Época de troca de pelos. Quando se trata de um Labrador estamos falando de um pudle por dia - as vezes mais - em bolas felpudas de cor champanhe; que quando sopradas pelo vento dão a casa um toque de Velho Oeste.
Final da manhã MC se prepara para a escola assistindo desenhos; enquanto os pais se dividem entre o trabalho e a casa. Varridos os quartos um pequeno Sasquatch esbranquiçado se acumula em um dos cantos. Subitamente alguém liga o ventilador:
-Fernando! - Grita a mãe com todo o amor ao próximo que lhe é peculiar - Ligou essa %#$&@ de ventilador para quê!?
-Mas, mas, mas... - tenta se explicar o pai na bananice que lhe é peculiar - ...não fui eu!
Os olhos então se voltam a pequena que sentada na sala; MC assistia desenhos tranquilamente com a cabeleira ao vento.
-Maria Clara - Esbraveja a mãe em tom capaz de amedrontar qualquer visigodo - tu ligou o ventilador?
-Não - responde a pequena sem qualquer sinal de medo.
-Ah é!? - Indaga a mãe apoiada no cabo da vassoura - Se não foi você; quem foi!?
-Nem fui eu - responde a pequena com certo estremecimento.
-Maria Clara - nesse momento as Maria Claras da redondeza estremeceram com o vocativo - eu não estou brincando.
MC fica acuada e acaba deslizando:
-Eu estava com ca... - Percebendo o vacilo MC tenta recuperar o controle. Mostra os dentes na risada forçada que lhe é peculiar e emenda.
-Nem fui eu! - vasculha a sala em busca de alternativas e cruza o olhar com uma perfeita - Foi a Safria!
...
sexta-feira, 30 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Cotidiano: Me siga-me...
-Pai! Pai! - Grita a guria entrando no quarto onde o pai assistia Televisão.
Sabemos nós quando MC faz uso do vocativo paterno alguma coisa, senão várias, ela tem em mente.
-Pai, tem um monte de coisa linda para você no meu quarto! - Diz a pequena em tom de vendedor de carros usados.
-Que legal filha! O que tem lá? - Pergunta o Pai enquanto fecha o Note sabedor de que estava sendo convocado a brincar.
-Tem Príncipe, tem Barbie, tem Pirata, tem Zubbles e a gente pode chamar a Safira também! Tem um monte de coisa maravilhosa para a gente poder brincar! - Explica a pequena com gestos e trejeitos dignos de uma grande publicitária que quer vender uma ideia.
-Me siga-me Papai!
Completa ela. Fazendo um gesto universalmente compreensível antes de sair correndo:
-Me siga-me até o meu quarto!
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Cotidiano: Só que...
Logo após o almoço de Domingo MC leva sua nada modesta taça de sorvete para degustar na sala. A família discutia a Nova Ordem Mundial e o BBB muito moderada e ordeiramente. Não mais que de repente MC volta à cozinha com sorvete sobre o corpo:
-Mãe! Mãe! Derrubei sorvete em mim!
-Não tem problema filha - Responde a mãe passando-lhe um pano de prato para limpa-la. - Viu, tá limpa!
-Só que... - Formula a guria com um certo ar de culpa - ... caiu um pouco no sofá!
-Não tem problema filha - Responde a mãe ainda em tom agradável - Mamãe já limpa!
-Só que... - MC agora levanta os olhos na melhor cara de culpada que pode engendrar - caiu um pouco no computador!
-O que!? No computador!? Filha não pode comer na sala! Quantas vezes eu já falei!? - Esbraveja a mãe em tom furioso; enquanto corre até a sala para conferir o estrago!
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-Mãe! Mãe! Derrubei sorvete em mim!
-Não tem problema filha - Responde a mãe passando-lhe um pano de prato para limpa-la. - Viu, tá limpa!
-Só que... - Formula a guria com um certo ar de culpa - ... caiu um pouco no sofá!
-Não tem problema filha - Responde a mãe ainda em tom agradável - Mamãe já limpa!
-Só que... - MC agora levanta os olhos na melhor cara de culpada que pode engendrar - caiu um pouco no computador!
-O que!? No computador!? Filha não pode comer na sala! Quantas vezes eu já falei!? - Esbraveja a mãe em tom furioso; enquanto corre até a sala para conferir o estrago!
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sexta-feira, 23 de março de 2012
Cotidiano: Ô Banana...
Hora do almoço. Papai prepara o prato da pequena na cozinha enquanto MC perambula pela casa. Ao entrar na cozinha MC nota as bananas recém compradas:
-Banana! - alegra-se imensuravelmente a guria - Fe, foi você que compro?
-Fui eu sim! - Responde o pai enquanto terminava o prato - Mas essa é pequena.
-Pequena!? - Sobressalta-se MC enquanto admirava as bananas nanicas - Tem maior?
-Claro! Uma vez o Papai comprou uma banana que não para de crescer - Responde o Pai com um gesto de pescador explicando o tamanho do peixe que diz ter pescado - Essa banana é tão grande que tem até nome!?
-Qual o nome!? - Pergunta MC incrédula.
-Maria Clara! - Responde o pai orgulhoso de ter, finalmente, dado uma volta na pequena.
MC se recupera prontamente do baque e devolve:
-Mãe!? Meu pai tá biruto! - Grita a pequena em meio a uma gargalhada - Ele diz que eu sou banana! Mas eu nem tenho casca amarela - Diz MC apontando para o braço branquelo.
...
Eu sei o que vocês estão pensando e a resposta é: Sim, o banana aqui sou eu!
-Banana! - alegra-se imensuravelmente a guria - Fe, foi você que compro?
-Fui eu sim! - Responde o pai enquanto terminava o prato - Mas essa é pequena.
-Pequena!? - Sobressalta-se MC enquanto admirava as bananas nanicas - Tem maior?
-Claro! Uma vez o Papai comprou uma banana que não para de crescer - Responde o Pai com um gesto de pescador explicando o tamanho do peixe que diz ter pescado - Essa banana é tão grande que tem até nome!?
-Qual o nome!? - Pergunta MC incrédula.
-Maria Clara! - Responde o pai orgulhoso de ter, finalmente, dado uma volta na pequena.
MC se recupera prontamente do baque e devolve:
-Mãe!? Meu pai tá biruto! - Grita a pequena em meio a uma gargalhada - Ele diz que eu sou banana! Mas eu nem tenho casca amarela - Diz MC apontando para o braço branquelo.
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Eu sei o que vocês estão pensando e a resposta é: Sim, o banana aqui sou eu!
Cotidiano: Cocozeira...
Papai vê MC fazendo força na fralda e resolve tentar - pelo exemplo - incentivar a guria a usar a privada. Achaga-se ao lado de ela e começa a fingir que fazia força:
-Fe, que tá fazendo!? - Pergunta a guria com a cara vermelha de tanto fazer força.
-Cocô! - Responde o pai com cara de quem estava levantando um saco de cimento.
-Aqui!? - Espanta-se a guria!
-É, tô fazendo cocô contigo!? - Responde o pai agora exagerando um pouco na força.
-Onde!? Na cueca!? - Admira-se ainda mais a guria agora trocando a força pela apreensão.
-É! Quem vai me limpar!? - Responde o pai aliviando a tensão do rosto.
-Eu não! - Rebate imediatamente a pequena - Mãe! O Fe fez uma cocozeira! Limpa ele...
...
-Fe, que tá fazendo!? - Pergunta a guria com a cara vermelha de tanto fazer força.
-Cocô! - Responde o pai com cara de quem estava levantando um saco de cimento.
-Aqui!? - Espanta-se a guria!
-É, tô fazendo cocô contigo!? - Responde o pai agora exagerando um pouco na força.
-Onde!? Na cueca!? - Admira-se ainda mais a guria agora trocando a força pela apreensão.
-É! Quem vai me limpar!? - Responde o pai aliviando a tensão do rosto.
-Eu não! - Rebate imediatamente a pequena - Mãe! O Fe fez uma cocozeira! Limpa ele...
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quinta-feira, 22 de março de 2012
Cotidiano: A ajudante
Ajudante da mamãe! MC auto-proclama sua função temporária - mãe essa que a bem da verdade não precisava de ajuda alguma:
-Mãe! Mãe! Agora eu sou sua ajudante - Grita MC com um sorriso generoso.
-Obrigada filha! Pode ficar aqui do meu lado brincando que quando eu precisar te chamo, tá!? - Explica a mãe minimizando a ação da pequena.
MC tem uma capacidade de destruição que faz jus ao adjetivo: em massa. Se a UN fosse confrontada com tal capacidade certamente haveria alguma espécie de tratado de não proliferação de Maria Claras.
A guria começa a pegar os potes de tintas e é coibida:
-Maria Clara não! Deixa isso ai - Adverte a mãe.
-Maria Clara larga isso! - Bronqueia a mãe quando a pequena ergue um pote de Glitter com as mãos.
