A avó materna mostra a neta sua mais nova aquisição: uma necessaire com estampa de pele de onça.
MC assoberbada pelo objeto de gosto deveras duvidoso coloca as mãos em
forma de cuia para acomodá-lo e cuida dele como um pequeno tesouro;
examina, observa e admira.
Depois de inspecioná-lo por alguns instantes pergunta à avó com um ar da mais pura e profunda admiração:
-Ela morreu!?
A avó sem poder sequer remotamente entender o porque da pergunta indaga desavisada:
-Quem morreu baby!?
MC ainda admirando no novo utensílio da avó explica:
-A onça, Soli - e levantando os olhos com um semblante de completa admiração - ela morreu!?
A avó materna tomou uma fração de segundo para refletir sobre o assunto
e quando tinha finalmente uma resposta não tinha mais uma ouvinte.
MC já tinha chego a sala com a Necessaire nas mãos e exultante da bravura da avó:
-Pai! - grita eufórica - Sabe o que sua mãe é!?
O pai absorto por um livro qualquer indaga despreocupadamente:
-O que ela é filha!?
A pequena então oferece ao pai o objeto com o cuidado de quem entrega o
mais fino dos cristais e diz absolutamente orgulhosa da bravura de sua
arvore genealógica:
-Caçadora de Onças!
...
domingo, 30 de março de 2014
sexta-feira, 28 de março de 2014
É a escola!
Em uma ação cinematográfica MC vence as defesas da avó e descaradamente
furta lascas preciosas de calabresa. Bem prórima de perder para a neta
toda a cobertura da pizz a indefesa senhora soa o alarme:
-Hey baby - em tom inimitável que mistura bronca e brincadeira - Por que não pediu esse sabor!?
Pega no ato MC não se intimida e deixa claro que aquela subtração alimentícia é perfeitamente justificável:
-Porque o titio coloca muita cebola!
-Sabia que quem come cebola fica muito inteligente!? - Interrompe o pai fazendo valer a autoridade a ele conferida.
A pequena não se aflige e responde em tom cordial:
-Cebola não deixa ninguém inteligente, pai!
E para acobertar sua fuga lança ao pai uma pergunta enigmática:
-Sabe o que deixa a gente inteligente!?
-O que!? Pergunta o pai já sem esperanças e trancafiar a pequena meliante.
MC sorri, levanta-se com o fruto do roubo e enquanto prepara-se para partir para seu esconderijo responde:
-É a escola!
...
-Hey baby - em tom inimitável que mistura bronca e brincadeira - Por que não pediu esse sabor!?
Pega no ato MC não se intimida e deixa claro que aquela subtração alimentícia é perfeitamente justificável:
-Porque o titio coloca muita cebola!
-Sabia que quem come cebola fica muito inteligente!? - Interrompe o pai fazendo valer a autoridade a ele conferida.
A pequena não se aflige e responde em tom cordial:
-Cebola não deixa ninguém inteligente, pai!
E para acobertar sua fuga lança ao pai uma pergunta enigmática:
-Sabe o que deixa a gente inteligente!?
-O que!? Pergunta o pai já sem esperanças e trancafiar a pequena meliante.
MC sorri, levanta-se com o fruto do roubo e enquanto prepara-se para partir para seu esconderijo responde:
-É a escola!
...
segunda-feira, 17 de março de 2014
O dia acabou de chegar!
MC pegara no sono as 21:45; fato que os pais e os vizinhos consideram
raro e digno de comemoração silenciosa - para não despertar o
mini-craken.
Por volta das 00:00 enquanto era sutilmente guiada ao seu quarto depois de ter "regado" a cama dos pais a pequena abre os doces olhios esverdeados e fuzila as esperanças de uma madrugada tranquila:
-Já é de dia!? - Pergunta faceira.
-Não filha - responde o pai enquanto a ajeitava na cama - ainda é...
-Vamos brincar!
E madrugada à fora MC pulou, brincou, tomou bronca, chorou, encenou, quis que o pai dormisse com ela de mãos dadas para que ela não tivesse pesadelos, desistiu em seguida da mão, dos pesadelos e do sono em prol de um desenho de TV, aborreceu o cachorro, tropeçou na própria bagunça, reclamou que seu quarto vive bagunçado, começou uma arrumação, reclamou que naquela casa ninguém ajuda as crianças nas tarefas, desistiu da arrumação, resolveu que ascender as luzes para desenhar seria uma excelente ideia, voltou para apaga-las enquanto tentava dissipar o calor e a ardência nas nádegas, desenhou e leu no escuro; entre cochilos e vigilias os pais ora tentavam fazer com que ela dormisse ora se entregavam exaustos ao sono.
Por volta de seis da manhã, MC ainda acordada assitia desenhos; deitada confortavelmente sobre o dorso do cão:
-Maria Clara! - esbraveja a mãe tentando não pegar no sono no meio da bronca.
