filha - e focada em minimizar a abrangência do novo benefício sentencia:
-Não podemos chamar todos os seus amigos. Tu vai ter de...
Rapidamentea deputada vermelha saca uma caneta, risca o projeto sobre a mesa e diz:
-Pronto... - entregando a folha novamente a presidente da casa - ...tirei a Nathália. Eu nem gosto dela!
Discretamente o representante dos moderados consulta a presidente sobre vulto da redução:
-E quantos sobram!?
Desesperançosa, a reacionária responde seca:
-15!
...
-Filha - diz tentando trazer uma dose de realidade a ufania de igualitária da pequena - o papai e a mamãe não podem fazer uma festa muito grande - e argumentando baseado nos números totais do orçamento da União decreta:
-É muito caro.
MC arregala os olhos confrontada com o capitalismo irrefutável do mundo em que vive e chega a uma conclusão assombrosa e assustadora:
-A gente é pobre? - pergunta desesperada e desalentada enquanto deixa escorrer lágrimas genuinamente marxistas por ter de excluir seus amigos da comemoração.
-Não somos exatamente pobres, filha - responde o pai tentando evitar a instauração de uma CPI para investigar os gastos governamentais.
-A gente tem muito dinheiro! - diz a deputada caudilha enquanto ainda tem no rosto a vermelhidão do choque de realidade agora misturada a um sorriso de contentamento com sua própria perspicácia:
-A galinha da Disney! - diz exultante ao fazer referência ao pote de moedas em forma de galeto que os congressistas mais antigos explicaram ser as economias para a viajem de recesso parlamentar - Ela tem muito dinheiro!
Agora acuada pela oposição e sem poder recuar na afirmação a respeito do superávit-primário da ave a presidente da casa expõe o valor das metas de longo prazo:
-Filha, se a gente tirar da galinha não vamos conseguir ir para a Disney esse ano.
-Mãe - responde a deputada de esquerda com o firme propósito de instituir o bolsa-festa - são só umas moedinhas.
E para fazer valer seu argumento discorre sobre as limitações que ela própria enfretaria durante a incursão ao paraíso do capitalismo:
-Eu só tenho 5 anos; - diz querendo estabelecer as diretrizes do plano familiar de viagens - tem pouco brinquedo para criança de 5 anos na Disney. Melhor a gente ir ano que vem.
A bancada moderada já vencida na argumentação declara:
-Tudo bem filha - e focada em minimizar a abrangência do novo benefício sentencia:
-Não podemos chamar todos os seus amigos. Tu vai ter de...
Rapidamentea deputada vermelha saca uma caneta, risca o projeto sobre a mesa e diz:
-Pronto... - entregando a folha novamente a presidente da casa - ...tirei a Nathália. Eu nem gosto dela!
Discretamente o representante dos moderados consulta a presidente sobre vulto da redução:
-E quantos sobram!?
Desesperançosa, a reacionária responde seca:
-15!
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quarta-feira, 9 de abril de 2014
Vira para a Parede!
MC e Piti brincavam no quarto quando a primeira chama atenção dos demais com veemência e energia:
-Gente! Gente! Gente!
O pai e Piti se viram para entender o porque da euforia:
-Vou soltar um pum! - anuncia MC sem qualquer reserva ou constrangimento
-Filha! - repreende o pai constrangido - O que a Piti vai achar!?
-Tudo bem Maria; mas - diz a amiga Pietra enquanto dá de ombros e volta a brincar com a boneca mas estabelece uma única e inviolável condição:
-...vira para a parede!
...
-Gente! Gente! Gente!
O pai e Piti se viram para entender o porque da euforia:
-Vou soltar um pum! - anuncia MC sem qualquer reserva ou constrangimento
-Filha! - repreende o pai constrangido - O que a Piti vai achar!?
-Tudo bem Maria; mas - diz a amiga Pietra enquanto dá de ombros e volta a brincar com a boneca mas estabelece uma única e inviolável condição:
-...vira para a parede!
...
sábado, 5 de abril de 2014
A Lista.
MC, parlamentar de esquerda, aproxima-se da presidente da casa com um documento para ser protocolado:
-Mãe - oferece a mãe uma folha com vários rabiscos em sequência - essa é milha lista.
A presidente do parlamento, radical de direita, aceita o papel e procura obter mais informações sobre o que se trata:
-Lista de que filha!?
MC absolutamente abismada com a desinformação da mãe explica suas intenções sociais com uma interjeição:
-Alôoou! - alongando maneira significativa e canastral o Ô e colocando as mãos na cintura explica - Lista de Convidados!
A mãe pega desprevenida com a emenda orçamentária da pequena parlamentar tenta apresentar ao plenário noções básicas de calendário e planejamento de médio prazo:
-Filha, seu aniversário é em Setembro...