-MARIA CLARA... - Bom o que se seguiu foi uma bela bronca a qual a MC assistiu com toda a atenção. Durante uma pausa para respirar MC intervém em tom acalentador:
-Mãe! Mãe! Calma no coração! - Diz MC pousando a mãozinha sobre o braço da mãe transtornada e segue com a explicação - Eu sou ajudante! Ajudante precisa ajudar! Você não sabe!?
...
-Mãe! Mãe! Agora eu sou sua ajudante - Grita MC com um sorriso generoso.
-Obrigada filha! Pode ficar aqui do meu lado brincando que quando eu precisar te chamo, tá!? - Explica a mãe minimizando a ação da pequena.
MC tem uma capacidade de destruição que faz jus ao adjetivo: em massa. Se a UN fosse confrontada com tal capacidade certamente haveria alguma espécie de tratado de não proliferação de Maria Claras.
A guria começa a pegar os potes de tintas e é coibida:
-Maria Clara não! Deixa isso ai - Adverte a mãe.
-Maria Clara larga isso! - Bronqueia a mãe quando a pequena ergue um pote de Glitter com as mãos.
-MARIA CLARA... - Bom o que se seguiu foi uma bela bronca a qual a MC assistiu com toda a atenção. Durante uma pausa para respirar MC intervém em tom acalentador:
-Mãe! Mãe! Calma no coração! - Diz MC pousando a mãozinha sobre o braço da mãe transtornada e segue com a explicação - Eu sou ajudante! Ajudante precisa ajudar! Você não sabe!?
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Cotidiano: Do Frajola...
Após acirrada negociação MC concorda que o Pai faça a drenagem da fralda carregada de dejetos - uma forma polida de dizer: limpar o cocô. Vão os dois ao banheiro, executam tranquilamente o ritual estabelecidos e vão ao chuveiro conversando:
- Tá papai já entendeu que tu não gosta do papel-higiênico! - Comenta o Pai tentando criar um elo de confiança.
- É Fe eu não gosto. Eu gosto é do Piu-Piu...
Obs.: Para - ao melhor estilo novela das 22:00. O pai nessa fração de segundo congelou, teve palpitações e se agarrou com as unhas no azulejo do banheiro! Sua mente entrou em Defcon 1 e encenou um diálogo interessante:
- Como assim gosta do Piu-Piu!? Que mundo é esse!? - O Lado Pai esbraveja em tom severo!
-Tá vendo! Esse mundo está perdido! Ela é uma criança gente! Criança! Onde ela ouviu isso!? Na escola!? - Completa o lado pai agora esbravejante.
- Vamos tira-la da escola! Ela é uma criança! Vamos manda-la para um Internato! - Analisa friamente o lado Racional.
- Marmanjos têm fetiches com gurias de internato! - Contesta o lado Pai!
- Hummm... verdade! Convento! Será que aceitam gurias de 03 anos com ENORME vocação!? - Equaciona o lado Racional.
-Existem filmes XXX sobre noviças e freiras - Se enfurece o Lado pai!
-Certo... Já sei! Maria Gadú! Nada - e nem ninguém - pode ser menos sexy que a Maria Gadú! - Conclui o lado Racional em tom vitorioso!
-Perfeito! Vamos manda-la para o Intenternato Gadú de Assexualidade Feminina! - Abraça Fortemente a ideia o Lado Pai!
Já emergindo do diálogo mental instantâneo o Pai já começa imaginar a pequena usando óculos de aro grosso e camisa xadrez quando a voz, ainda tremida, parece voltar a funcionar:
-Q...que.. que Piu-Piu filha? - Pergunta o pai a essa altura completamente pálido e tremelicante.
-Piu-Piu Fe! - Responde com naturalidade a guria enquanto açoitava uma Barbie contra o box.
-Piu-Piu do Frajola!
...
- Tá papai já entendeu que tu não gosta do papel-higiênico! - Comenta o Pai tentando criar um elo de confiança.
- É Fe eu não gosto. Eu gosto é do Piu-Piu...
Obs.: Para - ao melhor estilo novela das 22:00. O pai nessa fração de segundo congelou, teve palpitações e se agarrou com as unhas no azulejo do banheiro! Sua mente entrou em Defcon 1 e encenou um diálogo interessante:
- Como assim gosta do Piu-Piu!? Que mundo é esse!? - O Lado Pai esbraveja em tom severo!
-Tá vendo! Esse mundo está perdido! Ela é uma criança gente! Criança! Onde ela ouviu isso!? Na escola!? - Completa o lado pai agora esbravejante.
- Vamos tira-la da escola! Ela é uma criança! Vamos manda-la para um Internato! - Analisa friamente o lado Racional.
- Marmanjos têm fetiches com gurias de internato! - Contesta o lado Pai!
- Hummm... verdade! Convento! Será que aceitam gurias de 03 anos com ENORME vocação!? - Equaciona o lado Racional.
-Existem filmes XXX sobre noviças e freiras - Se enfurece o Lado pai!
-Certo... Já sei! Maria Gadú! Nada - e nem ninguém - pode ser menos sexy que a Maria Gadú! - Conclui o lado Racional em tom vitorioso!
-Perfeito! Vamos manda-la para o Intenternato Gadú de Assexualidade Feminina! - Abraça Fortemente a ideia o Lado Pai!
Já emergindo do diálogo mental instantâneo o Pai já começa imaginar a pequena usando óculos de aro grosso e camisa xadrez quando a voz, ainda tremida, parece voltar a funcionar:
-Q...que.. que Piu-Piu filha? - Pergunta o pai a essa altura completamente pálido e tremelicante.
-Piu-Piu Fe! - Responde com naturalidade a guria enquanto açoitava uma Barbie contra o box.
-Piu-Piu do Frajola!
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Cotidiano: Na sua carteira...
MC descobre generosos bolsos em seu vestido e emenda bruscamente a conclusão mais lógica para esse descoberta:
-Mãe! Preciso de dinheiro!
-Pede para o seu pai! - A resposta vem em forma de um belo voleio a lá Rafael Nadal!
Obs.: Por que Carvalhos colocam bolsos realmente generosos em roupas de criança!? O que vocês - tecelagens - esperam que elas carreguem!? Tijolos!? Ou quem sabe, sei lá, balas de Coco...
- Flash Back da Infância -
MC chega a sala toda faceira e anuncia:
-Pai quero dinheiro!
-Ah é!? Tu merece ganhar dinheiro!? - Responde o pai na esperança de finalmente sair vencedor desses diálogos.
-Claro! - Responde MC sem qualquer sinal de preocupação com sua habitual risada forçada.
-Ah é!? De onde a Senhora vai tirar dinheiro!? - Responde o pai em uma tentativa de confundir a pequena.
MC corre até o aparador da sala, apanha um volume e o traz até o pai em passo celerado:
-Na sua carteira!
...
-Mãe! Preciso de dinheiro!
-Pede para o seu pai! - A resposta vem em forma de um belo voleio a lá Rafael Nadal!
Obs.: Por que Carvalhos colocam bolsos realmente generosos em roupas de criança!? O que vocês - tecelagens - esperam que elas carreguem!? Tijolos!? Ou quem sabe, sei lá, balas de Coco...
- Flash Back da Infância -
MC chega a sala toda faceira e anuncia:
-Pai quero dinheiro!
-Ah é!? Tu merece ganhar dinheiro!? - Responde o pai na esperança de finalmente sair vencedor desses diálogos.
-Claro! - Responde MC sem qualquer sinal de preocupação com sua habitual risada forçada.
-Ah é!? De onde a Senhora vai tirar dinheiro!? - Responde o pai em uma tentativa de confundir a pequena.
MC corre até o aparador da sala, apanha um volume e o traz até o pai em passo celerado:
-Na sua carteira!
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domingo, 18 de março de 2012
Cotidiano: Hierarquia...
Easy like Sunday Morning bem disseram os Commodors sobre as manhãs de Domingo. Enquanto o pai trabalhava na sala MC desperta preguiçosamente no quarto:
-Fe! - Entoa a pequena fazendo o pai sentir-se em um comercial de Papel higiênico - Fe!
O pai vigorosamente - no tanto que a gravidade permite alguém desse porte ser vigoroso - levanta-se e vai de encontro a pequena madame:
-Bom dia Flor do Dia! - Harmoniza o pai em tom alegre.
Safira imediatamente põe-se a latir freneticamente. Vale lembrar que Safria é um dog com problemas sérios de ciúmes. Ela ainda não se recuperou do nascimento da MC - Sim, isso aconteceu há quase 4 anos. Quando a atenção se volta para a pequena a filha maior entra em crise.
-Cala boca Safira - Brada o pai fazendo cafuné na cadelinha - Cadelinha ciumenta.
-Mãe, ele falou "pala-boca" "pra" Safira! - Delata imediatamente a pequena cagueta - Briga com ele!
-Fernando! - Encena a mãe uma bronca - Não pode fazer isso! Vai ficar sem vídeo-game!
-Ha, ha, ha - Ri a pequena malvada - Ficou sem vídeo-game! Agora a mamãe vai jogar no lixo!