-Vem dormir agora! - e apontando vigorosamente os primeiro raios de sol que trapassavam a janela fecha o argumento:
- Já está claro!
MC beija o focinho do cão, vira-se para mãe e põe à prova toda a hierarquia e ordenança vigentes:
-Mas mãe - diz em tom de advogado yuppie de seriados importados enquanto prepara o argumento decisivo contra a corrupção do sistema - tu não me disse que era muito saudável acordar cedo!?
E absolutamente contente por estar certa aponta a luminosidade que apenas começava a aumentar do lado de fora da janela:
-Olha - apontando vigorosa e alegremente a vidraça:
-O dia acabou de chegar!
...
Por volta das 00:00 enquanto era sutilmente guiada ao seu quarto depois de ter "regado" a cama dos pais a pequena abre os doces olhios esverdeados e fuzila as esperanças de uma madrugada tranquila:
-Já é de dia!? - Pergunta faceira.
-Não filha - responde o pai enquanto a ajeitava na cama - ainda é...
-Vamos brincar!
E madrugada à fora MC pulou, brincou, tomou bronca, chorou, encenou, quis que o pai dormisse com ela de mãos dadas para que ela não tivesse pesadelos, desistiu em seguida da mão, dos pesadelos e do sono em prol de um desenho de TV, aborreceu o cachorro, tropeçou na própria bagunça, reclamou que seu quarto vive bagunçado, começou uma arrumação, reclamou que naquela casa ninguém ajuda as crianças nas tarefas, desistiu da arrumação, resolveu que ascender as luzes para desenhar seria uma excelente ideia, voltou para apaga-las enquanto tentava dissipar o calor e a ardência nas nádegas, desenhou e leu no escuro; entre cochilos e vigilias os pais ora tentavam fazer com que ela dormisse ora se entregavam exaustos ao sono.
Por volta de seis da manhã, MC ainda acordada assitia desenhos; deitada confortavelmente sobre o dorso do cão:
-Maria Clara! - esbraveja a mãe tentando não pegar no sono no meio da bronca.
-Vem dormir agora! - e apontando vigorosamente os primeiro raios de sol que trapassavam a janela fecha o argumento:
- Já está claro!
MC beija o focinho do cão, vira-se para mãe e põe à prova toda a hierarquia e ordenança vigentes:
-Mas mãe - diz em tom de advogado yuppie de seriados importados enquanto prepara o argumento decisivo contra a corrupção do sistema - tu não me disse que era muito saudável acordar cedo!?
E absolutamente contente por estar certa aponta a luminosidade que apenas começava a aumentar do lado de fora da janela:
-Olha - apontando vigorosa e alegremente a vidraça:
-O dia acabou de chegar!
...
quinta-feira, 13 de março de 2014
Tudo com o meu nome!
A caminho da escola MC interpola a mãe com um pedido de relatório:
-Mãe, tu e meu pai já começaram a preparar a minha festa de 6 anos!?
Nota:
O aniversário da madame é em Setembro e ainda nem bem chegamos ao meio de Março.
-Já estamos pensando em algumas coisas filha - diz a mãe achando tratar-se de apenas curiosidade passageira.
MC, em ares de cliente, começa a colocar suas ideias para o breifing:
-Sabe mãe - diz em tom coloquial - eu quero que tu fale para o meu pai caprichar nas coisas.
A mãe então, gerente de projeto, deixa que a cliente discorra sobre sua visão do produto:
-Eu quero bastante coisas diferentes da Cinderella... - e parece que voltando de um transe completa rapidamente completa:
-...todas com o meu nome.
Continua enquanto demonstra no ar de maneira absolutamente casual as dimensões das peças que criou na cabeça:
-Eu quero maletinhas de acrílico com a Cinderela...
E novamente para não deixar dúvidas quanto a quem pertence toda aquela criatividade reforça:
-...e com o meu nome!
Pigarreia, ajeita-se na própria visão do sonho e continua:
-Eu quero aqueles tubetes de balas.
-Com a Cinderela...
-.. e meu nome!
Ao passarem pela banca de jornal MC começa a perguntar sobre as possibilidades da equipe de criação:
-Será que meu pai sabe fazer uma revista da Cinderella...
E apenas para não deixar que o conceito se perca reforça:
-...com o meu nome!?
-A foto da Cinderella e escrito Maria Clara, entendeu mãe!?
A mãe assente com a cabeça e toma notas mentais dos pedidos. Chegando à porta da escola Mc beija a mãe no rosto e deixa claro quais são suas expectativas quanto a agencia contratada para coordenar os preparativos da sua festa:
-Então mãe, esse ano eu quero muitas novidades.
-Quero tudo da Cinderella!
