O pai acaba por inadvertidamente tirar um cochilo enquanto assistia TV
com a pequena. Indignada MC vai a cozinha confrontar a a matriarca com
a afronta:
-Não é justo... - diz absolutamente séria enquanto cruza os braços entorno do tronco -...meu pai dormiu.
A mãe tentando amenizar o problema explica:
-Papai tá cansado filha... - e beijando a pequena no rosto pede - vamos deixar ele dormir um pouco.
MC dá de ombros para a mãe, estala o muxoxo e refuta:
-Não mãe. - e em tom de terapeuta cognitivo Comportamental especializada em Ansiedade, Depressão e Pânico explica:
-Meu pai não nunca se diverte - e bastante sólida no argumento e na exposição prossegue:
-Está sempre com... - mudando bruscamente de feição com um arquivo de sobrancelhas, semi-serrando os olhos, contorcendo não só a boca como
todas as linhas de expressão (que ainda não tem) e colocando as mãos no
rosto para simular uma barba explica:
-...aquela cara!
-Filha,... - começa a mãe em vão. Rapidamente a ansiosa por atenção paterna interrompe:
-E quando ele está comigo... - agora com um semblante absolutamente
condenatório contra a mãe - ... você fica pedindo para ele fazer as
coisas.
Voltando ao tom e a posição inicial fecha a redação do Enem sobre a alienação parentar com o chavão:
-Não é justo.
...
( O objeto da conversa que havia despertado com a absolutamente
acrobática - só que não - saída da pequena da cama assitia a tudo e
pensou consigo sorrindo esperançoso: LEVAR O LIXO NUNCA MAIS.)
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