-Ah, tu acha que sua mãe pode me por de castigo!? - Pergunta o pai querendo impor sua posição.
-Acho sim! - Responde MC com toda a naturalidade do mundo. Mãe aproveitando o momento para reforçar a teia de relações hierárquicas pergunta:
-Quem manda na casa filha!?
-A mamãe! - Responde MC sem qualquer traço de dúvida.
-E o papai manda em quem!? - Esfaqueia sem dó a mãe.
MC olha para os lados, reflete sobre a cadeia de comando domiciliar e dispara:
-Na Safira.
...
-Fe! - Entoa a pequena fazendo o pai sentir-se em um comercial de Papel higiênico - Fe!
O pai vigorosamente - no tanto que a gravidade permite alguém desse porte ser vigoroso - levanta-se e vai de encontro a pequena madame:
-Bom dia Flor do Dia! - Harmoniza o pai em tom alegre.
Safira imediatamente põe-se a latir freneticamente. Vale lembrar que Safria é um dog com problemas sérios de ciúmes. Ela ainda não se recuperou do nascimento da MC - Sim, isso aconteceu há quase 4 anos. Quando a atenção se volta para a pequena a filha maior entra em crise.
-Cala boca Safira - Brada o pai fazendo cafuné na cadelinha - Cadelinha ciumenta.
-Mãe, ele falou "pala-boca" "pra" Safira! - Delata imediatamente a pequena cagueta - Briga com ele!
-Fernando! - Encena a mãe uma bronca - Não pode fazer isso! Vai ficar sem vídeo-game!
-Ha, ha, ha - Ri a pequena malvada - Ficou sem vídeo-game! Agora a mamãe vai jogar no lixo!
-Ah, tu acha que sua mãe pode me por de castigo!? - Pergunta o pai querendo impor sua posição.
-Acho sim! - Responde MC com toda a naturalidade do mundo. Mãe aproveitando o momento para reforçar a teia de relações hierárquicas pergunta:
-Quem manda na casa filha!?
-A mamãe! - Responde MC sem qualquer traço de dúvida.
-E o papai manda em quem!? - Esfaqueia sem dó a mãe.
MC olha para os lados, reflete sobre a cadeia de comando domiciliar e dispara:
-Na Safira.
...
Cotidiano: O carrinho é forte...
Sábado a noite pede programa em família. Quem nos conhece sabe que o nosso programa predileto é a baladinha Extra - o supermercado mesmo - da Ana Costa.
Lá chegando MC já anuncia do carro em estado de euforia:
-Fe! Fe! Achei o carrinho de corrida! Achei o carrinho de corrida.
Perdido entre os carros estava um daqueles carrinhos de compras em forma de fusquinha de cor aberrante.
-Vamos correndo antes que alguém pegue - Berra MC puxando o pai pela mão dentro do estacionamento. Arrancamos algumas risadas dos transeuntes com a cena da guria de 1,20 literalmente arrastando o adulto de 1,85.
Chegando ao carrinho o pai, completamente esbaforido, oferece ajuda:
-Vem cá filha! O pai te coloca no carrinho.
MC com ares de adolescente precoce responde com total desdém:
-Fe, eu não preciso de ajuda. Eu sou grande, tá!?
Lá fomos nós. Ao passarmos pela área onde ficam os carrinhos MC - sonolenta - choraminga:
-Fe, eu quero deitar no carrinho de bebe... - Ao anunciar a vontade emendou automaticamente na ação de descer de um carrinho e correr - desenfreada - para o outro.
-Filha, mas tu não acabou de me dizer que é grande já. Esse carrinho é de bebe. - Argumenta o pai com o sorriso mais troller que pode arrumar.
-É Fe, eu sou grande. - Demonstra MC com umas pancadinhas na lateral do carrinho. Exatamente como aqueles apresentadores de programas de vendas - Mas o carrinho é forte, tá vendo!?
...
Lá chegando MC já anuncia do carro em estado de euforia:
-Fe! Fe! Achei o carrinho de corrida! Achei o carrinho de corrida.
Perdido entre os carros estava um daqueles carrinhos de compras em forma de fusquinha de cor aberrante.
-Vamos correndo antes que alguém pegue - Berra MC puxando o pai pela mão dentro do estacionamento. Arrancamos algumas risadas dos transeuntes com a cena da guria de 1,20 literalmente arrastando o adulto de 1,85.
Chegando ao carrinho o pai, completamente esbaforido, oferece ajuda:
-Vem cá filha! O pai te coloca no carrinho.
MC com ares de adolescente precoce responde com total desdém:
-Fe, eu não preciso de ajuda. Eu sou grande, tá!?
Lá fomos nós. Ao passarmos pela área onde ficam os carrinhos MC - sonolenta - choraminga:
-Fe, eu quero deitar no carrinho de bebe... - Ao anunciar a vontade emendou automaticamente na ação de descer de um carrinho e correr - desenfreada - para o outro.
-Filha, mas tu não acabou de me dizer que é grande já. Esse carrinho é de bebe. - Argumenta o pai com o sorriso mais troller que pode arrumar.
-É Fe, eu sou grande. - Demonstra MC com umas pancadinhas na lateral do carrinho. Exatamente como aqueles apresentadores de programas de vendas - Mas o carrinho é forte, tá vendo!?
...
quarta-feira, 14 de março de 2012
Cotidiano: Noite no Shopping - Chorôrô no Carro.
Toca o telefone e a voz do outro lado sacramenta:
-Vamos ao shopping. Assim que tu estiver pronto me encontra aqui.
O interlocutor entende o recado - mesmo não gostando nem um pouco do programa - concorda e consente:
-Tá.
P.S.: Quem é casado já adivinhou quem é quem no diálogo.
O Pai chega ao local marcado e vê que MC está tirando um cochilo - a bem dizer está desmaiada - e comenta:
-Vamos leva-la?
-Vamos! Porque se ela acordar e não nos vê a coisa fica feia! - Responde a mãe com gravidade peculiar.
-É.. - arrepia-se o pai recordando a noite do chorôrô.
Todos prontos. Mãe se posiciona ao volante e o Pai se espreme no banco de trás com MC no colo. A entrada no carro, malabarística, foi tranquila. Porém em alguma momento na transição do colo para a cadeirinha algo assustou MC. Fez-se o berreiro.
Obs..: Exatamente o mesmo tipo de berreiro que fez o Pai arrepiar-se no diálogo anterior. Aquele choro gritado, soluçado e incontrolável. Sabemos nós o que vem a seguir.
Pai segue os mesmo passos - todos eles absolutamente inúteis - da outra vez. Sacode, brinca, conta piadas, chama atenção para outras coisas. Nada - conforme sabido - é capaz de demover a nossa heroína da crise de choro! Ai entra em cena a mãe:
-Tá doendo alguma coisa filha!? - Pergunta a mãe aflita ao volante.
<Berros>
-Filha, então vamos para o hospital! - Ameaça a mãe em tom mais grave.
<Berros>
-Quer uma Barbie? - Desvia a tática. Já ficando impaciente.
<Berros>
-Vamos no MacDonald's!? - Mesmo subterfúgio aproximação diferente.
<Berros>
Obs.: Preciso abrir meu coração! Ao mesmo tempo que eu estava preocupado com a situação meu inconsciente expurgava uma série de dúvidas dizendo em alto e bom som:
-Tá vendo! Não é só com a gente.
Em outros momentos. Ao ouvir as ofertas da mãe não surtirem qualquer efeito o inconsciente comentava:
-É... não funcionou com a gente também, lembra!?
-Ô se lembro! - Respondo eu para mim mesmo em concordância silenciosa.
Em uma guinada - digna de um piloto de provas - a mãe envereda por uma rua secundária. Para o carro em frente a uma garagem e liga o pisca-alerta. Agarra a pequena no colo e tenta os técnicas clássicas de interrupção física de choro. Após algum tempo a crise começa a ceder. O berreiro vira choro e do choro chegamos ao choramingo. Começa a negociação para que a guria aceite sair do colo e voltar ao banco de trás:
-Filha, a mamãe não consegue dirigir contigo no colo. O papai não sabe dirigir -
Obs..: Isso foi completamente desnecessário. Poderia ter dito que o papai veio de plutão e que ainda não pode dirigir aqui, enfim...
- então tu precisa ir para o banco de trás.
<Choramingo e Negativa de Cabeça>
-Filha, o papai não sabe dirigir como vamos fazer agora!?
Obs.: Eu já disse que isso foi completamente desnecessário, né!?
<Choramingo e Negativa de Cabeça>
Obs.: Nesse momento da casa onde havíamos bloqueado - cinematograficamente - a garagem surge uma senhora. Ela jamais poderia imaginar que ao sair para fumar um cigarro iria se deparar com uma contenda familiar tão pitoresca. Ficou ela lá, assistindo a nossa negociação com a pequena e queimando um cigarro. Acho que ela pensou em se pronunciar em alguns momentos ao invés de apenas balançar a cabeça e sorrir.
Após uma longa negociação a pequena cede, com condições, para que a mãe novamente assuma o volante.