-Vamos ver filha - diz a mãe pensando em como fazer caber tantos desejos em um orçamento limitado.
MC então dá uma volta sobre os calcanhares e transmite a mãe algo que ela talvez tivesse esquecido de mencionar:
-Mãe...- grita enquanto esta se afasta em direção ao portão.
-...e não esquece de colocar tudo com o meu nome!
...
-Mãe, tu e meu pai já começaram a preparar a minha festa de 6 anos!?
Nota:
O aniversário da madame é em Setembro e ainda nem bem chegamos ao meio de Março.
-Já estamos pensando em algumas coisas filha - diz a mãe achando tratar-se de apenas curiosidade passageira.
MC, em ares de cliente, começa a colocar suas ideias para o breifing:
-Sabe mãe - diz em tom coloquial - eu quero que tu fale para o meu pai caprichar nas coisas.
A mãe então, gerente de projeto, deixa que a cliente discorra sobre sua visão do produto:
-Eu quero bastante coisas diferentes da Cinderella... - e parece que voltando de um transe completa rapidamente completa:
-...todas com o meu nome.
Continua enquanto demonstra no ar de maneira absolutamente casual as dimensões das peças que criou na cabeça:
-Eu quero maletinhas de acrílico com a Cinderela...
E novamente para não deixar dúvidas quanto a quem pertence toda aquela criatividade reforça:
-...e com o meu nome!
Pigarreia, ajeita-se na própria visão do sonho e continua:
-Eu quero aqueles tubetes de balas.
-Com a Cinderela...
-.. e meu nome!
Ao passarem pela banca de jornal MC começa a perguntar sobre as possibilidades da equipe de criação:
-Será que meu pai sabe fazer uma revista da Cinderella...
E apenas para não deixar que o conceito se perca reforça:
-...com o meu nome!?
-A foto da Cinderella e escrito Maria Clara, entendeu mãe!?
A mãe assente com a cabeça e toma notas mentais dos pedidos. Chegando à porta da escola Mc beija a mãe no rosto e deixa claro quais são suas expectativas quanto a agencia contratada para coordenar os preparativos da sua festa:
-Então mãe, esse ano eu quero muitas novidades.
-Quero tudo da Cinderella!
-Vamos ver filha - diz a mãe pensando em como fazer caber tantos desejos em um orçamento limitado.
MC então dá uma volta sobre os calcanhares e transmite a mãe algo que ela talvez tivesse esquecido de mencionar:
-Mãe...- grita enquanto esta se afasta em direção ao portão.
-...e não esquece de colocar tudo com o meu nome!
...
quarta-feira, 12 de março de 2014
Mentir é feio, viu!?
-Cabeção - chama o pai enquanto a pequena desenha.
-Qui é!? - responde com o desdém com que a genética a agraciou.
-"Qui é" não! - reclama o pai forçando a autoridade na voz - É senhor papai! Repete!
MC sem muita emoção atende:
-Senhor papai... - e arremeta com certa impaciência - que que tu quer!?
-Ainda não está bom - diz o pai forçando o ciso na expressão - Repete comigo: Senhor..
MC virando a cadeira com ares de tédio começa a repetir de forma automática:
-Senhor...
-Papai Lindão...
Torcendo o bico na esperança de aquilo terminasse continua repetindo agora com os olhos virados para cima e usando a mais clara definição de derrota no rosto:
-Papai Lindão...
-Que eu amo e obedeço! - termina o pai.
MC sem parecer prestar atenção começa a repetir as palavras do pai:
-Que eu amo e... - subitamente pára, engole seco, encara o pai com uma mistura de censura e repreensão e pergunta:
-Pai, sua mãe não te explicou!? - e olhando fixamente o pai completa:
-Mentir é feio, viu!?
...
-Qui é!? - responde com o desdém com que a genética a agraciou.
-"Qui é" não! - reclama o pai forçando a autoridade na voz - É senhor papai! Repete!
MC sem muita emoção atende:
-Senhor papai... - e arremeta com certa impaciência - que que tu quer!?
-Ainda não está bom - diz o pai forçando o ciso na expressão - Repete comigo: Senhor..
MC virando a cadeira com ares de tédio começa a repetir de forma automática:
-Senhor...
-Papai Lindão...
Torcendo o bico na esperança de aquilo terminasse continua repetindo agora com os olhos virados para cima e usando a mais clara definição de derrota no rosto:
-Papai Lindão...
-Que eu amo e obedeço! - termina o pai.
MC sem parecer prestar atenção começa a repetir as palavras do pai:
-Que eu amo e... - subitamente pára, engole seco, encara o pai com uma mistura de censura e repreensão e pergunta:
-Pai, sua mãe não te explicou!? - e olhando fixamente o pai completa:
-Mentir é feio, viu!?
...
terça-feira, 11 de março de 2014
Isso é um filme!
