Manhã preguiçosa e tudo transcorre normal. Mãe acroda e faz o sanity-check matituno; com ares de invetarista tarimbada pergunta:
-Fe, cade o peixe?
-Quase sempre que eu o vejo está no aquário. Responde o Pai um tanto desdenhoso.
-Não - indaga a mãe aflita - no aquário ele não está! Olha - apontando uma mancha azulada no chão da sala - ele ali.
Realmente, empalidecido - no tanto que a cor escura lhe permitia - no chão da sala jazia Esfomeado. Pai, recuperando os fragmentos de memória recente lembra-se de ter visto (por consequência notado) tal "mancha" no chão assim que acordou. Sem óculos, futucou-a com o pé e como não esboçou qualquer reação descartou a possibilidade de barata e assumiu ser um pedaço de papel/plástico qualquer.
Mãe, em modo de contenção liga para a avó e dita as providências:
-Temos de ir ao Extra agora mesmo buscar um peixe. Antes que ela acorde.
Lá se foram elas; enquanto isso o Pai - ainda chocado com o incidente - resolveu que tudo seria melhor entendido com um café fresco.
...
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