Antes que fosse possível qualquer explicação minimamente razoável sobre a passagem do tempo MC interrompe de forma bolivarianamente brusca:
-Dãaaa (alongando de maneira canastral e debochada o Ã) - e novamente explicando a mãe o óbvio sobre a vida, inclusão social e sistemas de quotas continua- São meus convidados para o SEU aniversário - explica enquanto ajeita-se sobre a cama e sequestra o controle de televisão.
-Filha - replica a mãe com o firme propósito de manter intacto o direito a propriedade privada - o aniversário é da mamãe...
Apenas para ser novamente ser atropelada por uma comunista de 5 anos com argumentos bastante sólidos:
-Mãe, no meu aniversário - diz enquanto toma a lista das mãos da mãe e eleva dramaticidade da voz a níveis bolchevics- tu não convida seus amigos!?
A mãe percebe a lógica insofismável do argumento e admite ter indicados correligionários a cargos de confiança em empresas estatais:
-Eu convido...
-Então - diz pequena tomando para si, por meio de golpe, o controle do parlamento - eu posso chamar os meus amigos para a sua festa!
...
(continua)
-Mãe - oferece a mãe uma folha com vários rabiscos em sequência - essa é milha lista.
A presidente do parlamento, radical de direita, aceita o papel e procura obter mais informações sobre o que se trata:
-Lista de que filha!?
MC absolutamente abismada com a desinformação da mãe explica suas intenções sociais com uma interjeição:
-Alôoou! - alongando maneira significativa e canastral o Ô e colocando as mãos na cintura explica - Lista de Convidados!
A mãe pega desprevenida com a emenda orçamentária da pequena parlamentar tenta apresentar ao plenário noções básicas de calendário e planejamento de médio prazo:
-Filha, seu aniversário é em Setembro...
Antes que fosse possível qualquer explicação minimamente razoável sobre a passagem do tempo MC interrompe de forma bolivarianamente brusca:
-Dãaaa (alongando de maneira canastral e debochada o Ã) - e novamente explicando a mãe o óbvio sobre a vida, inclusão social e sistemas de quotas continua- São meus convidados para o SEU aniversário - explica enquanto ajeita-se sobre a cama e sequestra o controle de televisão.
-Filha - replica a mãe com o firme propósito de manter intacto o direito a propriedade privada - o aniversário é da mamãe...
Apenas para ser novamente ser atropelada por uma comunista de 5 anos com argumentos bastante sólidos:
-Mãe, no meu aniversário - diz enquanto toma a lista das mãos da mãe e eleva dramaticidade da voz a níveis bolchevics- tu não convida seus amigos!?
A mãe percebe a lógica insofismável do argumento e admite ter indicados correligionários a cargos de confiança em empresas estatais:
-Eu convido...
-Então - diz pequena tomando para si, por meio de golpe, o controle do parlamento - eu posso chamar os meus amigos para a sua festa!
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(continua)
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Era ó titio do gás!
MC brincava com a melhor amiga no quarto. Toca o interfone e o plano é posto em ação:
-Pietra - grita para a amiga que é dois palmos menor e algumas dezenas de quilos mais leve que ela própria - segura o meu pai!
Enquanto a amiga tenta evitar que o pai levante MC ganha a vantagem que precisa para chegar à cozinha e atender ao interfone:
-Alô - diz como se atendesse ao telefone!
Do outro lado a mãe da amiga responde:
-Oi Maria Clara é a mãe...
Antes que a autoridade matriarcal pudesse se identificar MC responde seca e solene:
-Não tem ninguém!
O pai finalmente conseguindo desvencilhar-se - sem ferir ou traumatizar permanentemente - da amiga chega a cozinha para ver MC colocar o interfone no lugar:
-Quem era filha!?
MC dá de ombros e sem dar muita importância explica:
-Era o tito do gás!
...
-Pietra - grita para a amiga que é dois palmos menor e algumas dezenas de quilos mais leve que ela própria - segura o meu pai!
Enquanto a amiga tenta evitar que o pai levante MC ganha a vantagem que precisa para chegar à cozinha e atender ao interfone:
-Alô - diz como se atendesse ao telefone!
Do outro lado a mãe da amiga responde:
-Oi Maria Clara é a mãe...
Antes que a autoridade matriarcal pudesse se identificar MC responde seca e solene:
-Não tem ninguém!
O pai finalmente conseguindo desvencilhar-se - sem ferir ou traumatizar permanentemente - da amiga chega a cozinha para ver MC colocar o interfone no lugar:
-Quem era filha!?
MC dá de ombros e sem dar muita importância explica:
-Era o tito do gás!
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