MC achega-se ao pai com uma pilha de bugigangas, livros e outras miudezas:
-Senhor da loja - diz interpretando uma madame de gestos elegantes, fala macia e comportamento aristocrático - quanto custam essas coisinhas!?
-Filha - responde o pai distraído - eu não posso brincar agora.
-Ah, então é tudo de graça!? - sorri de canto de boca e continua: Que maravilha; vou contar para minhas amigas!
-Não, filha - responde o pai sem jeito - Eu não posso brincar agora.
-Senhor - diz a pequena enquanto coloca a série de utensílios em uma bolsa - vou levar tudo isso de graça, obrigado.
-Filha eu...
Subitamente MC desfaz o personagem, abandona o tom interpretativo, assume o semblante normal e reprime o pai:
-Pai, tu não entendeu que isso não é brincadeira!?- pergunta com ar severo.
-Isso é um filme!
...
-Senhor da loja - diz interpretando uma madame de gestos elegantes, fala macia e comportamento aristocrático - quanto custam essas coisinhas!?
-Filha - responde o pai distraído - eu não posso brincar agora.
-Ah, então é tudo de graça!? - sorri de canto de boca e continua: Que maravilha; vou contar para minhas amigas!
-Não, filha - responde o pai sem jeito - Eu não posso brincar agora.
-Senhor - diz a pequena enquanto coloca a série de utensílios em uma bolsa - vou levar tudo isso de graça, obrigado.
-Filha eu...
Subitamente MC desfaz o personagem, abandona o tom interpretativo, assume o semblante normal e reprime o pai:
-Pai, tu não entendeu que isso não é brincadeira!?- pergunta com ar severo.
-Isso é um filme!
...
quinta-feira, 6 de março de 2014
Sei e Não Sei
O pai entra no quarto e encontra a mãe desolada com as mãos espalmadas no queixo e o rosto transfigurado em desalento:
-Que houve!?
A mãe bufa em sonora desaprovação e começa o desabafo:
-Toda vez que eu saio do quarto alguém aqui começa com o tal do entra-e-sai, entra-e-sai, entra-e-sai.
Ainda com o olhar fixo no chão continua:
-Ai, eu não consigo fazer nada.
O pai imediatamente se propõe a assumir o posto:
-Pode ir - diz enquanto se acomoda em frente a pequena para começar a brincadeira - eu brinco com ela.
À toda a conversa até então MC parecia absolutamente desatenta e continuava a criar "romance" entre linhas diferentes de brinquedos. O pai então pergunta:
-Tu sabe que estamos falando de ti!?
MC sem tirar os olhos dos próprios afazeres responde:
-Sei.
O pai então volta a carga:
-Tu sabe que nós estamos reclamando de ti?
-Sei - diz a pequena sem muita emoção.
-Tu sabe que que eu vou ficar aqui contigo!?
-Sei - responde sem dar parecer dar muita atenção a conversa.
O pai então confiando na desatenção da pequena tenta selar um armistício:
-Então tu sabe que eu não vou te deixar ficar entrando e saindo do quarto, né!?
MC levanta o rosto com a calma de um herói de anime antes de finalmente juntar forças para derrotar o vilão; sorri maliciosamente com os dentes que lhe faltam e diz em voz aveludada:
-Isso - com uma pequena porém bem calculada pausa dramática - eu não sei!
...
-Que houve!?
A mãe bufa em sonora desaprovação e começa o desabafo:
-Toda vez que eu saio do quarto alguém aqui começa com o tal do entra-e-sai, entra-e-sai, entra-e-sai.
Ainda com o olhar fixo no chão continua:
-Ai, eu não consigo fazer nada.
O pai imediatamente se propõe a assumir o posto:
-Pode ir - diz enquanto se acomoda em frente a pequena para começar a brincadeira - eu brinco com ela.
À toda a conversa até então MC parecia absolutamente desatenta e continuava a criar "romance" entre linhas diferentes de brinquedos. O pai então pergunta:
-Tu sabe que estamos falando de ti!?
MC sem tirar os olhos dos próprios afazeres responde:
-Sei.
O pai então volta a carga:
-Tu sabe que nós estamos reclamando de ti?
-Sei - diz a pequena sem muita emoção.
-Tu sabe que que eu vou ficar aqui contigo!?
-Sei - responde sem dar parecer dar muita atenção a conversa.
O pai então confiando na desatenção da pequena tenta selar um armistício:
-Então tu sabe que eu não vou te deixar ficar entrando e saindo do quarto, né!?
MC levanta o rosto com a calma de um herói de anime antes de finalmente juntar forças para derrotar o vilão; sorri maliciosamente com os dentes que lhe faltam e diz em voz aveludada:
-Isso - com uma pequena porém bem calculada pausa dramática - eu não sei!
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