MC tem uma maneira curiosa de prestar atenção ao mundo que a cerca: ignorando-o total e completamente. Seja pela sensacional capacidade de processar informações a uma velocidade espantosa - e por isso não precisar, necessariamente, estar focada em uma coisa por vez - ou pela tentadora possibilidade de captar mais informações ao simplesmente não demonstrar dar a mínima para o assunto em questão.
Isto posto MC têm ouvido várias conversas paralelas sobre o estado de saúde da avó materna. Os pais repetidas vezes, achando ingenuamente que se tratava rigorosamente de uma criança de 5 anos, explicaram de modo didático-idiotizante que a avó estava "dodói" e que iria, então, ficar o hospital por mais tempo.
A pequena chega então a escola e imediatamente justifica para a professora sua ausência no dia anterior:
-Tia - diz com alguma pompa - fiquei em casa ontem porque minha avó está doente.
-Sério!? - Diz a professora preocupada - O que ela tem!?
-Falta de ar - responde MC com um ar preocupado no semblante.
-Já foi visitar ela!? - Pergunta delicadamente a professora
-Criança não pode - responde firme e direta a pequena - porque ela tem uma bactéria.
-Ah é? - Fica atônita a professora. MC sem deixar a professora pensar ou elaborar a continuidade da conversa explica de maneira bem particular a correlação entre tal microorganismo e a proibição as visitas infantis:
-E é muito perigosa para as crianças!
...
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