O pai senta-se agora no banco do carona e ouve a mãe soltar um suspiro:
-Ufa... - em tom de severo e sincero alívio - Nunca vi ela chorar desse jeito.
O pai sem olhar para o lado responde fazendo uma careta - que eu admito é extremamente irritante - peculiar:
-Pois eu já!
-Quando!? - Pergunta a mãe assustada.
-Aquele dia do chorôrô... - Essa noite ainda causa no pai um arrepio bem vívido - foi exatamente assim. Só que foi uma hora disso!
terça-feira, 13 de março de 2012
Cotidiano: Treinando na Bicicleta
Premissa: MC não é tão ágil com o corpo quanto é com a cabeça. Uma inegável herança paterna torna a nossa heroína um pouco - para não dizer bastante - desajeitada.
Domingo à noite MC e papai decidem que é uma boa treinar os dotes ciclísticos da pequena pedalando em volta do prédio. Lá se vão os dois felizes e preparados para, finalmente, fazer a guria pedalar com confiança.
MC têm - já aos 3 anos - alguns hábitos - para não dizer manias - interessantes. Para começar a pedalar há um ritual que precisa ser cumprido:
01 - Subir na bicicleta e apertar o freio:
Ela ainda não sabe exatamente qual a função daquela alavanca mas faz questão de checar seu funcionamento.
02 - Abaixar a cabeça, fixar o olhar nos pedais e move-los freneticamente - várias vezes mesmo - para trás.
É, eu também ainda não cheguei a conclusão do porque ela faz isso mas ela não sai do lugar se não o fizer.
03 - Reverter o movimento do passo 02 sem entretanto levantar a cabeça e - em total contrariedade a norma 01 da convenção Universal sobre ciclismo onde se lê - olhar para frente.
Lá estávamos nós depois dos rituais:
-Olha para o Papai filha! - Chama o pai ensaiando uma dancinha (unanimemente aprovada pelos que passavam na calçada) idiota.
-O que foi - pergunta a pequena parando de pedalar - Fe?
-Nada filha! Vamos começar de novo, tá!? Tu começa a pedalar e olha para o papai, tá bom!?
-Fe, como eu pedalo se eu ficar te olhando? - Indaga MC encarando o pai com uma legítima expressão de incredulidade.
-Filha, não precisa olhar para o pedal! O seu pezinho pedala sozinho.
-Ah é!? - MC indaga aos pezinhos com a mesma expressão de legítima incredulidade.
Lá fomos nós. Repetindo o ritual e as dancinhas acima inúmeras vezes - incontáveis mesmo - até que ela começou a pegar o jeito. Ainda não com as curvas é verdade. Para essa manobra mais ousada ela simplesmente desce da bicicleta e faz a tangente de uma maneira bem manual.
Depois de um aquecimento realmente fantástico o pai decide que é hora de colocar objetivos mais sólidos:
-Vamos dar a volta no prédio neném! - Anuncia o Pai encarnando o treinador do Rocky Balboa.
MC não comenta mas enche os olhinhos esmeralda de emoção e fuzila o pai pela idéia.
-Papai vai na frente para te ajudar, tá!? - Diz o pai posicionando-se à frente da ciclista-mirim.
-Não Fe! Se você for na frente como eu vou ganhar a corrida? - Protesta MC com os olhinhos ainda carregados de emoção.
-Não filha! Não tu não vai ganhar...
-Não vou ganhar!? - Entorna o caldo a pequena MC com os olhinhos esmeralda agora cheios de lágrimas - Eu vou falar com a minha mãe!
-Não, não filha! - Responde agilmente o pai evitando a hecatombe - Não vai ganhar ainda... Nós estamos apenas treinando - Recolhendo magicamente o choro e abrindo um sorriso bem generoso MC pergunta:
-Depois tem corrida, né seu biruto!? - Confirma a pequena com o extinto competitivo aflorado.
-Claro filha! - Responde o pai erguendo a chave de casa - Tem até troféu!
Retomamos a empreitada. MC já compensava as pedaladas para trás com cada vez mais pedaladas no sentido correto. O hábito de olhar para frente ainda precisava ser melhor cultivado o que forçava o pai a constantes e repetidas dancinhas patéticas.
Lá pelo fim do segundo-quarto da volta MC anúncia:
-Fe, tô com sede!
-Dá para aguentar filha? Estamos quase do outro lado - Eu acho que agora entendo as mentiras do preparadores físicos. É quase impossível motivarr alguém sem uma generosa dose delas.
-Não Fe. Eu estou com sede e muito cansada!
Desmonta da bicicleta e põe-se a correr em direção à porta. Deixando o pai atônito no meio de uma das mais performáticas dancinhas. Já a alguns metros de distância olha para trás e se oferece para uma inversão de papéis:
-Quer andar na minha bicicleta Fe? Eu posso te ajudar!
...
Domingo à noite MC e papai decidem que é uma boa treinar os dotes ciclísticos da pequena pedalando em volta do prédio. Lá se vão os dois felizes e preparados para, finalmente, fazer a guria pedalar com confiança.
MC têm - já aos 3 anos - alguns hábitos - para não dizer manias - interessantes. Para começar a pedalar há um ritual que precisa ser cumprido:
01 - Subir na bicicleta e apertar o freio:
Ela ainda não sabe exatamente qual a função daquela alavanca mas faz questão de checar seu funcionamento.
02 - Abaixar a cabeça, fixar o olhar nos pedais e move-los freneticamente - várias vezes mesmo - para trás.
É, eu também ainda não cheguei a conclusão do porque ela faz isso mas ela não sai do lugar se não o fizer.
03 - Reverter o movimento do passo 02 sem entretanto levantar a cabeça e - em total contrariedade a norma 01 da convenção Universal sobre ciclismo onde se lê - olhar para frente.
Lá estávamos nós depois dos rituais:
-Olha para o Papai filha! - Chama o pai ensaiando uma dancinha (unanimemente aprovada pelos que passavam na calçada) idiota.
-O que foi - pergunta a pequena parando de pedalar - Fe?
-Nada filha! Vamos começar de novo, tá!? Tu começa a pedalar e olha para o papai, tá bom!?
-Fe, como eu pedalo se eu ficar te olhando? - Indaga MC encarando o pai com uma legítima expressão de incredulidade.
-Filha, não precisa olhar para o pedal! O seu pezinho pedala sozinho.
-Ah é!? - MC indaga aos pezinhos com a mesma expressão de legítima incredulidade.
Lá fomos nós. Repetindo o ritual e as dancinhas acima inúmeras vezes - incontáveis mesmo - até que ela começou a pegar o jeito. Ainda não com as curvas é verdade. Para essa manobra mais ousada ela simplesmente desce da bicicleta e faz a tangente de uma maneira bem manual.
Depois de um aquecimento realmente fantástico o pai decide que é hora de colocar objetivos mais sólidos:
-Vamos dar a volta no prédio neném! - Anuncia o Pai encarnando o treinador do Rocky Balboa.
MC não comenta mas enche os olhinhos esmeralda de emoção e fuzila o pai pela idéia.
-Papai vai na frente para te ajudar, tá!? - Diz o pai posicionando-se à frente da ciclista-mirim.
-Não Fe! Se você for na frente como eu vou ganhar a corrida? - Protesta MC com os olhinhos ainda carregados de emoção.
-Não filha! Não tu não vai ganhar...
-Não vou ganhar!? - Entorna o caldo a pequena MC com os olhinhos esmeralda agora cheios de lágrimas - Eu vou falar com a minha mãe!
-Não, não filha! - Responde agilmente o pai evitando a hecatombe - Não vai ganhar ainda... Nós estamos apenas treinando - Recolhendo magicamente o choro e abrindo um sorriso bem generoso MC pergunta:
-Depois tem corrida, né seu biruto!? - Confirma a pequena com o extinto competitivo aflorado.
-Claro filha! - Responde o pai erguendo a chave de casa - Tem até troféu!
Retomamos a empreitada. MC já compensava as pedaladas para trás com cada vez mais pedaladas no sentido correto. O hábito de olhar para frente ainda precisava ser melhor cultivado o que forçava o pai a constantes e repetidas dancinhas patéticas.
Lá pelo fim do segundo-quarto da volta MC anúncia:
-Fe, tô com sede!
-Dá para aguentar filha? Estamos quase do outro lado - Eu acho que agora entendo as mentiras do preparadores físicos. É quase impossível motivarr alguém sem uma generosa dose delas.
-Não Fe. Eu estou com sede e muito cansada!
Desmonta da bicicleta e põe-se a correr em direção à porta. Deixando o pai atônito no meio de uma das mais performáticas dancinhas. Já a alguns metros de distância olha para trás e se oferece para uma inversão de papéis:
-Quer andar na minha bicicleta Fe? Eu posso te ajudar!
...
Cotidiano: Fala direito comigo...
MC chega da escola animada carregando algumas sacolas. Pai saudoso e ancioso por um afago trata de inventar algo para chamar atenção da pequena:
-Oie filha! Vem cá que o Papai tem um segredo para te contar!
MC olha desdenhosa da artimanha e sem largar as sacolas responde:
-Que é?
-Que é!? - Esbraveja o pai enquanto pega a muída...
P.S.: Ela é pequena e miúda na minha percepção! A guria é grande que só e igualmente pesada.
...- Fala direito comigo guria! Eu sou teu pai!
MC aumenta consideravelmente o desdém no olhar, mede o pai com um olhar de avalia uma berinjela e responde:
-Que é PAI?
...
-Oie filha! Vem cá que o Papai tem um segredo para te contar!
MC olha desdenhosa da artimanha e sem largar as sacolas responde:
-Que é?
-Que é!? - Esbraveja o pai enquanto pega a muída...
P.S.: Ela é pequena e miúda na minha percepção! A guria é grande que só e igualmente pesada.
...- Fala direito comigo guria! Eu sou teu pai!
MC aumenta consideravelmente o desdém no olhar, mede o pai com um olhar de avalia uma berinjela e responde:
-Que é PAI?
...
segunda-feira, 12 de março de 2012
Cotidiano: Você sabe...
Sábado preguiçoso. Papai e MC se divertem na sala. MC reclama de fome e os dois decidem fazer um lance na cozinha. Lanche feito hora de lavar a louça. Vidrada nos movimentos do pai MC dispara a pergunta:
-Você sabe lavar louça!? - Com uma cara de espanto quem descobre um talento escondido em uma pedra ou em um vazo de samambaias.
-Claro que sei filha! Infelizmente - discorre o pai enquanto afoga dois garfos em quantidades continentais de espuma - eu não atinjo o padrão de qualidade mínimo imposto pela mamãe; mas eu me esforço.
MC observa com atenção o pai alegremente drenar um tubo de detergente para limpar alguns pratos.
Hora de ir para o quarto brincar. MC com a cabeleira ao vento faz gestos repetitivos para livrar a visão das madeixas.
-Filha - levanta-se o pai preocupado - vem cá que eu vou prender seu cabelo.
MC mais uma vez maravilhada com novos talentos descobertos no pai se pergunta embasbacada:
-Você sabe prender cabelo?
...
-Você sabe lavar louça!? - Com uma cara de espanto quem descobre um talento escondido em uma pedra ou em um vazo de samambaias.
-Claro que sei filha! Infelizmente - discorre o pai enquanto afoga dois garfos em quantidades continentais de espuma - eu não atinjo o padrão de qualidade mínimo imposto pela mamãe; mas eu me esforço.
MC observa com atenção o pai alegremente drenar um tubo de detergente para limpar alguns pratos.
Hora de ir para o quarto brincar. MC com a cabeleira ao vento faz gestos repetitivos para livrar a visão das madeixas.
-Filha - levanta-se o pai preocupado - vem cá que eu vou prender seu cabelo.
MC mais uma vez maravilhada com novos talentos descobertos no pai se pergunta embasbacada:
-Você sabe prender cabelo?
...
Cotidiano: Deu merda...
-Deu Merda! - Comenta MC em tom de quem começou uma guerra nuclear derrubando um copo de café, completamente sem querer, em um painel muito importante - Deu merda!-Onde tem um pano!? -Pede a pequena em tom sério se levantando apressadamente.
Pai que brincava no quarto - e confessadamente estava dando uma olhada no FaceBook - se vira para ver o que acotecia: uma generosa poça de líquido enfeitava o chão do quarto! Quando procura a filha vê sua silueta sumir na porta do banheiro.
-Ah filha, falei para não segurar o xixi! Era só pedir! O papai ia contigo no banheiro! - Argumenta o Pai em tom conciliador.
-Não é xixi! - Responde MC com firmeza - Eu não faço xixi na calça!
-O que houve então filha!? - Pergunta o Pai encontrando espaço entre a casa Barbie e os despojos do Senhor Batata para se levantar - Por que o chão está molhado?
MC coloca a cabeça para fora do banheiro e explica.
-O salão da Barbie vazou! Vamos pegar um pano antes que a mamãe veja! Rápido! - Voltando a cabeça para dentro do banheiro e tentando controlar o vazamento no salão. Do quarto o pai - rolando de rir - ouve a filha comentar denovo em tom preocupado:
-Deu merda!
...
quinta-feira, 8 de março de 2012
Cotidiano: Escolhe outra...
Algum ponto entre o Jornal da Globo e as séries dubladas que preenchem a madrugada. MC decide que precisa - porque segundo ela mesma está muito Fedida - tomar mais um banho. Sequestra três calcinhas - uma vermelha, uma roxa e uma rosa - da roupa para passar, ajeita-as na mãozinha em formato de leque e com ares de Silvio Santos faz a pergunta de 1 milhão:
-Fe, escolhe uma calcinha muito linda para eu usar!
Pai candidato ancioso escolhe, erradamente, por gosto:
-Vamos ver! Vamos ver... - enrrola o pai para encenar indecisão - Eu escolho - em uma entonação a lá Ash - a vermelha!
-Ai Fe, escolheu errado! A vermelha é feia! - Responde MC com ares de especialista da Valisere! - Escolhe de novo!
Joga a calcinha vermelha em cima da cama e diminui as opções! O pai com certa indecisão pensa em pedir ajuda dos universitários, olha para os lados e decide arriscar:
-Qual eu vou escolher agora... - pai olhando com a atenção as opções que sobraram - Qual eu vou escolher... Já sei! A roxa!
-Não Fe! A Roxa é Feia! - Diz MC depois de um sonoro muxoxo! - A roxa é a mais feia!
-Pode escolher de novo - Jogando a calcinha roxa por cima do ombro.
Agora com toda a certeza do mundo o Pai não titulbeia e aponta convicto:
-A rosa! Eu escolho a rosa!
-Parabéns! Escolheu certo! Agora vamos tomar banho! Parte MC em direção ao banheiro. De súbito dá uma parada em frente a gaveta de bonecas, olha para o pai e sorrindo sugere:
-Vamos escolher uma Barbie para tomar banho com a gente!?
P.S.: Eu sempre achei que esse tipo de "escolha forçada" se desenvolvesse em vocês mulheres ao longo do tempo. Especialmente para deixar nós, homens, em situações embaraçosas. Mas parece que é algo que nasce com vocês! Um tipo de condicionamento involuntário que impele o gênero de vocês a isso.
Complicadas, divertidas, companheiras, inteligentes e levemente ardilosas! O que seria da nossa vida sem as mulheres!?
Feliz dia Internacional da Mulher (e das mulheres em miniatura)!
-Fe, escolhe uma calcinha muito linda para eu usar!
Pai candidato ancioso escolhe, erradamente, por gosto:
-Vamos ver! Vamos ver... - enrrola o pai para encenar indecisão - Eu escolho - em uma entonação a lá Ash - a vermelha!
-Ai Fe, escolheu errado! A vermelha é feia! - Responde MC com ares de especialista da Valisere! - Escolhe de novo!
Joga a calcinha vermelha em cima da cama e diminui as opções! O pai com certa indecisão pensa em pedir ajuda dos universitários, olha para os lados e decide arriscar:
-Qual eu vou escolher agora... - pai olhando com a atenção as opções que sobraram - Qual eu vou escolher... Já sei! A roxa!
-Não Fe! A Roxa é Feia! - Diz MC depois de um sonoro muxoxo! - A roxa é a mais feia!
-Pode escolher de novo - Jogando a calcinha roxa por cima do ombro.
Agora com toda a certeza do mundo o Pai não titulbeia e aponta convicto:
-A rosa! Eu escolho a rosa!
-Parabéns! Escolheu certo! Agora vamos tomar banho! Parte MC em direção ao banheiro. De súbito dá uma parada em frente a gaveta de bonecas, olha para o pai e sorrindo sugere:
-Vamos escolher uma Barbie para tomar banho com a gente!?
P.S.: Eu sempre achei que esse tipo de "escolha forçada" se desenvolvesse em vocês mulheres ao longo do tempo. Especialmente para deixar nós, homens, em situações embaraçosas. Mas parece que é algo que nasce com vocês! Um tipo de condicionamento involuntário que impele o gênero de vocês a isso.
Complicadas, divertidas, companheiras, inteligentes e levemente ardilosas! O que seria da nossa vida sem as mulheres!?
Feliz dia Internacional da Mulher (e das mulheres em miniatura)!
quarta-feira, 7 de março de 2012
Cotidiano: Não Esquece
Primeiras horas da manhã. MC e vovó paterna se despedem na porta.
-Fe não esquece de trancar a porta - Diz a avó enquanto saia.
-Eu não esqueço Vó Soli - Responde MC entrando na conversa no melhor estilo BOPE. A avó paterna gira sobre os calcanhares e caminha pelo corredor e prepara-se para sair MC a chama:
-Vó Solí! - Esses I's fazem jus ao acento que carregam podem acreditar - Vó Solí!
Ágil e intrepida a avó demora uns 30 segundos para dar a volta sobre si mesma:
-Oi, amiga o que houve!?
-Não esquece de por o Valente na cama.
P.S.: Valente é o apelido do K.A da avó paterna. O automóvel só realmente faz jus ao sufixo móvel por conta de uma valentia tremenda oriunda de ninguém sabe onde. Valente também são os que se aventuram a ser passagerios enquanto a avó paterna - que se recusa TERMINANTEMENTE usar óculos enquanto guia - se aventura pelo trânsito.
-Não esqueço amiga. Pode deixar.
-Tchau Vó Soli.
Mais uma vez em um movimento de rotação vertiginoso a avó paterna volta a caminhar em direção a porta.
-Vó Solííí! - Quando colocados em sequência atingem nossos I's atingem tons realmente arrasadores - Vó Sollííí!
Agora apenas com um meneio de pescoço a avó volta suas atenções para a pequena:
-Oie amiga!
-Vó Soli! Não esquece de dar comida para o seu passarinho.
P.S.: A avó paterna tem uma criação OPEN-FLEX de Pássaros Silvestres (Pardais). Ela não acredita no uso de gaiolas; então eles entram e saem do seu apartamento sem qualquer barreira e elas os alimenta sabe-se lá porque. Os filhos temem apenas que os passáros de pequeno porte que aderiram a esse estilo de vida comunitário convidem outros - de porte mais avantajado (urubus) - para fazer parte dessa família.
A avó respira fundo e parte - mais uma vez - em direção a porta.
-Vó Solíííííííííííííííííííííííí - Não esqueçam da entonação e da repetição! - espera! Avó escora-se em uma parede, deixa cair a bolsa do ombro, dá seu suspiro - praticamente uma bufada - característico e responde:
-Amiga tá tarde! A Vó Soli precisa ir embora.
-Vó Soli não esquece de trazer jornal para a Safira!
E lá se vai a avó, extenuada da conversa de corredor. em direção a porta.
-Vó Solíííííííííííííííííííííííííííííííííííííííííííí - Vocês já pegaram o jeito com os I's, certo!?
Com a paciência já naufragada a avó paterna se vira esforçadamente para encarar a neta:
-Ai amiga! O que foi agora?
-Vó Soli não esquece.... - pausa - ... - ainda pausado - ... Esqueci!
Fechou a porta em um lufada de vento de furacão categoria 5 deixando a avó no escuro do Hall.
...
-Fe não esquece de trancar a porta - Diz a avó enquanto saia.
-Eu não esqueço Vó Soli - Responde MC entrando na conversa no melhor estilo BOPE. A avó paterna gira sobre os calcanhares e caminha pelo corredor e prepara-se para sair MC a chama:
-Vó Solí! - Esses I's fazem jus ao acento que carregam podem acreditar - Vó Solí!
Ágil e intrepida a avó demora uns 30 segundos para dar a volta sobre si mesma:
-Oi, amiga o que houve!?
-Não esquece de por o Valente na cama.
P.S.: Valente é o apelido do K.A da avó paterna. O automóvel só realmente faz jus ao sufixo móvel por conta de uma valentia tremenda oriunda de ninguém sabe onde. Valente também são os que se aventuram a ser passagerios enquanto a avó paterna - que se recusa TERMINANTEMENTE usar óculos enquanto guia - se aventura pelo trânsito.
-Não esqueço amiga. Pode deixar.
-Tchau Vó Soli.
Mais uma vez em um movimento de rotação vertiginoso a avó paterna volta a caminhar em direção a porta.
-Vó Solííí! - Quando colocados em sequência atingem nossos I's atingem tons realmente arrasadores - Vó Sollííí!
Agora apenas com um meneio de pescoço a avó volta suas atenções para a pequena:
-Oie amiga!
-Vó Soli! Não esquece de dar comida para o seu passarinho.
P.S.: A avó paterna tem uma criação OPEN-FLEX de Pássaros Silvestres (Pardais). Ela não acredita no uso de gaiolas; então eles entram e saem do seu apartamento sem qualquer barreira e elas os alimenta sabe-se lá porque. Os filhos temem apenas que os passáros de pequeno porte que aderiram a esse estilo de vida comunitário convidem outros - de porte mais avantajado (urubus) - para fazer parte dessa família.
A avó respira fundo e parte - mais uma vez - em direção a porta.
-Vó Solíííííííííííííííííííííííí - Não esqueçam da entonação e da repetição! - espera! Avó escora-se em uma parede, deixa cair a bolsa do ombro, dá seu suspiro - praticamente uma bufada - característico e responde:
-Amiga tá tarde! A Vó Soli precisa ir embora.
-Vó Soli não esquece de trazer jornal para a Safira!
E lá se vai a avó, extenuada da conversa de corredor. em direção a porta.
-Vó Solíííííííííííííííííííííííííííííííííííííííííííí - Vocês já pegaram o jeito com os I's, certo!?
Com a paciência já naufragada a avó paterna se vira esforçadamente para encarar a neta:
-Ai amiga! O que foi agora?
-Vó Soli não esquece.... - pausa - ... - ainda pausado - ... Esqueci!
Fechou a porta em um lufada de vento de furacão categoria 5 deixando a avó no escuro do Hall.
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terça-feira, 6 de março de 2012
Cotidiano: Dedo-Duro!
Professores e Coordenadores confabulando no Intervalo:
-A voz da MC da Lili estão bem parecidas, né!? - Comenta a Professora - É difícil saber qual das duas está chamando na hora de limpar!?
-Limpar!? - Responde a Coordenadora (Amiga da Família) - Como assim!? A MC só faz cocô na fralda! Os pais estão em uma luta constante para convence-la de usar a privada!
-Aqui ela usa a privada! Se eu não me engano umas 3 ou 4 vezes já tive de limpa-la! - Argumenta a professora incrédula.
-MC vem cá... - Chama a Coordenadora querendo explicações - a Tia Lê quer te perguntar uma coisa.
MC faceira e em seu habitual semblante de calma atende ao chamado.
-A Tia Fabi acbou de me contar que tu faz cocô na privada aqui na escola, é verdade!?
MC imediatamente enche os olinhos esmeralda de emoção, cobre a professora com um daqueles olhares fulminantes e , aposto, pensa consigo mesma: Dedo-Duro!
-A voz da MC da Lili estão bem parecidas, né!? - Comenta a Professora - É difícil saber qual das duas está chamando na hora de limpar!?
-Limpar!? - Responde a Coordenadora (Amiga da Família) - Como assim!? A MC só faz cocô na fralda! Os pais estão em uma luta constante para convence-la de usar a privada!
-Aqui ela usa a privada! Se eu não me engano umas 3 ou 4 vezes já tive de limpa-la! - Argumenta a professora incrédula.
-MC vem cá... - Chama a Coordenadora querendo explicações - a Tia Lê quer te perguntar uma coisa.
MC faceira e em seu habitual semblante de calma atende ao chamado.
-A Tia Fabi acbou de me contar que tu faz cocô na privada aqui na escola, é verdade!?
MC imediatamente enche os olinhos esmeralda de emoção, cobre a professora com um daqueles olhares fulminantes e , aposto, pensa consigo mesma: Dedo-Duro!
Cotidiano: Chorôrô - A Vingança
MC escala o pai para brincar de mamãe/professora e filhinho. Não é preciso dizer qual era o papel do pai nessa brincadeira.
Tudo transcorria bem até que o pai tem uma inspiração Maquiavélica: Hora de ir a forra do Chorôrô!
P.S.:
-Que absurdo! Ir a forra com uma criança de 03 anos! - Gritam vocês - Ela nem sequer entende esse conceito e nem mesmo se lembra do incidente em questão.
-Concordo - respondo em tom calmo - concordo com todos os seus argumentos; e muito imaturamente não levei nada disso em consideração!
-Buá! Buá! Buá! - Chora, Shakesperianemente, o pai encarnando o papel - Eu quero a minha mãe!
-Calma menino - Responde MC tentando contornar o embrolho - sua mãe saiu mas já volta!
Argumento que o pai responde com mais choro e mais apelos pela mãe.
-Menino quer guaranapo (a.k.a: guaraná)!? Eu faço uma mamadeira para você! - Emennda MC passando a mão na cabeça do pai que se escondia para não ser pego na risada.
-Menino! Para de chorar! Que coisa feia! Sua mãe já volta. Quer brincar de desenhar?
Nada parece aplacar o choro gargalhante do pai. MC perde a tão famosa paciência e corre para o quarto onde a avó paterna assitia a novela:
-Mãe dele! Mãe dele! Pode vir na sala fazer o seu filho parar de chorar!? Ele quer você mãe dele...
A avó vem até a sala e é confrontada com a situação:
-Mãe dele! Esse seu filho é muito chorão! Bebê que não sabe ficar longe da mãe não pode vir na escola!
...
Tudo transcorria bem até que o pai tem uma inspiração Maquiavélica: Hora de ir a forra do Chorôrô!
P.S.:
-Que absurdo! Ir a forra com uma criança de 03 anos! - Gritam vocês - Ela nem sequer entende esse conceito e nem mesmo se lembra do incidente em questão.
-Concordo - respondo em tom calmo - concordo com todos os seus argumentos; e muito imaturamente não levei nada disso em consideração!
-Buá! Buá! Buá! - Chora, Shakesperianemente, o pai encarnando o papel - Eu quero a minha mãe!
-Calma menino - Responde MC tentando contornar o embrolho - sua mãe saiu mas já volta!
Argumento que o pai responde com mais choro e mais apelos pela mãe.
-Menino quer guaranapo (a.k.a: guaraná)!? Eu faço uma mamadeira para você! - Emennda MC passando a mão na cabeça do pai que se escondia para não ser pego na risada.
-Menino! Para de chorar! Que coisa feia! Sua mãe já volta. Quer brincar de desenhar?
Nada parece aplacar o choro gargalhante do pai. MC perde a tão famosa paciência e corre para o quarto onde a avó paterna assitia a novela:
-Mãe dele! Mãe dele! Pode vir na sala fazer o seu filho parar de chorar!? Ele quer você mãe dele...
A avó vem até a sala e é confrontada com a situação:
-Mãe dele! Esse seu filho é muito chorão! Bebê que não sabe ficar longe da mãe não pode vir na escola!
...
domingo, 4 de março de 2012
Cotidiano: Mas você volta...
Depois do incidente dessa semana passada - Cotidiano: O Chorôrô - MC anda ressabiada a qualquer sáida da mãe.
Sábado preguiçoso, MC e mãe acordam e o pai finje na sala que isso não afeta seu sono.
P.S.:
-Quando ele passou a dormir na sala!? - O que aconteceu!? -Eles brigaram!? - Crise na família!?
Não leitores, o motivo é mais simples não obstânte de ser cômico. Jogamos fora o sofá velho sem antes pesquisar o quanto custa - Ou as lojas dizem custar. Porque vários pedaços de madeira, com um pouco de enchimento coberto por um tecido de gosto e cores duvidosos não pode ter um preço fixado em 4 dígitos. Enfim... - um novo. Temporariamente deslocamos a cama da MC para a sala para servir como sofá. Infelizmente, uma cama de casal comporta apenas um adulto e uma criança que brinca de estrela-do-mar enquanto dorme.
P.S2.: Quando vierem em casa pensem muito - mas muito mesmo - antes de flatular no nosso "sofá". Porque ali dorme alguém! Alguém bastante vingativo.
MC dá início aos trabalhos e pede uma mamadeira:
-Gordinho Gostoso! Faz uma mamadeira pra mim! - Grita sem cerimônia MC do quarto.
Cansado o pai continua em modo camuflado e prefere não responder. Mãe pró-ativa assume o fardo:
-O papai tá dormindo filha. A mamãe faz seu mamá!
-Não! O Fe faz - Discute MC resoluta.
-Não filha! A mamãe vai fazer. - Resolve a mãe; já levantando da cama.
-Mãe, mãe, mãe...- Grita MC aflita.
-Que houve filha!?
-Mas você volta, né?
...
Sábado preguiçoso, MC e mãe acordam e o pai finje na sala que isso não afeta seu sono.
P.S.:
-Quando ele passou a dormir na sala!? - O que aconteceu!? -Eles brigaram!? - Crise na família!?
Não leitores, o motivo é mais simples não obstânte de ser cômico. Jogamos fora o sofá velho sem antes pesquisar o quanto custa - Ou as lojas dizem custar. Porque vários pedaços de madeira, com um pouco de enchimento coberto por um tecido de gosto e cores duvidosos não pode ter um preço fixado em 4 dígitos. Enfim... - um novo. Temporariamente deslocamos a cama da MC para a sala para servir como sofá. Infelizmente, uma cama de casal comporta apenas um adulto e uma criança que brinca de estrela-do-mar enquanto dorme.
P.S2.: Quando vierem em casa pensem muito - mas muito mesmo - antes de flatular no nosso "sofá". Porque ali dorme alguém! Alguém bastante vingativo.
MC dá início aos trabalhos e pede uma mamadeira:
-Gordinho Gostoso! Faz uma mamadeira pra mim! - Grita sem cerimônia MC do quarto.
Cansado o pai continua em modo camuflado e prefere não responder. Mãe pró-ativa assume o fardo:
-O papai tá dormindo filha. A mamãe faz seu mamá!
-Não! O Fe faz - Discute MC resoluta.
-Não filha! A mamãe vai fazer. - Resolve a mãe; já levantando da cama.
-Mãe, mãe, mãe...- Grita MC aflita.
-Que houve filha!?
-Mas você volta, né?
...
sábado, 3 de março de 2012
Cotidiano: Ô Chorôrô
Uma noite qualquer dessa semana deveria ter sido a noite de Papai e MC. A primeira delas na verdade; eu nunca fiquei 100% só com a fera; pelo menos não é um período muito grande de tempo. Quem a conhece sabe que ela é que GRUDADA na mãe - relação simbiótica, temperada com cola de madeira e confeitada com argamassa - de um jeito bem peculiar:
-Toda criança é - Vocês em coro respondem.
-Sim, mas a Maria Clara vale por uma centena de pequenos grudentinhos - Respondo eu sem sorrir.
Voltando ao assunto - Interrompam-me se vocês tiveram alguma dúvida ou constatação, pertinente, a fazer - era para ser uma noite de pai e filha. Confesso que passei o dia um pouco tenso. Afinal de contas ter energia para cuidar de uma criança de 3 anos - sem qualquer preparo específico (ex.: pedagogia, magistério, hipinoze, domesticar animais selvagens, guerra de trincheiras...) - é tarefa ardua. Confesso ainda que tirei alguns cochilos - que meu chefe não me leia -, me alimentei bem, enfim fiz tudo que qualquer pai ancioso faria.
Chegou a noite e tudo corria dentro do esperado, a mãe saiu de fininho e ficamos lá: eu e ela e ela e eu. Consegui, confesso, enrrola-la por 5 minutos até que veio a pergunta aterradora, aterrorizante e atordoante:
-Cade a minha mãe!?
Pai em tom calmo e controlado
-Ela saiu filha, volta já!? - Novamente a pergunta agora já carregada de emoção:
-Cade a minha mãe!?
Bom, essas foram as últimas palavras fáceis de se entender naquela noite o que se seguiu foi um chorôrô de 1 hora - sim senhoras e senhores 1 hora - ininterrupta.
3 minutos:
Pensei comigo: Vou abraça-la, sacudi-la e daqui a pouco isso passa...
5 minutos:
Completamente exausto de sacudi-la comecei a chantagem: Quer...? Ofereci tudo que vocês possam imagnar - algumas coisas que eu não tinha condição nenhuma de cumprir aliás - e nada deu resultado.
7 minutos:
Sem ter como qubebrar a resolução da guria era hora das palhaçadas físicas: Rolei, pulei, cai e cai denovo e bati a cabeça na parede - algumas vezes eu esqueci que era incenação - com força.
9 minutos:
Finalmente um pedido:
-Colo em pé!
Bom, quem a conhece e já a pegou no colo sabe que um pedido desse faz a sua servical ameaçar:
-É isso! Ou ela ou eu!
Infelizmente para a minha servical ela não chora descontroladamente! Lá fui eu com ela no colo. Eis que ela - que até então me chutava e repudiava contato - se agarra em mim...
P.S.: Senhoras e Senhores todo esse tempo vocês computem com ela chorando aos berros. Não é choramingo é berro! Entenderam!? BERROS!
... e eu logo pensei: Tenho uma chance! Levei-a até a janela e começei a contar carros:
-Em que carro a mamãe tá!?
Desisti dos carros - berros - e pensei em outra coisa
15 minutos:
Outro pedido - Quero falar com a mamãe!
Bom - pensei comigo - quem sabe ouvindo a voz da mãe ela se acalma e eu controno a situação.
O que era ruim acabara de piorar! Ao telefone ela SOLUÇAVA - ainda berrando - como se eu a tivesse jogado aos tubarões.
18 minutos:
Rua! Rua sempre acalma as crianças. Vesti o que encontrei a mão e fiz o mesmo com ela. Lá estávamos nós - cosplay de Saltibancos Trapalhões - tentando sair de casa e - denovo na fase das ofertas - oferecendo um mundo de delícias da Padaria! Nem pelo Hall nós passamos...
21 minutos:
Mãe liga de volta e já anuncia que está a caminho de casa. Desistiu do compromisso e está retornando. O que era devastador ficou ecatombico. Além de berrar, soluçar e querer colo em pé tinhamos uma criança anciosa.
1 hora:
Até a chegada da mãe - do compromisso não cumprido - foram mais 40 minutos de choro estridente, soluçante e ancioso. Tudo isso simplesmente cessou quando o objeto da angústia cruzou a porta e deu-lhe um abraço. Até risadas eu pude ouvir ao fundo.
Minha cervical rompeu relações comigo me acusando de masoquismo e prometeu que a única linguagem que nos unirá de agora em diante será: a dor.
Retirei-me em um muchocho e uma cara de desolação para dentro de mim mesmo. Culpado por não oeferecer qualquer segurança à minha pequena.
Como pode um sujeito de 32 anos - semi-maduro, consciente e criativo - não controlar uma criança de 03 anos com quem ele convive todos os dias. Eu optei por trabalhar em casa justamente para conviver com ela. Justamente tudo isso falhou...
Na noite seguinte veio a constatação mais dolorida de uma pedagoga amiga da família:
-Ela não te enxerga como pai. Tu faz tudo por ela, sabemos disso, mas faz tudo quando a mãe manda. Na cabecinha dela se a mãe não estiver aqui tu não vais saber fazer nada.
Dolorido mas completamente verdadeiro! Ela não me enxerga como pai. Um amiguinho grande talvez mas sem qualquer autoridade sobre ela e sem qualquer autonomia pada tomar decisões por mim mesmo. Realmente eu faço tudo por ela! Desde que acionado préviamente em resumo: cumpro ordens.
Não ordens no sentido clássico mas atendo pedidos a medida que eles surgem. É basicamente como eu ganho a vida: atendendo pedidos. Sem muita iniciativa própria apenas atendendo pedidos.
O que mudar? Ter iniciativa! Antecipar-me necessidades dela e mostrar que eu posso ser tão efeciente quanto a mãe dela. Claro, mãe é mãe e sempre será assim. Só que eu preciso ser um pai confiável em que ela possa sentir-se segura de estar com...
Berros - senhoras e senhores - berros!
-Toda criança é - Vocês em coro respondem.
-Sim, mas a Maria Clara vale por uma centena de pequenos grudentinhos - Respondo eu sem sorrir.
Voltando ao assunto - Interrompam-me se vocês tiveram alguma dúvida ou constatação, pertinente, a fazer - era para ser uma noite de pai e filha. Confesso que passei o dia um pouco tenso. Afinal de contas ter energia para cuidar de uma criança de 3 anos - sem qualquer preparo específico (ex.: pedagogia, magistério, hipinoze, domesticar animais selvagens, guerra de trincheiras...) - é tarefa ardua. Confesso ainda que tirei alguns cochilos - que meu chefe não me leia -, me alimentei bem, enfim fiz tudo que qualquer pai ancioso faria.
Chegou a noite e tudo corria dentro do esperado, a mãe saiu de fininho e ficamos lá: eu e ela e ela e eu. Consegui, confesso, enrrola-la por 5 minutos até que veio a pergunta aterradora, aterrorizante e atordoante:
-Cade a minha mãe!?
Pai em tom calmo e controlado
-Ela saiu filha, volta já!? - Novamente a pergunta agora já carregada de emoção:
-Cade a minha mãe!?
Bom, essas foram as últimas palavras fáceis de se entender naquela noite o que se seguiu foi um chorôrô de 1 hora - sim senhoras e senhores 1 hora - ininterrupta.
3 minutos:
Pensei comigo: Vou abraça-la, sacudi-la e daqui a pouco isso passa...
5 minutos:
Completamente exausto de sacudi-la comecei a chantagem: Quer...? Ofereci tudo que vocês possam imagnar - algumas coisas que eu não tinha condição nenhuma de cumprir aliás - e nada deu resultado.
7 minutos:
Sem ter como qubebrar a resolução da guria era hora das palhaçadas físicas: Rolei, pulei, cai e cai denovo e bati a cabeça na parede - algumas vezes eu esqueci que era incenação - com força.
9 minutos:
Finalmente um pedido:
-Colo em pé!
Bom, quem a conhece e já a pegou no colo sabe que um pedido desse faz a sua servical ameaçar:
-É isso! Ou ela ou eu!
Infelizmente para a minha servical ela não chora descontroladamente! Lá fui eu com ela no colo. Eis que ela - que até então me chutava e repudiava contato - se agarra em mim...
P.S.: Senhoras e Senhores todo esse tempo vocês computem com ela chorando aos berros. Não é choramingo é berro! Entenderam!? BERROS!
... e eu logo pensei: Tenho uma chance! Levei-a até a janela e começei a contar carros:
-Em que carro a mamãe tá!?
Desisti dos carros - berros - e pensei em outra coisa
15 minutos:
Outro pedido - Quero falar com a mamãe!
Bom - pensei comigo - quem sabe ouvindo a voz da mãe ela se acalma e eu controno a situação.
O que era ruim acabara de piorar! Ao telefone ela SOLUÇAVA - ainda berrando - como se eu a tivesse jogado aos tubarões.
18 minutos:
Rua! Rua sempre acalma as crianças. Vesti o que encontrei a mão e fiz o mesmo com ela. Lá estávamos nós - cosplay de Saltibancos Trapalhões - tentando sair de casa e - denovo na fase das ofertas - oferecendo um mundo de delícias da Padaria! Nem pelo Hall nós passamos...
21 minutos:
Mãe liga de volta e já anuncia que está a caminho de casa. Desistiu do compromisso e está retornando. O que era devastador ficou ecatombico. Além de berrar, soluçar e querer colo em pé tinhamos uma criança anciosa.
1 hora:
Até a chegada da mãe - do compromisso não cumprido - foram mais 40 minutos de choro estridente, soluçante e ancioso. Tudo isso simplesmente cessou quando o objeto da angústia cruzou a porta e deu-lhe um abraço. Até risadas eu pude ouvir ao fundo.
Minha cervical rompeu relações comigo me acusando de masoquismo e prometeu que a única linguagem que nos unirá de agora em diante será: a dor.
Retirei-me em um muchocho e uma cara de desolação para dentro de mim mesmo. Culpado por não oeferecer qualquer segurança à minha pequena.
Como pode um sujeito de 32 anos - semi-maduro, consciente e criativo - não controlar uma criança de 03 anos com quem ele convive todos os dias. Eu optei por trabalhar em casa justamente para conviver com ela. Justamente tudo isso falhou...
Na noite seguinte veio a constatação mais dolorida de uma pedagoga amiga da família:
-Ela não te enxerga como pai. Tu faz tudo por ela, sabemos disso, mas faz tudo quando a mãe manda. Na cabecinha dela se a mãe não estiver aqui tu não vais saber fazer nada.
Dolorido mas completamente verdadeiro! Ela não me enxerga como pai. Um amiguinho grande talvez mas sem qualquer autoridade sobre ela e sem qualquer autonomia pada tomar decisões por mim mesmo. Realmente eu faço tudo por ela! Desde que acionado préviamente em resumo: cumpro ordens.
Não ordens no sentido clássico mas atendo pedidos a medida que eles surgem. É basicamente como eu ganho a vida: atendendo pedidos. Sem muita iniciativa própria apenas atendendo pedidos.
O que mudar? Ter iniciativa! Antecipar-me necessidades dela e mostrar que eu posso ser tão efeciente quanto a mãe dela. Claro, mãe é mãe e sempre será assim. Só que eu preciso ser um pai confiável em que ela possa sentir-se segura de estar com...
Berros - senhoras e senhores - berros!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Cotidiano: Pode jogar fora
Tarde da Noite. No front doméstico MC aterroriza todos sequencialmente - cachorro, pai, mãe e volte ao ínício - sem qualquer tarço de sono. Furiosa a Mãe-Genenral decreta o toque de recolher. MC imediatamente corre para o quarto, onde o pai jogava video-game, e anuncia:
-Fe, viu o que a minha mãe falou!?
Pai-Soldado no meio de uma Quest importante posterga:
-Filha, eu já estou desligando...
MC-Ordenança, impaciente, repete as ordens do Mãe-Genenral:
-Fe, a minha mãe falou que é para desligar TUDO! A gente vai dormir!
Girando sobre os calcanhares MC-Ordenança volta a sala e reporta o status da missão:
-Mãe, o Fe não entendeu que é para desligar.
Mãe-Genenral reforeça o tom de ordem e decreta:
-Filha manda ele desligar AGORA. Senão eu vou jogar o video-game fora!
MC-Ordenança corre de volta ao quarto, em um bote preciso toma o controle das mãos do Pai-soldado e no mesmo fôlego volta para a sala orgulhosa:
-Pronto Mãe! Pode jogar fora...
-Fe, viu o que a minha mãe falou!?
Pai-Soldado no meio de uma Quest importante posterga:
-Filha, eu já estou desligando...
MC-Ordenança, impaciente, repete as ordens do Mãe-Genenral:
-Fe, a minha mãe falou que é para desligar TUDO! A gente vai dormir!
Girando sobre os calcanhares MC-Ordenança volta a sala e reporta o status da missão:
-Mãe, o Fe não entendeu que é para desligar.
Mãe-Genenral reforeça o tom de ordem e decreta:
-Filha manda ele desligar AGORA. Senão eu vou jogar o video-game fora!
MC-Ordenança corre de volta ao quarto, em um bote preciso toma o controle das mãos do Pai-soldado e no mesmo fôlego volta para a sala orgulhosa:
-Pronto Mãe! Pode jogar fora...
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